Outono da primavera das mulheres: Homens não ajudam mulheres por medo de processo!

Um novo livro afirma que os trabalhadores do sexo masculino estão com medo de serem acusados de assédio sexual devido a histeria coletiva do ambiente dos escritórios, eles estão relutantes em orientar, auxiliar, ter amizade e até mesmo manter as portas abertas para as colegas do sexo feminino (olá, gender gap, ou diferença salarial entre homens e mulheres…).

Homens paranoicos com acusações de assédio sexual, criam um ambiente tóxico no trabalho.
Homens paranoicos com acusações de assédio sexual, criam um ambiente tóxico no trabalho. Né, Don Draper?

Esmagadoramente, o livro Sex & The Office sugere que homens agora veem esses comportamentos normais e decentes como algo “muito arriscado” – e, no que será uma ironia amarga para os activistas da igualdade – afirma que, como conseqüência direta, as mulheres agora estão falhando em progredir no mercado de trabalho .

Este terror de ser acusado de assédio sexual é agora tão comum que tem seu próprio termo, “reação ao stress“. Parece algo saído de um anúncio direto de advogados de porta de cadeia atrás de clientes – onde as únicas vítimas são homens.

“Em uma cultura de processos judiciais, onde as reclamações podem ser feitas em um ‘disse me disse’, os homens estão agora a tentar garantir que as suas acções estarão sempre cobertas por uma terceira testemunha” (vide caso Linus Torvalds)

A autora do livro, Kim Elsesser, uma estudiosa da Universidade da Califórnia, argumenta que uma “partição de sexo” surgiu, o que impede as mulheres da construção de uma rede vital de contatos, tanto no local de trabalho como socialmente.

E a autora deve saber sobre ambientes de trabalho difíceis: ela é uma ex-trader de ações do Morgan Stanley.

Significativamente, Elsesser acrescenta que as próprias empresas estão a contribuir para esta confusão, como estão agora tão aterrorizadas por medo de ações legais, enviam funcionários em cursos de formação de assédio sexual, que ensinam as pessoas a dar ação legal a qualquer intenção, mesmo as menores (clima de medo, histeria coletiva…)

Ridiculamente, Elsesser cita exemplos de homens que foram arrastados pelos seus departamentos de RH por simplesmente abrirem uma porta para uma colega ou terem-na elogiado em um terno novo. “Histórias como estas se espalharam nos locais de trabalho, incutindo o medo que as observações inocentes vão ser mal interpretadas“, diz ela.

Acima de tudo, Sex & The Office é a prova, se o caso for necessário, de como o Projeto de Igualdade está sendo um tiro que espetacularmente está saindo pela culatra. Quem, precisamente, ganha se os homens têm medo de processos judiciais e as mulheres estão ficando para trás como conseqüência?

Que triste. E, honestamente, quem tem a menor idéia sobre onde a mais nevoenta “inadequação” começa mesmo nos dias de hoje? Segurar uma porta aberta? Dizer, “belo vestido?” Sorrir? Ao Fazer contato visual?

Temos a percepção de que estamos alimentando o vitimismo e que este está a ter impactos profundos. No mês passado, na Grã-Bretanha, a “sem medo de ser feminista” advogada Charlotte Proudman envergonhou publicamente Alexander Carter-Silk, 57, um advogado sênior, por cumprimentar sua imagem no perfil do LinkedIn. Ele disse: “impressionante!”  – em seguida, alegou que sua carreira que tinha sido “arruinada” por isso.

Em meio a essa fumaça venenosa de desconfiança mútua, e de cada vez mais desprezo, não é de se admirar que os homens estão tendo medo do sexo feminino nos ambientes de trabalho.

Neste ambiente tóxico, paranóico, as mulheres nunca vão ser confiáveis como conselheiras. Elas vão ser atiradas fora das redes de contato – ou, cada vez mais, criar as suas redes próprias só para mulheres, que no fundo, ainda aumentam o separatismo de gênero. Será que os locais de trabalho separados por sexo da década de 1940 serão mais seguros para todos?

Comentário: Sem dúvida, este artigo do Telegraph, um jornal que não se curvou (ao menos, não completamente) ao feminismo tosco que aparelha o The Gurdian e a BBC, mostra o estrago que esta dita “primavera das mulheres” está causando as próprias mulheres. A transposição de um passado hostil para os dias de hoje, é a diretriz dos movimentos sociais. Para as feministas, parece que ontem estávamos em 1715, em uma época onde mulheres não podiam colocar as ventas na porta e de repente, demos um salto para o século XXI, devido a este movimento de empoderamento “maravilhoso”, que traveste ódio com as melhores intenções.

Originalmente publicado em:
http://www.telegraph.co.uk/men/relationships/11904203/Well-done-feminism.-Now-man-are-afraid-to-help-women-at-work.html
Tradução: Bruno Maia Giordano
Referência: André Levy
http://andre.levy.x10.bz/misandria/homens-nos-eua-evitam-ajudar-as-colegas-no-trabalho-pelo-risco-de-serem-processados-por-assedio/

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Um comentário

  1. […] Neste ambiente tóxico, paranóico, as mulheres nunca vão ser confiáveis como conselheiras. Elas vão ser atiradas fora das redes de contato – ou, cada vez mais, criar as suas redes próprias só para mulheres, que no fundo, ainda aumentam o separatismo de gênero. Será que os locais de trabalho separados por sexo da década de 1940 serão mais seguros para todos? – Martin Daubney, “Well done, feminism. Now men are afraid to help women at work”, The Telegraph, 1.10.2015. Original: http://www.telegraph.co.uk/men/relationships/11904203/Well-done-feminism.-Now-man-are-afraid-to-help-women-at-work.html Tradução: Bruno Maia Giordano […]

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