Liberalismo econômico e discriminação

Público-alvo, também chamado de Prospect ou Target, é o grupo de pessoas que você escolhe como clientes principais, são aquelas pessoas para quem você dedica sua prática e as ações de comunicação e marketing.

Liberdade_ainda_que_tardia
Liberdade, ainda que tardia.

Só mesmo um liberaleco -ou alguns psolistas/petistas- pode acreditar que o “mercado é Inclusivo” (ou tem que ser, no caso dos psolistas), para angariar votos de minorias. O mercado tanto pode ser abrangente em seu público-alvo, como um restaurante que vende comida italiana e salada de frutas e, do mesmo modo, pode ser excludente, como outro que deseja comercializar comida vegana, apenas. Ou uma academia de caraté e outra de yoga, que têm públicos diferenciados.

O mercado não trabalha com diversidade. Trabalha com público-alvo, focado em uma visão e missão. O mercado de luxo, por exemplo, é para quem pode pagar, não para quem quer. Então, fica claro que a natureza do livre comércio é a exclusão positiva: Múltiplos mercados contemplam múltiplos interesses de indivíduos com especificidades e o público insatisfeito pode boicotar o estabelecimento que não o atende e procurar outro.

No índice da Heritage Foundation, o Brasil ocupa a 99ª posicão em liberdade econômica.
No índice da Heritage Foundation, o Brasil ocupa a 99ª posicão em liberdade econômica.

O que ocorre hoje é exatamente a conformação de uma ditadura contra o livre mercado: proibições de propagandas de biscoitos, para não prejudicar crianças, proibições de comerciais de cerveja com mulheres bonitas (para não objetificá-las), proibição de remédios, cosméticos e shampoos para tipos de cabelo crespo (com a alegação de que trata-se de “racismo”), proibição e regulação de cigarros, bebidas, saleiros em mesas de restaurante, filmes, gibis, tratamentos médicos não homologados pelo CFM etc. Isso não é livre mercado. Nunca foi.

Quando feministas invadem barbearias porque atendem exclusivamente homens, progressistas querem acabar com a sessão de brinquedos para meninos e meninas, religiosos querem proibir prostíbulos e pornografia e idiotas lutam contra os “padrões de beleza impostos pela sociedade“, eles não estão lutando pelos seus direitos. Na verdade, estão atomizando a sociedade e o direito de escolha de outrem. Debalde, defendem essa falsa liberdade, pois a ceifa autoritária voltar-se-á contra eles mais cedo ou mais tarde.

Para Lênin, como para os psicopatas no poder, a liberdade é um bem tão precioso, que dever ser racionada. Para o verdadeiro liberal, a liberdade é um bem em si, inegociável, assim como a propriedade privada e o direito de produzir e comercializar para quem e o que desejar.

Para Isaac Asimov, a liberdade e seu preço são definidos corretamente: “O preço da liberdade é a indiferença – e não deixe ninguém lhe dizer o contrário, o universo é um lugar extremamente indiferente.“Sim! A liberdade é indiferente. Você não é obrigado a amar minorias, maiorias ou atender públicos que não agradam-lhe em seu negócio. Ninguém é. Do mesmo modo, estes públicos podem te boicotar. Essa reciprocidade é o valor mais integro do livre mercado: ela leva o negócio do racista empedernido a falência, ela quebra quem destrata pessoas por motivos fúteis a atávicos, ela destrói o Estado intervencionista e inútil (que no final, só gera mais conflito). E se até Rosseau entendia isso (“O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada.“), qual a dificuldade cognitiva dos liberais pós-modernos, que bajulam minorias e perseguem pequenos negócios?

Fontes:
http://www.carlosmartins.com.br/_mktplan/mktplan17.htm
https://pt.wikiquote.org/wiki/Liberdade
http://www.inpn.com.br/Materia/Opinioes/724

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