“Não é função do Estado!”

Sempre que você ouvir alguém falando sobre a criação de uma nova lei para resolver um problema qualquer, que poderia ser resolvido na esfera privada, recite para si próprio o mantra “Não é função do Estado!“. Assim sendo, pense nas situações em que o Governo deveria ser atomizado, excluído e até mesmo humilhado:

Estado Máximo
Estado Máximo

1. Desacato– Não é função do Estado criar uma nobreza dentro do funcionalismo público, como há, por exemplo, entre os oficiais de justiça. Eles são pagos com nossos tributos, trabalham menos que os trabalhadores da iniciativa privada (em geral), têm mais benefícios, se aposentam antes e prestam um serviço ruim. Não é função do Estado protegê-los de desafetos. Paguem eles mesmos seus advogados e entrem com processo no Cível, como o restante de nós. http://www.jornalnanet.com.br/noticias/4862/desacato-a-funcionario-publico-deixa-de-ser-crime

2. IPVA- Após uma arrecadação recorde, o Estado te cobra ainda mais para tapar os próprios buracos provindos de seus péssimos projetos urbanos e, vejam só, não os tapa. Contrata uma empreiteira, no conchavo, faz um serviço porco e a conta vem pra você e seu carango velho. Não é função do Estado cobrar IPVA, que não deveria nem mesmo existir. http://www.reclameaqui.com.br/6216867/prefeitura-municipal-de-osasco/ruas-esburacadas/

3. Violência doméstica– Deveria ser tipificada como violência doméstica. Não como violência contra a mulher, idoso, criança ou anão de jardim. Violência é violência e se você acha que o gênero condiz com uma condição humana especial, assista o vídeo do link e reveja seus conceitos. Não existem grupos de pessoas exclusivamente boas e todas podem delinquir. Casos de violência sexual devem ser tratados com extremo rigor e total isonomia entre vítimas e algozes:  http://policialbrasil.com/mae-matou-filhos/.

4. Proteção de minorias oprimidas- Proteção especial a pessoa humana (pleonasmo decadente) X ou Y, não é função do Estado. Cria divisão, permite que gente inescrupulosa filiada a institutos de pesquisa e universidades públicas manipulem estatísticas e manufaturem minorias biônicas. Fazer parte destas minorias, ou maiorias, te dará passe livre para uma série de atos grotescos, como espancar a esposa(o) ou os filhos, tomar as terras de agricultores produtivos, criar reservas indígenas em regiões fronteiriças, ter cotas em empregos sem mérito suficiente etc. Não é função do Estado definir e hierarquizar, segundo sua tabela de opressão, qual grupo sofre mais e sim individualizar situações pessoais. O mendigo branco, cristão e heterossexual é um ser tão excluído quanto qualquer outro mendigo e não tem que “checar seus privilégios”, como querem os justiceiros sociais. http://www.saraiva.com.br/a-revolucao-quilombola-guerra-racial-confisco-agrario-e-urbano-coletivismo-1990955.html

5. Caridade– A caridade é uma ação individual ou coletiva privada. O Estado não faz caridade. Ele torra seu dinheiro com empreiteiras e terceirizados, consegue um décimo do resultado da esfera particular e ainda gasta o mesmo valor em publicidade dos atos públicos. Não é função do Estado monopolizar a caridade e menos nobre ainda, é a surreal empáfia de alguns legisladores em querer proibir esmolas e doações de cestas básicas. Na verdade, o que o Estado tem feito em relação a caridade, é piorar ainda mais o quadro de miséria da população: http://www.douradosnews.com.br/dourados/legislacao-rigida-faz-empresarios-preferirem-o-descarte-de-alimentos-ao-inves-da-doacao

6. Estabilidade dos Servidores Públicos- Na iniciativa privada, produção é garantia de estabilidade, na pública, no máximo, assiduidade e um desempenho medíocre. Funcionários públicos devem ser cobrados pelos mesmos critérios daqueles da iniciativa privada. Isso evitaria a compulsão do povo por concurso público como forma definitiva de resolver os problemas da vida. O sujeito não quer produzir mais nada e sua obra se resume aos seis meses em que estudou para derrotar os 200 que disputavam sua vaga. http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11060

7. Policiamento- A compulsão legisladora dos nossos parlamentares não tem fim. Motivados pelo ócio, ideias absurdas, ONGs estabanadas, associações de classe (como o CFM) e intelectuais fisiológicos, todos os dias os deputados surgem com uma nova proposta para nos proteger de nós mesmos, como a proibição de nefastas propagandas de cerveja, venda de armas (até às de brinquedo), consumo de narcóticos, controle, com receituário especial, de inofensivos sedativos e até mesmo a exigência de receitas para aquisição de vitaminas e suplementos. Quem paga o pato são os empresários que acabam sendo multados, aumentando a arrecadação pública e o lesando o consumidor que recebe o addon na conta final. No final, a guerra ao tráfico e consumo de entorpecentes, apenas aumentou a população carcerária do país, criando criminosos que prejudicam apenas a si mesmos. A guerra a posse de armas, por exemplo, criou situações surreais, onde as pessoas perdem totalmente o seu direito a legítima defesa.  http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/07/restaurante-pendura-saleiros-no-teto-em-protesto-contra-lei-no-es.html http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2015/02/homem-preso-por-atirar-em-criminoso-desabafa-tratado-como-vagabundo.html

Imagem: yeowatzup from Katlenburg-Lindau, Germany

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