A mesma imprensa que protege LGBTs, deixa-os serem mortos por radicais

por: CANAL DR https://www.facebook.com/canalDR/?fref=photo

Na Luta Contra à “heresia LGBT” os muçulmanos têm o apoio da esquerda

Estado Islâmico
Estado Islâmico em comboio

Em janeiro do ano passado terroristas islâmicos invadiram a sede do periódico Charlie Hebdo e assassinaram 12 inocentes. Na época, no entanto, muitos justificaram os atos terríveis, condenando a conduta dos jornalistas do Hebdo por eles ridicularizarem a religião islâmica. Isso seria heresia, blasfêmia, discurso de ódio e não deve ser tolerado. Na época, eu escrevi sobre o absurdo de tais colocações e sobre a importância da heresia e da blasfêmia em uma sociedade livre:

“Quem defende o fim da blasfêmia se encontra diante de duas escolhas. Ou o Estado escolhe uma religião como padrão e todas as demais caem na vala da blasfêmia e temos então uma teocracia (como é o caso em grande parte dos países dominados pelos muçulmanos), ou então proibimos toda religião e chegamos a um regime totalitário ateu, nos moldes do comunismo.
estado_islamico
Mas não seriam apenas as religiões que sofreriam com a proibição da blasfêmia. Como ficariam as ciências e a filosofia sob tal lei? Seria reinstituído o Codex dos livros proibidos? (…) O direito à blasfêmia é o direito à fé – um não subsiste sem o outro.

Quando um muçulmano ou um cristão advogam pela proibição da blasfêmia, eles não estão advogando para todas as religiões, mas apenas para as suas. Um mundo sem a blasfêmia pode parecer um lugar melhor à primeira vista, mas apenas superficialmente. As consequências de tal utopia seriam terríveis – como sempre são as consequências de qualquer tipo de utopia.”
E então um terrorista islâmico invade uma boate LGBT e assassina dezenas de homossexuais. A imprensa, a intelectualidade e os descoladinhos das mídias sociais falam de armas e de homofobia em geral, em uma tentativa desesperada de evitar falar dos reais motivos do atentado. Porque, afinal de contas, o islamismo é a “religião da paz”, não é mesmo? Eles são uma minoria oprimida pelo ocidente, assim como os homossexuais, eles estão do lado do bem, eles não podem ser responsabilizados. Esse ato deve ser classificado como uma afronta ao “verdadeiro islã”.

E no entanto, homossexuais são executados em praças públicas na Arábia Saudita, enforcados nas ruas iranianas e jogados do alto de prédios no Estado Islâmico. Aparentemente os muçulmanos não entenderam sua própria religião. Seria o momento de nossos progressistas do bem irem lá dar uma explicada para eles? Porque, segundo o Washington Post, em 11 países dominados pelos muçulmanos e sob o regime da Sharia o homossexualismo é punido com a morte (Iêmen, Irã, Mauritânia, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Emirados Árabes, Iraque e Afeganistão).

Dias atrás, exatamente na Flórida, o Centro Islâmico Hussein convidou o xeique Farrokh Sekaleshfar para dar uma palestra. Nessa palestra Sekaleshfar afirmou que matar homossexuais seria um ato de compaixão. Em 2013 esse mesmo xeique afirmou que que para o homossexualismo, “a morte é a sentença. Nós sabemos e não há nada constrangedor nisso. Nós devemos ter compaixão para com essas pessoas, com os homossexuais. Vamos nos livrar deles agora”. Aparentemente o líder religioso não conhece bem sua própria religião.

Outro xeique, Yusuf al-Qaradawi, o mais influente jurista da sharia no mundo sunita atualmente, parece ter opiniões semelhantes. Em palestra ele afirmou que o islamismo proibia toda forma de corrupção sexual como o homossexualismo. Segundo ele, “esse ato fere a ordem natural, é uma corrupção sobre a sexualidade humana e um crime contra os direitos das mulheres”. Ele termina afirmando que a punição deve ser a morte, pois “embora essa punição possa ser considerada cruel ela é necessária para manter a pureza da sociedade islâmica”.

Já o “moderado” aiatolá Ali Sistani do Afeganistão, elogiado por Bush e a imprensa americana anos atrás foi direto e claro quando perguntado sobre qual deveria ser a punição para homossexuais: “sodomitas devem ser mortos da pior maneira possível”.

Ah, mas esses são pontos fora da curva, radicais que não representam o “verdadeiro islã”, alguns ainda insistirão. Então temos o manual da Sharia “A Confiança do Viajante” (Reliance of the Traveller, na versão inglesa), endossado pela prestigiosa universidade al-Azhar, a líder no ensino da sharia no mundo sunita desde o século X e pelo Instituto Internacional de Pensamento Islâmico, um instituto influente de muçulmanos em Washington. No manual temos várias seções dedicadas à questão do homossexualismo, notadamente a seção p17. Nessa seção temos:
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Sec. p17.1: “Em mais de uma ocasião no Corão Allah conta a história do povo de Lot e como ele os destruiu por suas práticas diabólicas. Existe um consenso entre os muçulmanos e os seguidores de outras religiões de que a sodomia é uma imoralidade. Ele é ainda pior que o adultério que é punível com a morte.”

Sec. p17.3: O profeta, que Allah o abençoe e lhe conceda paz, disse: ‘mate os sodomitas’, ‘que Allah amaldiçoe todos os que fazem como o povo de Lot’.

Se esse manual ainda não convenceu os nossos progressistas, talvez os hadith convencerão. Segundo o Hadith de Abu Dawud 38:4447, “se encontrares alguém agindo como o povo de Lot, mate aquele que está agindo e também aquele sobre o qual tal ato está sendo cometido”. Ou talvez Ibn Majah 3:20:2562: “apedreje o que está em cima e apedreje o que está de baixo. Apedreje ambos”.

E, claro, o Corão não poderia ficar de fora. Nele fica claro que o ato homossexual é um crime (4:16) e que Allah pune esse tipo de criminoso com a morte, sob uma chuva de enxofre “para que todos vejam qual o fim daqueles que cometem esse tipo de pecado e crime” (7:80).

Não existe “homofobia” como entendida no ocidente, entre os muçulmanos, mas uma incompatibilidade religiosa. A própria existência de homossexuais é encarada como uma afronta ao islã e como uma heresia. Mas a nossa intelectualidade prefere dirigir sua atenção à posse de armas e à homofobia ocidental, posto que o que interessa a ela não é a tragédia em si, mas o que ela pode tirar de tal tragédia em nome de sua utopia. E se para destruir a sociedade ocidental é necessário se unir aos mais bárbaros, que seja.

Para o cristão, se Deus não existe, então tudo é permitido.
Para o muçulmano, se Allah existe, então em seu nome tudo é permitido.
Para a esquerda, se existe uma utopia, tudo é permitido na luta contra o ocidente opressor capitalista.

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