Marcia Tiburi: Como conversar com uma fascista

A Sra. Marcia Tiburi é muito esperta, mas não me engana. Ela tem um público ignorante e sabe manipulá-lo muito bem. Não à toa, leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie, aquele lugar cheio de pessoas que se enquadrariam em sua generosa classificação intelectual e política discutida no livro Como conversar com um fascista, Record.

Ora, mas não são os marxistas que enxergam o mundo segundo seus valores odiosos de classe, usando recursos como reductio ad hitlerum? Vejam só: segundo Godwin, ao discutir com alguém, no calor da emoção, esta pessoa tende a lhe comparar com Hitler em 100% dos casos. Contudo, Tiburi não precisou do calor da emoção, ela usou esse recurso em um livro inteiro . Sua lasciva classificatória e segregacionista (nada mais fascista, enfim!), virou um livro inteiro! Já a lei de Godwin, ipsis litteris, é muito simples:

À medida em que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou o nazismo aproxima-se de 1 (100%).

Se você se pergunta de onde brotam justiceiros sociais, políticos e a escumalha sociopata que pede prisão  de seus opositores “coxinhas”, prisão de homofóbicos e machistas de conveniência (segundo seus extensos critérios), num sistema democrático perfeitamente alinhado com a esquerda pós-moderna, eu te diria que são frutos de intelectuais como a Dra. Marcia Tiburi, que pululam nas academias. Sim, ela sabe o que escreve, sabe o que diz e sabe que é uma manipuladora maquiavélica de carteirinha. Ela é a desinformação refinada e purificada farmacopeicamente.

Capa Como conversar com um fascista V2 DS.ai

A pretensão de refletir sobre o cotidiano autoritário brasileiro, como a autora definiu no sub-título, é absurda e denota um completo vão preenchido por ignorância ou fina intenção de engrupir seu público: O Brasil é um país inchado, estatal até a alma. Com códigos legais de inspiração keynesiana, frankfurtiana e vitimista até o talo. Não à toa Margareth Thacther disse que o Brasil é um país com um “Estado Grande e Fraco“.

No frigir dos ovos, basta ouvir o próprio Mussolini e a retórica da autora, junto com seus doutorados, jornais e medalhas, caem como folhas secas de outono: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“. Mais… “Mussolini não era só mais um socialista; ele era o Lênin italiano – o líder da facção revolucionária mais rígida. E Mussolini não era só um “jornalista”; ele era o editor do Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista.” Bryan Caplan, professor de Economia na George Mason University.

Ora, não é o Sr. Dep. Jean Wyllys, autor do prefácio desta “obra de arte”, que censura internet, persegue supostos homofóbicos como se caíssem de árvores, impõe ditaduras de minorias as mais grotescas, como obrigar pais a aceitarem cirurgias de mudança de sexo em crianças? Não são esses estatistas ad infinitum que querem impor seu próprio modo de vida aos demais? O Estado máximo, dona, É criação de ditaduras socialistas. Burrice, realmente, faz sofrer o outro. Como vossa senhoria disse.

Confesso que tentei ler o livro digital até o fim, mas o nó no estômago com as analogias rupestres foi demais. Não sobram seres humanos nessa “fascistofobia” de Tiburi. Sua obsessão é tamanha que o crítico da Folha, Mauricio Puls, precisou fazer uma mêa-culpa para os leitores do jornal: Como diz Norberto Bobbio (“Direita e Esquerda”), a direita acredita que os indivíduos são essencialmente desiguais. Os fascistas vão além, pois consideram que essa desigualdade também deve reger a linguagem. Pois é, a definição razoável de Puls está anos-luz além da “sofisticação de uma britadeira” da obra da Sra. Tiburi

Fontes:
Lei de Godwin: http://www.wired.com/1994/10/godwin-if-2/
Marcia Tiburi: como conversar com um fascista? https://www.youtube.com/watch?v=R71v-akXmxA
As raízes socialistas de Benito Mussolini, http://direitasja.com.br/2012/09/30/as-raizes-socialistas-de-benito-mussolini/
Ideias de Thatcher para o Brasil – Veja 8 frases que Margaret Thatcher já disse sobre o Brasil, http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/veja-8-frases-que-margaret-thatcher-ja-disse-sobre-o-brasil/
Ensaio ‘Como Conversar com um Fascista’ é antídoto para barbárie http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/10/1700592-ensaio-como-conversar-com-um-fascista-e-antidoto-para-barbarie.shtml

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4 comentários

  1. O título do livro orienta a um público específico, no contexto político atual.
    (1) “como conversar” implica em uma cartilha (2) “um fascista” implica em pejorativamente julgar seu interlocutor incapaz de argumentação, em virtude de sua crença política (oposta).

    A aritmética básica mostra (Honi soit qui mal y pense…?) que se trata do exercício de preconceito contra um alegado preconceito. E isto é proposto como uma cartilha para argumentação, justificada como se “da discussão nascesse a luz”, esta última representada pelo preconceito original, uma ideologia a se auto-justificar.

    Se o título já me traz toda esta informação, porque eu perderia o meu tempo entrando nesse jogo semântico proposto pela autora? A melhor resposta à proposição do livro é “vai tomar no olho do seu cu com outro, que não estou a fim de ficar lhe fodendo”. (palavras sempre no bom sentido).

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