Ministério Público CENSURA Bell Marques

Mais uma do Ministério Público. Incapaz de conter os 54.000 homícidios que ocorrem por ano, o MP resolve usar a estratégia do tamponamento (vedar uma hemorragia interna, e tratar os arranhões da pele…) e lutar contra crimes ficcionais sem vítimas: Censurar letra de axé (Cabelo de Chapinha, de Bell Marques), cujo único ato infracional é ser de de mal-gosto.

Bell Marques é censurado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública
Bell Marques é censurado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública

Cedendo ao rejeito intelectual do que existe de pior, mais autoritário e ditatorial dos justiceiros sociais, o MP e a Defensoria Pública juntam-se com ONGs e grupos feministas e racialistas de extrema esquerda para alterar a letra de uma das músicas do cantor Bell Marques.

“A música atinge duplamente a mulher, em especial a mulher negra. Fala de um homem que espera adequação da imagem da sua parceira ao gosto dele. E tem abordagem racista, quando ratifica as opressões que os corpos negros vêm sofrendo. É a imposição de um padrão estético que não nos contempla”, antropóloga Naira Gomes, idealizadora do movimento Empoderamento Crespo, ao Jornal MASSA!

A Sra. Naira Gomes deveria explicar aos amantes que esperam que ambos se adequem aos seus gostos, como devem proceder, visto que o enlace amoroso, sexual, afetivo ou o raio que o parta, parte do pressuposto de que as pessoas procuram agradar seus parceiros sexuais quando estão enamoradas: Arrumam-se, tratam o cabelo, banham-se e perfumam-se. Realmente, este padrão estético não lhes contempla. O que contempla movimentos sociais é a censura e a imposição reversa de suas próprias bizarrices e neuroses.

Mas aceitar isso de um movimento social é praxe. Difícil é assinar um termo que parece ter saído de algum trecho de 1984 de George Orwell, emitido pelo Ministério Público do Grande Irmão, chamado “TAC” (Nem o DOPS dos milicos conseguia ser tão criativo), “De acordo com o TAC assinado, o vocalista será obrigado ainda a fazer uma campanha contra o racismo e machismo durante o Carnaval de Salvador em 2016.”

Mas não é apenas o Ministério Público que contempla tendências grotescamente fascistas, a Defensoria Pública e a “OAB do B”, também (desta última, nem tem o que se falar)

Vilma Reis acredita que a música pode contribuir para a violência doméstica. “Muitas mulheres vivem situações extremas de violência, porque as coisas foram tratadas como brincadeiras. Uma sociedade que opina na estética vai querer exercer controle social sobre o corpo dessa mulher”, diz.

Uma sociedade que opina na estética, dona Vilma Reis, está exercendo seu inalienável direito de Liberdade de Expressão, isso é tão primário quem nem merece resposta (Artigo 5, IX, CF). Sua postura é Fascista. Colocar o Estado a frente da liberdade de expressão mais primitiva, como o senso estético pessoal, é FASCISMO!!!

É brincadeira? O que violência doméstica, crime que acomete homens também, tem a ver com música de Axé? Música que não fala de uma única forma de violência. Isso é Macarthismo feminista e racialista. É como no maldito filme Minority Report, onde as pessoas são presas por crimes que irão cometer num suposto futuro. É pior que a ficção: As pessoas são censuradas por crimes que supostamente e com extrema boa vontade, poderão cometer ao serem expostas a uma porcaria de música de 5a categoria.

A advogada Dandara Pinho, que também presidente da Comissão Especial de Igualdade Racial da OAB-BA, já tinha adiantado que a música podia virar caso da Justiça. “‘Cabelo de Chapinha’ é uma agressão, pois reforça o poder dos homens, incentiva o machismo e quebra a autonomia feminina, quando a mulher precisa fazer algo para agradar a seu parceiro”.

Poder de que? incentiva o que? Quebra o que? Fazer algo para agradar seu parceiro é algo tão doente que deve ser evitado? De certo, o correto é a mulher quebrar tudo dentro de casa e fazer o possível para ser uma caricatura grotesca do alardeado por esse movimentos fascistas. Uma carranca grotesca que não agrada ninguém e desagrada a todos. Isso é a própria compulsão anti-erótica, censória e doentia. É anti-biológico, anti-natural e fascista. Agradar-se mutuamente faz parte da própria experiência do amor romântico, segundo códigos regionais, nesse caso, o tosquissímo Axé.

Fonte:
http://atarde.uol.com.br/noticias/1732911/#recentes

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