A indignação seletiva e a discriminação da campanha “Chega de Fiu Fiu”

Na onda politicamente correta do assédio sexual, da banalização do hediondo crime de estupro (onde as vítimas de verdade são esquecidas), do vitimismo e da falta do que fazer, mesmo, um coletivo chamado Olga resolveu lutar pela criminalização e denuncismo de homens que usam a “torpe” onomatopeia “fiu-fiu”, o adjetivo “linda” ou que simplesmente praticam o  flerte, quando julgam ter encontrado uma mulher bonita na rua. O contrário, entretanto, mulheres que assediam homens, é simplesmente ignorado.

Campanha muito nobre nos tópicos Tráfico de Mulheres, Estupro, e Exploração Sexual, mas um desastre em todo o resto, pois certamente as(os) feministas que andam sem roupa em protestos (ou enfiando santos católicos nos traseiros ) não se enquadram no tópico “Atentado ao Pudor”. Não fosse também a indignação seletiva das moças proponentes da mesma (http://thinkolga.com/quem-faz/): Somente homens assediam, maltratam, xingam, humilham, extorquem , agridem e paqueram (principalmante em casamentos por interesse, não é?). Aliás, a cantada agora é um crime (em breve, talvez, hediondo). Substantivo altamente subjetivo, cuja variabilidade de interpretações está em consonância com a beleza do moço que a pratica. Senão vejamos um depoimento do Projeto Fiu-Fiu capturado do Blog do Leandro Narloch (http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/2015/02/13/por-que-tantas-feministas-sao-doidas/).

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Pois é, se você é um operário, carregador de caminhão, não pode se dá ao luxo de aproximar-se de uma princesa da classe média, ou da fina-flor da pequena-burguesia. Você é um proscrito, um Quasimodo, um ogro sujo. É o puro preconceito de classes que a beauty people esquerdista costuma combater. Mas elas (eles) são assim mesmo: Uma no prego, outra na ferradura.

Não suficiente, o delírio compulsivo e seletivo, quase eugênico, visa combater a cantada, o flerte, supostamente entranhados como um câncer em nossa sociedade, e quem define isso é a “agredida”, visto que para algumas nobres damas, a simples aproximação de um dos referidos proscritos é proibida. Muito em breve, precisaremos de documento registrado em cartório com 2 testemunhas para darmos um bom-dia em audiência previamente marcada com tais senhoritas pequeno-burguesas criadas a Facebook e iPhones. Senão, vejamos trecho do ergonômico infográfico de 1692 x 5305 pixels capturado do Site Olga (se alguém conseguir ler aquela estrovenga inteira sem ter um ataque convulsivo, passou no exame neurológico).

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Ou seja, cantada é ilegal. E como isso varia de acordo com o estado de ânimo da “agredida”, até compartilhar o elevador é horrendo e ilegal. Até elogiar uma mulher de “linda” é grotesco, segundo infográfico capturado hoje, em 18.02.2015, as 21:00. Algo que deveria ser pura falta de criatividade, apenas. Notem que 84 % das cantadas é apenas isso, chamar uma mulher de “linda”. O que nos leva a uma lógica conclusão: sobram 16% de alguma seriedade nesta campanha toda, que correspondem as cantadas grosseiras. Mas a ideologia totalitária do feminismo só enxerga o todo pela parte, do lado que convém.

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Como é feio te chamar de linda!

Nós homens sempre convivemos com cantadas femininas. Quantas vezes, no Carnaval, não vi “mulheres liberais” (o eufemismo para a situação inversa, pois quando é o homem, trata-se de um tarado) enfiarem a língua na boca de “gatinhos”, como elas dizem, ou mesmo algumas atacando homens? Como o citado caso dos seguranças do metrô de São Paulo (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/03/apos-fama-na-web-seguranca-gato-vira-febre-entre-passageiras-do-metro.html), assediados delicadamente com termos como “me estupra” proferidos por algumas doces mancebas no Facebook, um deles pediu transferência. Quantas vezes não vi mulheres encochando homens nos coletivos? Pois é, considero tais posturas grosseiras e deselegantes, algumas até criminosas, venham de homens ou mulheres. Quem assedia, que pague! Mas então: deveríamos ter um espaço para homens denunciar tais agressoras. Não temos. Não há. Não há Maria da Penha para homens, não há espaço na Campanha Chega de Fiu-fiu para homens. E quando agredido, um homem não denuncia sua agressora para não ser tratado como lixo nas delegacias: Um covarde, desfibrado ou ridículo. Enquanto na justiça, é um cofre para pagar pensão e sofrer alienação parental.

A dica que deixo é simples: Pare de ser passivo! Se você foi encochado em metrô, pague na moeda que as feministas recomendam: denuncie na Safernet, fiu-fiu, delegacia! Não há mais espaço para cavalheirismo retrô. O feminismo erradicou o romantismo. Nossa moderna sociedade progressista destruiu o ideal de homem heroico que salva a dama de criminosos dementes. Sun Tzu em Arte da Guerra recomenda isso: Use a mesma estratégia de seus adversários contra eles. Nossas relações são frias e pautadas pela histeria punitiva do Estado e dos Watchdogs de plantão. Não pense que elas não fariam o mesmo com você.

E sim: eu acredito que há feministas decentes, que lutam pela inclusão da mulher no mercado de trabalho, pelo fim da violência doméstica de todos os matizes, mas há um grupo que busca “direitos iguais onde uns são mais iguais que outros”, através da indignação seletiva, que polariza todo sofrimento e dificuldades humanas, como se somente eles e elas sofressem na vida. Como se nós homens não tivéssemos morrido em praticamente todas as guerras e construído grande parte da internet, das máquinas e dos hospitais que todos, homens, mulheres e crianças, usam. Todas as pessoas são importantes na sociedade, independente do gênero, e indignação seletiva é o que existe de pior. É tratar o diferente como paria, indigno de direitos humanos, de defesa e contraditório.

OBS.: Agressões verbais não serão publicadas. 

Fontes:
http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/2015/02/13/por-que-tantas-feministas-sao-doidas/
http://chegadefiufiu.com.br/
http://thinkolga.com/
http://www.paraclitus.com.br/2012/anoticias/marcha-feminista-agride-catolicos-que-defendiam-a-catedral-de-posadas/

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