MAM, Santander, SESC: Colocar coisas no reto não é arte

Você pode enfiar lasers no reto e dizer que é "arte", mas não vai passar de sexo anal. E se for paga com dinheiro público: os sodomizados somos nós.
Você pode enfiar lasers no reto e dizer que é “arte”, embora não passe de sexo anal. O problema é se ela é paga com dinheiro público: os “enrabados” somos nós, então. Fonte: https://thump.vice.com/pt_br/article/pg8x3k/grupo-danca-lasers-na-bunda

Sobre as recentes polêmicas envolvendo as exposições no MAM e no Santander Cultural, com o Queer Museu.  Deixando de lado o caráter grotesco e esteticamente deplorável de ambas, precisamos nos ater a essência das coisas.

Vamos lá:
Quando eu digo: “Michelangelo pintou a capela”. O objeto direto é a capela e o sujeito, o artista, Michelangelo. Agora quando o cara põe o pinto de fora, ele não é sujeito, nem objeto, nem arte. Ele não é nada. Ele manifesta um desejo, somente. Quem manifesta um desejo ou questiona algo, não é artista.

Basicamente, gente comparando uma escultura de Davi nu com um homem pelado comete esse erro crasso porque está lobotomizada por uma ideologia qualquer e faz malabarismo retórico para explicar o que a coisa grotescamente representa: Velas e lasers enfiados no roscofe, homens nus expostos a crianças, subversão cliché com críticas ao cristianismo – afinal, ninguém do Queer museu tem coragem de questionar o islã.

O Young Boy Dancing Group, um conjunto performático de “artistas” londrinos que se apresenta enfiando lasers no cu e pulando a torto e a direita num show luminotécnico nas boates europeias, o faz com verbas privadas. Contextualizar se é arte ou perversão, parafilia ou preferência sexual, é problema do público espectador e aqui neste blog, chamamos isso de fantasia sexual, apenas. Pagar isso com dinheiro público é indecente, indecoroso e extorsivo, porém.

Expressão pode qualquer coisa: raiva, ira, sexo, luxúria, gritos, velas e lasers no cu. Expressão não é arte. Arte requer técnica, refino e um produto final. Sujeito é uma coisa, objeto é outra.

Arte – do latim ars; corresponde ao termo grego techne (técnica); significa: o que é ordenado ou toda espécie de atividade humana submetida a regras. Seu campo semântico se define em oposição ao acaso, ao espontâneo e ao natural.

Arte é um conjunto de regras para dirigir uma atividade humana qualquer.

Fonte: https://www.eba.ufmg.br/graduacao/materialdidatico/apl001/aula006web.html

 

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7 comentários

  1. Concordo com todos vocês, inclusive com o autor do texto, apenas sugiro que utilize a palavra ânus ao se referir. Não precisamos nos igualar ao povo que aprecia a não cultura e este tipo de lixo que chamam de arte.

  2. Eticidades, legalidades ou moralidades excessivas são eticismos, legalismos ou moralismos. Seus antônimos são “antieticidades”, “antieticismos”, “ilegalidades”, “ilegalismos”, “imoralidades” e “imoralismos”.

  3. Olha….desde que não usem dinheiro público nem envolvam crianças, e nem imponham sua “arte” a quem não está interessado, que façam o que quiserem. Há uma corrente de arte que sempre existiu e que se chama “arte degenerada” e que é feita por e para degenerados. No cinema, o Pasolini era um exemplo, com aquele horroroso filme “Salò”, e há muitos outros.
    Que façam bom proveito, sugiro enfiar uma banana de dinamite acesa no rabo e fazer uma performance “explosiva” com um “gran finale”.

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