Parada Gay – São Paulo 2015: E o copo transbordou…

Estou sem tempo, mas com o bafafá em cima da Parada Gay paulista de 2015, sobre um transsexual que travestiu-se (o pleonasmo é irônico), de Jesus Cristo e pousou de vítima no referido evento, simulando uma crucificação; tenho algumas considerações, sobretudo à respeito da cumplicidade abjeta e total da imprensa.

Primeiro, se morássemos em uma democracia de fato, onde a infame Lei Caó, que já recebeu 4 emendas desde que foi aprovada em 1989, não proíbisse qualquer manifestação que considere preconceituosa (e tudo e nada pode ser considerado preconceito, dependendo do ponto de vista do Ministério Público, da Imprensa e do Judiciário), não haveria nada demais. Mas há mecanismos legais para coibir este tipo de conduta, o primeiro, a Lei Caó e o segundo a lei de Ultraje à culto.

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Capítulo I Dos Crimes Contra o Sentimento Religioso

Ultraje a Culto e Impedimento ou Perturbação de Ato a Ele Relativo

Art. 208 – Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso:

Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.

Como você pode ver, estes crimes estão tipificados. E o que mais vemos nestas paradas do orgulho gay, são os atos acima  descritos. Do meu ponto de vista, não deveriam ser crimes, pois se enquadram no pacto de não agressão de uma sociedade verdadeiramente livre. Acontece que vivemos numa socieadade histriônica, onde o conceito de micro-agressão é levado as últimas consequências. Estamos imersos em um país de autoridades hipócritas, para piorar tudo. Onde uma imprensa primária, fálida e militante, ainda dá as cartas e forma opiniões, sobretudo de políticos.

A tática da Espiral do Silêncio é a base estrutural da imprensa moderna e consiste em ocultar o que se deseja e dá publicidade aos fatos que jornalistas consideram adequados ao ponto de vista do jornal. Não preciso dizer que esta é uma fraude monumental. Pois, para a direita, toda a publicidade de atos negativos não será perdoada, enquanto para os progressistas da Marcha das Vadias e da Parada Gay, toda mácula será ocultada. Basta ver que a imagem do transsexual crucificado só foi liberada no Diário de Pernambuco, após um deputado da Bancada Evangélica, afirmar que se fosse muçulmano, resolveria o problema “na bala”. O que foi péssimo para quem está numa Guerra Política: é preciso lidar com o fato de que você está em desvantagem e que seus deslizes não serão perdoados. Para desbancar os vencedores, é preciso uma conduta irretocável. Já os que estão no topo do mundo, podem ser relaxados e acomodados, em doses moderadas.

Mas a lição que tiramos de tudo isso, é que “o copo transbordou”, a gota d’água foram os excessos trasmitidos pela imprensa alternativa e direitista na internet: Imagens decadentes da Marcha das Vadias e Ultraje a Culto nas paradas gay. Tudo fartamente divulgado pelas rede de extrema capilaridade da Web e sistematicamente ocultado pelos jornais e grande mídia. Parece hilário deparar-se nos campos de comentários dos grande jornais, com pessoas esbravejando, xingando os jornais e mostrando que eles omitem tudo, conforme seus ideais e que essa omissão não é mais uma tática sofisticada, senão uma engenho social ultrapassado desmentido a dois cliques do mouse. Em tempos modernos, onde a informação está num Smartphone de R$200,00, a mentira tem pernas muito curtas e está levando os grandes jornais a falência.

Travesti Jesus
Travesti “Jesus Crucificado”, na parada gay de 2015
Deputado Revoltado
Deputado revoltado, mostra que não aprendeu nada sobre guerra política.

Fontes:
Lei Caó:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm
Lei de ultraje à culto
http://jus.com.br/forum/258153/art-208-do-codigo-penal-abrange-ou-nao-os-ateus

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