Protocolo Violeta, sim. Mas não há o azul?

Algumas pessoas comentaram comigo sobre o projeto Protocolo Violeta ,da Exma. juíza Adriana Mello, que consta em rapidamente acelerar os tramites legais para mulheres vítimas de violência doméstica, de modo que o agressor seja punido o quanto antes[1]. É claro que sou à favor e contra todas as formas de violência, nisto me diferenciando das feministas: Eu não tenho indignação seletiva, violência e covardia não têm matiz ou tom. Mas a miopia de nossas esferas do poder cansa a paciência de Buda e Jó: eles dividem a sociedade em oprimidos e opressores. Para tais iluminados e poderosos seres, oprimidos nunca serão agressores: Uma mulher jamais poderá atirar, agredir, humilhar, mentir ou até castrar seu companheiro ou cônjuge [2] . O contrário, é a ciência à luz da verdade: O homem é sempre o agressor. Ponto.

Do mesmo modo, uma mulher jamais poderá incidir em crime de denunciação caluniosa, pois é incapaz de colocar seu companheiro na cadeia injustamente, sugar-lhe todos os ativos em pensões faraônicas, praticar alienação parental ou mesmo agredí-lo. Isso não existe (ainda que eu tenha recebido um calhamaço de depoimentos aqui no blog). Isso é lenda. Homem também não morre no Brasil, razão pela qual, deve haver aprovação da lei estapafúrdia do “feminicídio” (sic). As estatísticas do Mapa da Violência, 2014, que mostram o óbvio (homens são 91,6% dos assassinados no Brasil[3]) são irrelevantes, visto que devemos culpar a vítima com o sofisma de que “quem mata homem é homem!“. Devemos lembrar que tal recurso só pode ser utilizado quando a vítima não for parte das populações de risco.

É terrível o estado de coisas no Brasil: a vida agora tem dois pesos e duas medidas para o Estado. Seu valor é aferido mediante critérios de raça, gênero, opção sexual, calor do momento, sentimentalismo e credulidade… E não em ciência forense, exames de corpo de delito e boas práticas investigativas. A ânsia de aceitar todas as pessoas como vítimas e os acusados como culpados, de acordo com os critérios supracitados e não objetivamente pelo crime praticado, cria julgamentos apressados, uma caça às bruxas e pode entupir as cadeias de inocentes. O Estatuto do Desarmamento é a cereja do bolo: desarmadas as pessoas confiam numa justiça lerda, eficaz quando convém e ineficaz em tratar os casos mais sérios mediante razão e análise criteriosa. Não podemos esquecer que, vez ou outra, um homem é preso injustamente por motivo de denunciação caluniosa e apodrece alguns anos na cadeia, onde é violentado, contraí HIV e tem sua vida destruída[4]. Denunciações caluniosas também custam a vida de mulheres inocentes.

Dito isto, por que não um Protocolo Azul? Já que estes políticos, assistentes sociais, “Iluminados de Rousseau“, caçadores de Bolssonaros, militantes de Maria do Rosário, imprensa militante et cetera, querem dividir a sociedade, criemos o homícidio ipsu facto (ainda que um pleonasmo grosseiro), com um protocolo azul exclusivo para homens vítimas de suas companheiras (cabe aqui um parêntese para a maioria das mulheres brasileiras, decentes e trabalhadoras) e dos bandidos que lhes assombram nas ruas, roubando seu soldo e mandando-lhes para o além túmulo. Constituição onde são todos iguais, é coisa do passado.

Fontes:
[1] Protocolo Violeta- http://oglobo.globo.com/rio/violeta-projeto-do-1-juizado-de-violencia-domestica-acelera-atendimento-em-casos-de-maior-perigo-14833508

[2]Médica que castrou noivo está trabalhando- http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/09/03/interna_gerais,565300/medica-condenada-por-mandar-cortar-penis-do-ex-noivo-poe-a-culpa-no-pai-e-em-outra-pessoa.shtml

[3]Brasil bate Recorde de Homícidios- http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/brasil-bate-recorde-em-homicidios-e-fica-em-7o-entre-ranking

[4]Homem é preso injustamente, acusado de crime hediondo- https://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/homem-é-preso-e-contrai-aids-na-cadeia-232906444.html

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