Cultura do Estupro: o que a imprensa e os especialistas não te contam…

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Fazia tempo que queria escrever sobre a tal “cultura do estupro”. Não considero que o tema seja uma fraude; não em sua totalidade, pelo menos. Descontando, claro, o fato de que na sociedade, em geral, tal cultura não existe, visto que criminosos sexuais são linchados e mortos e se sobrevivem até a cadeia, são também violentados (nesse caso, claramente uma “cultura”). Mas o esvaziamento do significado e a petulância de especialistas vigaristas que manipulam estatísticas já falsas (gestadas pelo desprestigiado IPEA, que já mentiu outras vezes e continuará, pois esta é uma de suas funções [0]), me perturbaram um pouco. O texto a seguir é bem referenciado, com dados que esfacelam tudo que já foi publicado e manipulado pela imprensa. Não é um artigo de opinião. São fatos. Verdades inconvenientes.

Primeiramente, há uma série de incoerências nas propostas de abordagem da malfadada “cultura do estupro”. Uma série de falacias do espantalho, deturpações e algum nível de vigarice intelectual – para capitanear louros políticos- são associados a expressão e ao crime, per si.

Estupro não é crime que vitimiza mulheres, exclusivamente. Há uma série de estatísticas sobre vítimas masculinas, algozes femininas e vítimas infantis. Algumas delas mostrando que vítimas masculinas são maioria, devido a uma verdadeira “cultura do estupro” em  presídios [1][2][3][4]. Coletivos e ONGs, utilizando puro corporativismo de gênero, transformaram esta causa numa bandeira exclusivamente “das mulheres” e não numa tragédia social, que é a melhor definição, para adicionar insulto a esta injuria. Um dos ápices desta questão foi a campanha #primeiroassedio, onde meninos vítimas foram simplesmente excluídos da possibilidade de sofrer violência de gênero (ainda que, sob completa indiferença da imprensa, uma vítima masculina do programa MasterChef tenha sofrido ameaça de estupro por mulheres em redes sociais [5]).

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Para os iluminados da imprensa e “especialistas”, proibir propagandas sensuais, ajudaria a combater a “cultura do estupro”. Ao invés de prender os criminosos, claro.

A chamada “Cultura do estupro”, seu uso exacerbado e sem critério (defendido pela mídia), também é uma forma torpe de coletivizar o crime, com a utilização de expressões gatilho para a pratica de uma falácia: a generalização ofensiva. Pululam em redes sociais e entre as pautas de coletivos, acusações contra todos homens, contra o machismo e contra a sociedade. Soluções como “educação” (como se criminosos com este perfil abusivo pudessem ser ressocializados) são apenas eufemismos para alguma pratica de lavagem cerebral direcionada exatamente contra quem jamais estupraria uma pessoa, enquanto marginais bailam em orgias, enebriados ao som dalguma “valsa funkeira” (aka bailes funk) com estupros coletivos registrados, porém não alardeados por serem cometidos por menores[6].

O desvio do foco, utilizando elementos banais do dia a dia, como  os supostos “pequenos atos e comportamentos” machistas, é uma expansão da banda gráfica inconsistente e subjetiva, para não dizer vigarista, do que seria incentivo ao estupro (isto iria de bailes funk a videogames e filmes). E a partir desta outra generalização, a dos símbolos linguísticos, há o esvaziamento do significado de um termo para dar a ele o sentido que se queira.

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A cultura do estupro, segundo especialistas, incluiria videogames, pornografia e produtos de consumo masculino. Num claro esvaziamento do termo, a histeria abrange até o sexo fictício e consensual.

 

Nesse ínterim, o combate eficaz ao hediondo crime do estupro tem sentido apenas se analisarmos à totalidade de suas vítimas e a violência doméstica como fenômeno deturpado pela imprensa e por entidades e órgãos públicos, por se estender a homens e crianças também [7] (nestes casos, solenemente ignorada pelo corporativismo de gênero e devido a introjeção do efeito Women Are Wonderfull -WaW, um fenômeno social em que mulheres são idealizadas como vítimas perfeitas e detentoras de todas as virtudes humanas   [8] ).

Com esta análise clara, medidas legais, baseadas na ciência forense, rápidas e desburocratizadas, devem ser tomadas contra os criminosos adeptos deste bárbaro crime, ao tempo em que pessoas mal-intencionadas, que mentem e prejudicam vítimas reais, devem ser severamente enquadradas no crime de denunciação caluniosa (o chamado golpe do estupro, onde a falsa vítima se diz violentada, tem se tornado uma constante nas delegacias, prejudicando inocentes e as vítimas, ipsu facto) [9].


[0]Reinaldo Azevedo. O PAÍS DOS ESTUPRADORES INVENTADO PELO IPEA NÃO EXISTE! ERA TUDO UM ERRO. QUEM SABE, AGORA, O INSTITUTO RESOLVA PENSAR O DESENVOLVIMENTO DO BRASIL! http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-pais-dos-estupradores-inventado-pelo-ipea-nao-existe-era-tudo-um-erro-quem-sabe-agora-o-instituto-resolva-pensar-o-desenvolvimento-do-brasil/

[1]Flávio Debique, “Campanha #PrimeiroAssédio expõe tabu de violência sexual contra meninos”, Geledes, 10.11.2015. Fonte: http://www.geledes.org.br/campanha-primeiroassedio-expoe-tabu-de-violencia-sexual-contra-meninos/

[2] “More men are raped in the US than women, figures on prison assaults reveal”, Daily Mail, 8.10.2013. Fonte: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2449454/More-men-raped-US-women-including-prison-sexual-abuse.html

[3] Karen Willis, “Agressão sexual não é questão de gênero.””
, Centro de Emergência de Estupro de New South Wales, Austrália.https://www.youtube.com/watch?time_continue=44&v=HKDDt1eIpMI

[4]Ana Cristina Campos, “Brasil teve mais de 21 mil denúncias de agressão infantil no primeiro trimestre do ano”, Agência Brasil, 19/05/2015. Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/05/18/agressão-infantil-numeros_n_7308776.html

[5] Deborah Bresser, Mulheres também cometem abuso contra participante do Master Chef Júnior, http://entretenimento.r7.com/blogs/blog-da-db/mulheres-tambem-cometem-abuso-contra-participante-do-master-chef-junior-20151024/

[6]Adolescentes usam droga e fazem sexo no meio da rua em baile funk, http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2015/09/adolescentes-usam-droga-e-fazem-sexo-no-meio-da-rua-em-baile-funk.html

[7]Bhona, Fernanda Monteiro de Castro. Violência doméstica e consumo de álcool entre mulheres : um estudo transversal por amostragem http://www.ufjf.br/ppgpsicologia/files/2010/01/Fernanda-Monteiro-de-Castro-Bhona.pdf

[8] Eagly, Alice H.; Mladinic, Antonio (1994), “Are people prejudiced against women? Some answers from research on attitudes, gender stereotypes, and judgments of competence”, European Review of Social Psychology. http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14792779543000002

[9]– Marcele Tonelli, “Falsos estupros atrapalham polícia”, 18.02.2013. Fonte: http://www.jcnet.com.br/Geral/2013/02/falsos-estupros-atrapalham-policia.html

 

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