Teoria de Gênero é uma insanidade anti-científica

Por Dorian Gray

Sempre compreendi, como a psiquiatria até o DSM 4 (manual de diagnóstico e estatística), que a transexualidade, para algumas pessoas, fosse um distúrbio corrigido com a cirurgia para mudança de sexo ou vivido harmoniosamente de acordo com os desejos do indivíduo, desde que maior de idade – nesse caso, são pessoas que aceitam-se e devem ser respeitadas, como as demais.

Óbvio, que todos são livres para viver os seus distúrbios egodistônicos, fantasias ou seguir seus próprios estilos de vida, como os(as) travestis que tomam doses de hormônios, se sentem mulheres e vivem como tais. São livres para isso e, em sua emulação, algumas se tornam mais femininas que muitas mulheres descuidadas que perambulam por aí. Assim como são livres aqueles(as) que, por ventura, se relacionam afetiva, sexual, ou socialmente com os transsexuais. De certo, meter-se na cama alheia para censurar condutas sexuais é ultraje tão grave, que nenhuma sociedade civilizada deveria tolerar tal agressão.

Mas, assim como ninguém é Napoleão por se vestir de Napoleão e falar como o dito cujo, ninguém é mulher por se vestir, tomar hormônio e falar como mulher. Creio que isso seja a construção de uma identidade feminina única, e não de uma mulher (e aí, há uma diferença sutil, que jornalista do UOL não consegue perceber). Não obstante, a maioria dos transsexuais prefere se identificar como uma pessoa feminina, mas não como uma mulher. O próprio prefixo “trans” significa algo que está atravessado, através, transversal, que vive em dois mundos.

Para mim é um artifício cênico, uma exposição fantasiosa e artística ou um estilo de vida. Se a pessoa sente-se bem e tem autoestima com essa tendência, que não prejudica ninguém e faz parte de sua liberdade individual, não há razão para que se negue trabalho ou estigmatize-se esta criatura, como infelizmente ocorre no Brasil.

Aspectos biológicos

Quando nascemos, somos todos machos heterogaméticos. Esse é o mecanismo sexual da espécie humana e aparentemente de todos os outros mamíferos, no qual a presença do cromossomo Y determina a masculinidade. O sexo, nestes casos, é caracterizado por:

Fêmeas: Apresentam em suas células somáticas um número par de cromossomos do tipo XX e produzem apenas um tipo de gameta, com cromossomo X

Machos: Apresentam em suas células somáticas um número par de cromossomos do tipo XY e produzem dois diferentes gametas, X e Y. Neste caso a proporção de 50% de machos e 50% de fêmea se mantém pois os cruzamentos envolvem indivíduos XX cruzando com XY.

O problema começou quando as “ciências sociais” (que de ciência têm pouco ou nada), começaram a relativizar a biologia e adentrar num campo com o qual não têm qualquer afinidade. Surgiu então a teoria da Tábula Rasa para gênero, reaproveitamento picareta dos brilhantes postulados filosóficos de John Locke (1632-1704), onde afirmava-se que todos os indivíduos nascem sem conhecimento algum. São, portanto, telas em branco, prontas para aprender e seguir seu caminho na estrada do conhecimento. Essa teoria, que hoje impregna as esferas políticas de partidos fisiológicos como PT e PSOL, versa que ninguém nasce homem ou mulher, torna-se um dos dois e, no limite, qualquer coisa nesse ínterim. É uma aberração pseudo-científica em todos os sentidos e já foi refutada por Steven Pinker, evolucionista e professor de Harvard, no livro Tábula Rasa, onde provou que inequivocamente, os genes não somente afetam a personalidade humana como a definem.

Patricia Araujo
Curvilinea e esbelta, a genética não nega os cromossomos XY da transsexual Patrícia Araújo, atriz global: Arquivo pessoal publicado no site EGO.

Não obstante, não é necessário citar qualquer religioso, pois Pinker é claramente ateu, para refutar esta pasmaceira de new-hippies engajados e manipulados por professores doutores de ciências sociais e antropologia com forte lobby no Estado. O brilhante documentário norueguês Lavagem Cerebral, O paradoxo da Igualdade de Gênero do ator e comediante Harald Eia aniquilou completamente esta teoria de gênero, e acabou por sepultar temporariamente o Instituto de Gênero Nórdico (NIKK), uma estrovenga sueca que, sob o verniz de “estudar gênero”, servia (e ainda serve) para promover políticas misândricas e privilégios estatais para suas causas, às custas dos contribuintes suecos. Neste documentário, Eia entrevista autoridades mundiais da ciência que são unânimes em afirmar, sob o aspecto evolucionista, o óbvio ululante: Homens e mulheres são absolutamente diferentes e quanto mais os comparamos, maiores as disparidades. Transsexuais e travestis, por exemplo, mimetizam os gêneros estabelecidos, hora se identificando como homens, hora com os papéis de gênero femininos.

Patrícia, por exemplo, define-se com uma transsexual de postura conservadora, ainda que não assuma, ao relegar a prostituição a algo negativo em sua vida: “Tenho dois apartamentos, carro e tudo o que eu preciso. Ganhei muito dinheiro com isso e tem várias tentando há anos e não conseguem.  Fui a uma igreja e pedi a Deus para me ajudar a parar. Juntei uma boa grana, mas mesmo tendo um padrão de vida bom e atendendo clientes de alto nível, aquilo não me fazia bem“.

Fontes:

Documentário lavagem cerebral: https://youtu.be/G0J9KZVB9FM
Cromossomo Sexual: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cromossomo_sexual
Tábula Rasa: A negação contemporânea da Natureza Humana: http://www.cella.com.br/literatura.php?idliteratura=21
Comoa Harald Eia abalou a ideologia de gênero: http://br.avoiceformen.com/noticias/como-harald-eia-abalou-a-ideologia-de-genero/
John Locke: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/john-locke-307434.shtml
‘Quero limpar a minha imagem’, diz a travesti Patricia Araújo: http://ego.globo.com/famosos/noticia/2013/04/quero-limpar-minha-imagem-diz-travesti-patricia-araujo.html
‘Sonho com a cirurgia’, diz Patricia Araújo sobre mudança de sexo: http://ego.globo.com/famosos/noticia/2013/05/sonho-com-cirurgia-diz-patricia-araujo-sobre-mudanca-de-sexo.html

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5 comentários

  1. Realmente gostei do blog e da forma como tratou o assunto, de forma lógica e clara, só confesso ter ficado meio perdido no começo em saber se defendia ou refutava a ideia, o próprio título me deixou confuso. Mas entendo melhor do que se tratava, se tornou muito bom de ler, além de ter ótimas referências. Gostei da temática do blog e de tudo o que ele fala, só discordo da meritocracia, por achar que tratam ela como regra, quando na verdade é uma grande exceção. E levando em conta que existem até mesmo estudos sérios que provam que a meritocracia seria quase uma falácia, ao apenas um evento isolado, que depende de tantos fatores, que nem mesmo podem ser chamados de méritos. Fora este fator, todo o resto do que trata o blog, é magnífico e eu pessoalmente gostei muito, estão de parabéns…

  2. Espetacular essa análise. Graças a Deus alguém nos esclarece essa questão que vem sendo defendida por partidos de esquerda e querendo impor uma conduta totalmente equivocada a sociedade.

    • Somos contra imposições de condutas a sociedade. Por isso respeitamos transsexuais, e acreditamos que as pessoas são livres para relacionar-se com elas(es). Porém, acreditamos que esta imposição a sociedade da ideologia de gênero é uma tirania de sinal invertido. Transsexualismo não é teoria de gênero, é uma condição do indivíduo. As pessoas transsexuais se sentem, em geral, femininas ou mulheres por uma tendência genética da química cerebral, hormonal ou comportamental e não por uma imposição da teoria de gênero.

      • “Transsexualismo não é teoria de gênero, é uma condição do indivíduo. As pessoas transsexuais se sentem, em geral, femininas ou mulheres por uma tendência genética da química cerebral, hormonal ou comportamental e não por uma imposição da teoria de gênero”.
        Melhor argumentação contra a ideologia de gênero que já li: simples e completa.

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