Deputados Pretendem Proibir Sexo e Nudismo

A censura recrudesceu com força total no país. Se em 1964 a preocupação da esquerda engajada era a liberdade de expressão política (pelo menos a dela, obviamente), em 2017 os entraves que cerceiam a liberdade de consciência estão relacionados a ditadura Politicamente Correta, muito mais dantesca, claro… De gibis a comerciais de tv, passando por outbus, propagandas impressas de cerveja e filmes, não há nada que escape a truculência dos arautos da justiça social em tempos de redes sociais -que delegam lugar de fala à idiotas- a permear notícias em grandes jornais com factoides que vão de encontro a ideologia política dos jornalistas.

As novas vítimas dessa sana censória são o seminu, a pornografia e a masturbação: dois deputados pretendem proibi-los: Erika Kokay ( com o o projeto de lei PL 6191/16 e acusada de peculato e lavagem de dinheiro), do PT, acredita que publicidade com mulheres seminuas é uma forma de objetificação do corpo da mulher para o prazer masculino:

vedação à publicidade de cunho misógino, sexista ou estimuladora de agressão ou violência sexual […]é rotineiro o emprego da imagem feminina na publicidade como objeto prontamente disponível para a satisfação dos desejos masculinos

Uma teoria estúpida que atenta contra as liberdades individuais e o direito de ir e vir: se modelos aceitam o pagamento pelo uso de sua imagem e, de livre arbítrio, querem posar de roupas sensuais em publicidade de filmes, cerveja e o raio, não cabe ao Estado praticar qualquer ação de  interferência. E se alguém, um homem ou lésbica, sente qualquer sorte de prazer com isso, muito menos.

O mais esdruxulo do projeto é que pretende-se proteger mulheres adultas de tal conteúdo, porém não ocorre a iluminada deputada, defensora de cirurgias de mudança de sexo para “crianças trans”, sem autorização dos pais, que se a simples imagem de uma mulher sensual causa mal-estar, então o problema está nos olhos de quem ver. Antigamente, se proibia o sexo na mídia dos olhos de menores -corretamente- hoje, de feministas adultas chiliquentas, as mesmas que correm peladas em campus universitários e se masturbam em plena avenida pública. E tome hipocrisia.

Abaixo a listinha de peças publicitárias que Kokay pode censurar com seu projeto, que tem grandes chances de ser aprovado, diga-se de passagem.

Nicole Bahls, Enchantress de Esquadrão suicida e Cammy de Street Fighter V: Projeto de Erika Kokay, pretende censurar mulheres bonita em publicidade.
Nicole Bahls, Enchantress de Esquadrão suicida e Cammy de Street Fighter V: Projeto de Erika Kokay, pretende censurar mulheres bonitas em publicidade.
Psylocke, Mai Shiranui e Dead or Alive Extreme: Poderão ser censurados pelo projeto da Deputada Erika Kokay.
Psylocke de X-Men, Mai Shiranui do game King Of Fighters e o Game Dead or Alive Extreme da Tecmo: Poderão ser censurados pelo projeto da Deputada Erika Kokay. Nos dois primeiros casos, também há apologia a violência. Então a censura poderá ser dupla.
Mulher sensual em filme de Van Damme, Milla Jovovich e Gal Gadot: Cartazes Objetificam mulheres e de vem ser censurados segundo Erika Kokay.
Mulher sensual em filme de Van Damme, Milla Jovovich em Resident Evil e Gal Gadot em Wonder Woman: Cartazes Objetificam mulheres e devem ser censurados, segundo Erika Kokay.

Se de um lado, Kokay remove a fonte de satisfação de uns tantos, do outro, o deputado Marcelo Aguiar do DEM acaba de vez com a brincadeira com um projeto que pretende vetar “conteúdos de sexo virtual, prostituição e sites pornográficos“. Segue a justificativa para tal ato humanitário

“Estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet e à privacidade que celular e o tablet proporcionam.

Os jovens são mais suscetíveis a desenvolver dependência e já estão sendo chamados de autossexuais – pessoas para quem o prazer com sexo solitário é maior do que o proporcionado, pelo método, digamos, tradicional.”

Agora estamos na distopia perfeita. Se Orwell, em seu livro 1984, previa que a Novilíngua, um dicionário com termos proibidos e censurados, seria implementado para a sociedade perfeita, falhou em anexar em sua obra a censura completa do sexo e da sensualidade, contudo, estes dois iluminados complementaram-se: um fanático religioso e uma feminista radical com poder demais, que acertaram em cheio com dois projetos para a ditadura da vida real.

por Bruno Maia Giordano

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2 comentários

  1. Falando em censura, existiam dois órgãos estatais que agiam entre 1930 e 1985 chamados “DIP” (“Departamento de Imprensa e Propaganda”) e “DCDP” (“Divisão de Censura de Diversões Públicas”). Eles regulamentavam todos e quaisquer conteúdos antes de eles irem ao ar. Muitos conteúdos eram censurados por motivos exordialmente morais, outros por motivos políticos. Estes órgãos eram vinculados ao DPF (Departamento de Polícia Federal) e ao Ministério das Comunicações (atualmente chamado de “MCTIC” – “Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações”).

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