ENEM, CESGRANRIO e a logística sem lógica…

As críticas que teço aqui são para que, talvez lidas, melhorem o processo de aplicação da prova do ENEM, tornando o clima mais ameno para os candidatos e colaboradores.

Mais um ano de ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio),  mais uma vez a consagrada CESGRANRIO  executando o processo avaliativo conjuntamente com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Mais equívocos logísticos. A começar pela equipe de aplicação das provas: excessivamente hierarquizada, acaba por desmotivar o trabalho de quem não é “chefe de sala” e sim apenas um “aplicador”, designação politicamente correta para “auxiliar”. No certame, esse indivíduo é aquele temporário contratado, não para aplicar as provas, mas para ser subalterno do “Chefe de Sala”. A designação está lá, no manual do “Chefe de Sala e do Aplicador- ENEM 2014”. É um modelo de gerenciamento do século XIX!

O “Chefe de Sala” faz tudo e é responsável por tutti quanti. É designado como “Sr. Chefe de Sala” na Ata (mesmo que seja uma mulher, é “Senhor” do mesmo jeito), o que já exclui o “aplicador” (mero auxiliar) de revisar a mesma ou preenchê-la e auditá-la, ou mesmo ser tratado igualitariamente. O “Chefe de Sala” marca e repassa todos os documentos aos candidatos: Ata de Sala, Lista de Presença, Cartão Resposta etc… O aplicador nem é referenciado em atribuições que ensejem responsabilidade. Para ser bem claro, mal precisa saber ler e escrever para executar esta função! O ambiente só se torna suportável pela esporadicidade do evento e pela boa-vontade do “Chefe de Sala” em não tratar seu subalterno como inferior, apesar de explícita no manual, a função de “carrasco”.

Muitos preferem fiscalizar o corredor, visto que o auxiliar ganha menos que o chefe de sala e não trabalha menos, necessariamente. Porém é inferiorizado. O Chefe de Sala revisa tudo e não tem uma segunda audição do auxiliar (que, supõe-se, não deve saber ler, num modelo de gerenciamento pré-fordista) . Em outros concursos e instituições, os dois fiscais trabalham em pé de igualdade e revisam mutuamente os documentos da prova e seu devido preenchimento, incrementando a precisão no preenchimento dos dados. Não raramente, o auxiliar tem mais experiência que o Chefe de Sala, o que também gera problemas de “insubordinação” induzida.
Em classes com poucos candidatos, a coisa consegue fluir, em salas cheia a indiferença e má-vontade (justificável) do auxiliar é visível. Ele sequer é autorizado a conferir os Cartões de resposta dos candidatos! A logística jurássica da CESGRANRIO/INEP afasta até alguns “aplicadores” convocados, que preferem faltar do que engolir certos sapos… É uma verdadeira aldeia Apache, com Chefes pra lá e kurumins pra cá!

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