Para a Defensoria Pública de SP todo homem é tarado!

Acabo de ter acesso a uma cartilha (uma linda peça de engenharia social), “gentilmente” elaborada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo ensinando homens a se “comportarem” e mulheres a denunciarem seus agressores. Ora, isto seria ótimo, se a própria cartilha não alargasse o gráfico da banda para incluir todos os comportamentos humanos, outrora naturais, como assédio sexual e não especificasse bem que uma parte não pode ser agredida enquanto para a outra, está tudo liberado:

Andar pelas ruas e ouvir um comentário obsceno sobre o seu corpo é um elogio? Ouvir uma cantada no ambiente de trabalho é algo natural? Ser “encoxada” no transporte público faz mesmo parte da rotina das grandes cidades? A resposta para todas essas perguntas é NÃO. Tudo isso é assédio sexual. 

O detalhe é que o “Psiu” ou o “fiu-fiu” agora é obsceno e portanto crime assim como a cantada, antes conhecida como flerte (em breve, talvez, crimes hediondos!). E como tudo mais nestes tempos politicamente corretos beira ao delírio convulsivo, basta que o homem não seja o Gianecchini, para que o “bom dia!” seja interpretado por algumas dondocas histéricas como um “comentário obsceno“, e tudo termine numa delegacia de polícia.

Mas não é suficiente apenas criminalizar uma sociedade inteira, é preciso especificar bem qual parte dela é opressora, pervertida e doente, e isto a defensoria pública faz muito bem através do supracitado folder: homens! Apenas homens assediam e maltratam. Ora, ninguém nunca viu uma mulher “encochar” um homem no ônibus, nem agarrá-los! Pobres das tietes dos rockstars ou do Justin Bieber: são todas taradas criminosas! A diferença é que o homem parece seguir em frente nestas situações, por vergonha ou por completo desinteresse de nossos governantes misândricos. Senão vejamos:

Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens.[…]

A cartilha também é um petardo da comunicação. Uma obra-prima de fazer corar Claude Shannon e a Teoria Matemática da Comunicação:

Uma paquera acontece com consentimento de ambas as partes: é uma tentativa legítima de criar uma conexão com alguém que você conhece e estima.

É impossível que qualquer forma de comunicação ocorra com consentimento inicial, porque há uma tentativa de estabelecer vínculo para testar a receptividade. Uma vez aceita, esta comunicação prossegue. Refutada, ela deve se esvair por si só, em respeito as liberdades individuais, que estes indivíduos militantes polarizam para servir somente a uma parte da causa. Ou seja, ao tentar aproximação com uma mulher, um homem lida com o elemento da incerteza. Esta é a essência dos relacionamentos: a dúvida. Mas para os nossos governantes e histriônicas feministas, se este “homem” não estiver a altura, será sempre um assediador demente e deformado.

Todos têm o direito de sair de casa da maneira como preferirem, no horário que desejarem e para onde quiserem, […]

Que interessante o trecho acima. Finalmente descobri que pontualidade britânica é uma forma de machismo. Descobri também que feministas podem andar com os seios a mostra, inclusive podem ir ao trabalho assim. Isso não é um convite! Nem tampouco ofensivo. Descobri, graças a cartilha, que empresários deveriam abolir o ponto, a ética, a moral e os bons costumes. Jogar tudo ao léu. Especialmente, na hora de contratar mulheres, que devem ter regalias especiais com relação a vestimenta (ou ausência dela).

Numa sociedade liberal, ipsu facto, homens e mulheres são livres, mas arcam com as consequências de seus atos e podem ser ambos criminalizados por eles. Não existem vítimas exclusivas, nem coletivos de opressores e oprimidos. Existem situações que são individualizadas, caso a caso. Infelizmente, neste mundo pueril de militantes cegos que torram nosso dinheiro público para aparelhar o estado, a sociedade é segregada e bicolor. E se você estiver do “lado errado” será sempre o opressor, por mais injustiçado que seja.

Fontes:
Chega de Fiufiu. http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/41/FolderAssedio.pdf
Shannon, Claude E.; Weaver, Warren. The Mathematical Theory of Communication (em inglês). Illinois: Illini Books, 1949. 117 p. Library of Congress Catalog Card nº 49-11922

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