Óleo de coco e a medicina jurássica brasileira.

Ao contrário do que dizem as ultrapassadas associações médicas brasileiras, o óleo de coco é muito benéfico para a saúde segundo estudos internacionais
Ao contrário do que dizem as ultrapassadas associações médicas brasileiras, o óleo de coco é muito benéfico para a saúde segundo estudos internacionais

Recentemente a Folha de São Paulo -do desprestigiado grupo Folha/UOL – publicou uma matéria condenando o uso do óleo de coco (Aqui você pode ler), um verdadeiro “veneno”, segundo os especialistas e associações entrevistadas – todas brasileiras. Infelizmente, não é segredo pra ninguém que o Brasil tem uma das piores medicinas do mundo e ouvir associações como ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e outras, não significa muito, além do fato de que você estará preso a uma medicina ultrapassada, com 20 anos de defasagem, no mínimo. Vejamos o que dizem os especialistas:

“Hoje não há suporte científico para dizer que ele traz qualquer benefício”, afirma Ana Lúcia dos Anjos Ferreira, pesquisadora da faculdade de medicina da Unesp de Botucatu e médica nutróloga da Abran.

“De forma muito prática, é possível dizer que ele serve para nada”, diz Fábio Trujilho, presidente da Sbem.

Olha só, que sabichões, hein? Não serve para nada, segundo Fábio Trujilho e não tem qualquer benefício, segundo Lúcia dos Anjos Ferreira. Não obstante, quando um médico, do alto de sua empáfia, abre a boca para dizer que algo não serve para nada, deveria saber que alguns minutos de pesquisa em fontes primárias revelam ignorância e arrogância. Inclusive, um dos expedientes utilizados é que os estudos são in vitro – o que nem sempre é verdade, pois há grupos humanos  também- e que um produto para ser aprovado precisa passar por um estudo duplo-cego com ampla amostragem- o que também não é verdade absoluta pois, se assim fosse, metade dos tratamentos médicos do establishment sumiriam do mercado, como bloqueios nervosos com cortisona e certas cirurgias de coluna feitas a rodo, como artrodeses e laminectomias desnecessárias.

Vamos lá, na NCBI- US National Library of Medicine National Institutes of Health (Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA ou Pubmed)- o maior repositório sobre saúde do mundo-, há 1775 estudos envolvendo o óleo de coco (coconut oil). Alguns in vitro, outros com animais e alguns com seres humanos. Muitos dos estudos com peer review evidenciaram benefícios múltiplos do óleo de coco. Sobretudo do ponto de vista hepático e cardiovascular.  Aqui, eu deixo alguns.
(Fontes: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=coconut+oil)

Virgin coconut oil reverses hepatic steatosis by restoring redox homeostasis and lipid metabolism in male Wistar rats.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28862329
O óleo de coco virgem reverte a esteatose hepática restaurando a homeostase redox e o metabolismo lipídico em ratos Wistar machos. CONCLUSÃO: O estudo indica que VCO (óleo de coco virgem) pode ser usado como um nutracêutico contra hepatosteatosis.

Dietary Supplementation with Virgin Coconut Oil Improves Lipid Profile and Hepatic Antioxidant Status and Has Potential Benefits on Cardiovascular Risk Indices in Normal Rats.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28816548
A suplementação dietética com óleo de coco virgem melhora o perfil lipídico e o estado antioxidante hepático e possui benefícios potenciais nos índices de risco cardiovascular em ratos normais.

The lauric acid-activated signaling prompts apoptosis in cancer cells.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28924490
(O ácido láurico, presente no óleo de coco, tem efeito anti-proliferativo em células tumorais do cólon, mama e endométrio)

O ácido láurico de óleos saturados de cadeia média (LA), tem sido associado a certos benefícios para a promoção da saúde pela ingestão de óleo de coco, incluindo a melhoria da qualidade de vida em pacientes com câncer de mama durante a quimioterapia.
No que se refere ao potencial de dificultar o crescimento tumoral, o ácido láurico demonstrou provocar efeitos inibitórios apenas nas células cancerosas do colon. Aqui, fornecemos novos insights sobre os mecanismos moleculares através dos quais AL desencadeia efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos nas células de câncer de mama e endometrial. Em particular, nossos resultados demonstram que LA aumentam os níveis reativos de espécies de oxigênio, estimula a fosforilação de EGFR, ERK e c-Jun e induz a expressão de c-fos. Além disso, nossos dados evidenciam que AL através da via mediada por quinase associada a Rho promove a formação de fibras de estresse, o que exerce um papel principal nas mudanças morfológicas associadas à morte celular apoptótica. Em seguida, descobrimos que o aumento da expressão de p21Cip1 / WAF1, que ocorre após a exposição a LA de uma maneira independente de p53, está envolvido nos efeitos apoptóticos provocados por LA nas células de câncer de mama e endometrial. Coletivamente, nossas descobertas podem abrir caminho para entender melhor a ação anticancerígena dos Ácido Láuricos, embora sejam necessários estudos adicionais para corroborar sua utilidade em abordagens terapêuticas mais abrangentes.

Role of Diet and Nutritional Supplements in Parkinson’s Disease Progression. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29081890
“1053 indíviduos com auto-reportada doença de parkinson foram avaliados para análise. Alimentos associados com reduzida taxa de progressão para Parkinsonm incluiram, vegetais frescos, frutas frescas, nozes, sementes, azeite de oliva, óleo de coco […]”

Effect of Addition of Antifungal Agents on Physical and Biological Properties of a Tissue Conditioner: An In-Vitro Study.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29071233

Métodos
: Três agentes antifúngicos, um sintético – fluconazol e dois óleos de orégano natural e óleo de coco virgem foram adicionados ao condicionador de tecido (Viscogel) em diferentes concentrações.
A propriedade antifúngica, a resistência à tração e a viscoelasticidade de Viscogel contendo esses agentes antifúngicos foram avaliadas após 24 horas, três dias e sete dias. Resultados: enquanto que a maior atividade antifúngica foi mostrada por Viscogel contendo fluconazol, a força máxima de resistência à tração foi de Viscogel sozinha (controle). Embora o Viscogel sozinho e em combinação de fluconazol tenha apresentado deterioração na viscoelasticidade, o Viscogel em combinação com agentes naturais não apresentou alterações significativas durante o período de sete dias. Conclusão: A incorporação de agentes naturais no condicionador de tecidos pode ser usada como uma alternativa efetiva aos agentes antimicóticos sintéticos sistêmicos ou tópicos.

Increasing Dietary Medium-Chain Fatty Acid Ratio Mitigates High-fat Diet-Induced Non-Alcoholic Steatohepatitis by Regulating Autophagy.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29070903

“Nesse estudo, em um modelo animal, ácidos graxos de cadeia média e longa, incluindo o óledo de coco, atenuou a diabetes tipo 2 e reduziu a toxicidade hepática.

Estudos anteriores demonstraram que os ácidos graxos saturados (SFAs) são mais lipotóxicos que os ácidos graxos não saturados (UFAs) na inibição da autofagia hepática e na promoção da esteatohepatite não alcoólica (NASH). No entanto, houve poucos estudos que tenham investigado os efeitos do comprimento da cadeia de carbono no comprometimento da autofagia induzida por SFA e lipotoxicidade. Para investigar se os SFAs com comprimentos de cadeia de carbono mais curtos têm efeitos diferenciais sobre a autofagia hepática e o desenvolvimento de NASH, substituímos parcialmente a banha de porco com óleo de coco para elevar a proporção de ácidos graxos de cadeia média (MCFAs) para ácidos graxos de cadeia longa (LCFAs) em um dieta com alto teor de gordura do em ratos alimentados por 16 semanas. Além disso, tratámos células HepG2 com diferentes combinações de ácidos graxos para estudar os mecanismos das proteções hepáticas mediadas por MCFAs. Nossos resultados mostraram que o aumento do índice de MCFA / LCFA dietético atenuou a diabetes tipo 2 induzida por HFD e a NASH em camundongos. Importante, demonstramos que o aumento da relação MCFA exerceu seus efeitos protetores ao restaurar a autofagia reprimida por Rubicon. Nosso estudo sugere que a quantidade relativa de LCFAs e MCFA na dieta, além da quantidade de SFAs, pode contribuir significativamente para o comprometimento da autofagia e lipotoxicidade hepática. Coletivamente, propomos que o aumento de MCFAs alimentares possa ser uma estratégia alternativa de prevenção e terapêutica para diabetes tipo 2 e NASH.

A coconut oil-rich meal does not enhance thermogenesis compared to corn oil in a randomized trial in obese adolescents.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28758166
(este estudo mostra que o óleo de coco, apesar de ser um triglicerídeo de cadeia média, não contribui para a perda de peso, tampouco para seu aumento, porém diminui as concentrações de triglicerídeos. Então, óleo de coco não é menos saudável que canola, como dizem muitos “especialistas” brasileiros).

Quinze crianças, de 13 a 18 anos, índice de massa corporal> 85º percentil para idade e sexo, foram matriculadas. Foram administradas duas refeições de teste, contendo 20 g de gordura de óleo de milho ou uma gordura de assar enriquecida com óleo de coco (1,1 g de ácidos gordos com comprimentos de cadeia ≤ 10 ° C). Uma amostra de sangue em jejum foi tomada antes do café da manhã e às 30, 45, 60, 120 e 180 min pós-refeição para a medição de metabolitos. O efeito térmico dos alimentos (TEF) foi avaliado ao longo de 6 h com calorimetria indireta. A saciedade foi medida utilizando escalas analógicas visuais (VAS). Não houve efeito significativo do tipo de gordura, tempo ou tipo de gordura × interação de tempo na área TEF, apetite / saciedade, glicose e insulina sob a curva. Houve um efeito significativo do tipo de gordura na leptina (P = 0,027), nos triglicerídeos (P = 0,020) e no péptido YY (P = 0,0085); As concentrações de leptina e triglicerídeos foram menores e as concentrações de YY do péptido foram maiores com o consumo de óleo de milho.
CONCLUSÃO:

Uma gordura de cozimento enriquecida com óleo de coco não aumenta a termogênese e a saciedade em crianças. Dado que este é o único estudo atual de seu tipo, é necessária mais pesquisa sobre o uso de óleo de coco como ferramenta de controle de peso em crianças com sobrepeso e obesidade.

Omega-6 and omega-3 oxylipins are implicated in soybean oil-induced obesity in mice.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28970503

Nesse estudo, óleo de soja é associado a obesidade, diabetes, resistência insulínica e fígado gordo em roedores. O azeite, sugerido como opção saudável pelos especialistas da Folha, é associado a fígado gordo. O estudo sugere que o óleo geneticamente modificado, Plenish é mais saudável que os outros, enquanto das opções naturais, a única não condenada, é o óleo de coco.

“O consumo de óleo de soja está aumentando em todo o mundo e é paralelo ao aumento da obesidade. Rico em gorduras insaturadas, especialmente o ácido linoleico, o óleo de soja é considerado saudável e, no entanto, induz obesidade, diabetes, resistência à insulina e fígado gordo em camundongos. Aqui, mostramos que o óleo de soja geneticamente modificado Plenish, que veio no mercado americano em 2014 e é baixo em ácido linoléico, induz menos obesidade do que o óleo de soja convencional em ratos machos C57BL / 6. A análise proteômica do fígado revela diferenças globais nas proteínas hepáticas ao comparar dietas ricas em dois óleos de soja, óleo de coco e uma dieta com baixo teor de gordura. A análise metabolômica do fígado e do plasma mostra uma correlação positiva entre obesidade e metabolitos de oxilipina C18 hepática de ácidos graxos ômega-6 (ω6) e omega-3 (ω3) (ácido linoléico e a-linolênico, respectivamente) no citocromo P450 / solúvel Caminho epóxido hidrolase. Enquanto Plenish induziu menos resistência à insulina do que o óleo de soja convencional, resultou em hepatomegalia e disfunção hepática como o azeite, que possui uma composição de ácidos graxos semelhante. Estes resultados implicam uma nova classe de compostos em obesidade induzida pela dieta – epóxido C18 e diol oxilipinas.”

Coconut Products Improve Signs of Diet-Induced Metabolic Syndrome in Rats.
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29079969
Em ratos Wistar, o óleo de coco reduziu o perdo corporal, as concentrações de glicose no sangue, a pressão arterial sistólia e a rigidez diastólica. com estrutura e função melhoradas do coração e fígado. A nutrição de coco aumentou a massa magra do corpo total (tecido muscular) .

“O aumento da prevalência de obesidade e síndrome metabólica justifica a identificação de possíveis opções terapêuticas de intervenção. Este estudo testou o óleo de coco virgem comercialmente, já que os cocos são fontes ricas de ácidos laurico e mirístico. Os ratos Wistar machos foram alimentados com dieta de amido de milho (C); dieta rica em carboidratos e alta gordura (H); dieta de alto teor de carboidratos e óleo de coco virgem (HV); ou dieta rica em carboidratos e alto teor de coco (HN) durante 16 semanas. Os parâmetros de saúde metabólica, hepática e cardiovascular foram medidos durante e no final do estudo. O óleo de coco virgem reduziu o peso corporal (C 386 ± 8g, H 516 ± 13g, HV 459 ± 10g), concentrações de glicose no sangue (C 4.2 ± 0.1 mmol / L, H 5.4 ± 0.2 mmol / L, HV 4.6 ± 0.2 mmol / L ), pressão arterial sistólica (C 127 ± 5mmHg, H 149 ± 4mmHg, HV 133 ± 3mmHg) e rigidez diastólica (C 25,0 ± 1,7, H 31,4 ± 1,2, HV 25,2 ± 2,3), com estrutura e função melhoradas do coração e fígado. Nutrição de coco aumentou a massa magra do corpo total (C 255 ± 10 g, H 270 ± 16 g, HN 303 ± 15 g) e baixas concentrações plasmáticas de colesterol total (C 1,6 ± 0,2 mmol / L, H 1,7 ± 0,1 mmol / L, HN 1,0 ± 0,0 mmol / L), pressão arterial sistólica (C 127 ± 5mmHg, H 149 ± 4mmHg, HN 130 ± 3mmHg) e rigidez diastólica (C 25.0 ± 1.7, H 31.4 ± 1.2, HN 26.5 ± 1.0), estrutura e função aprimoradas da coração e fígado, mas concentrações plasmáticas aumentadas de triglicerídeos (C 0,3 ± 0,1 mmol / L, H 1,1 ± 0,4 mmol / L, HN 1,8 ± 0,2 mmol / L) e ácidos gordos não esterificados (C 1,2 ± 0,3 mmol / L, H 3,3 ± 0,8 mmol / L, HN 5,6 ± 0,4 mmol / L). Assim, a fibra e a proteína no coco Nourish e os ácidos graxos saturados de cadeia média em óleo de coco virgem podem melhorar as complicações cardiovasculares e hepáticas na obesidade.”

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