Medicina e imputabilidade institucional

Depois da trágica castração do noivo, a mando da pretendente, médica urologista, ficamos sabendo que a Sr. Myriam Priscilla de Rezende Castro (julgada e condenada em tramite jurídico) continua a exercer a medicina por conivência do CRM-MG (que não lhe puniu em nada), em regime semi-aberto. Ou seja, o establishment médico, mantido pelos conselhos, se transformou numa estrutura onde os interesses de seus associados estão acima da lei ou de qualquer senso de humanismo básico. Fotos horrendas do ato bárbaro estão disponíveis em sites jornalísticos.

O grande problema da virtual (e pratica), imputabilidade do profissional da medicina, principalmente diante das associações de classe, é a queda de confiança dos seus pacientes. O aumento da auto-medicação (afinal, se é para morrer, é melhor que seja pelas próprias mãos) é provinda em parte, desta incredulidade no caráter e ética dos profissionais de branco. Cirurgias desnecessárias (varicocelectomias, cesarianas, artrodeses etc.) que desandam em sequelas, muitas vezes omitidas na consulta pré-operatória, valem a esses maus profissionais a alcunha de charlatões, açougueiros e outros adjetivos menos lisonjeiros.

As associações médicas se vêm acuadas e precisam, urgentemente, extirpar este câncer, chamado corporativismo. Não apenas em nome da saúde dos pacientes, pela qual pouco zelo têm, mas, senão por motivos nobres, ao menos pelo egoísmo de não vislumbrarem a si próprias como grupos mafiosos, cuja credibilidade, estará abaixo do desprestígio da classe  legislativa brasileira.

Enquanto, lentamente, a justiça brasileira começa a punir maus profissionais, estas associações mantém seus CRMs ativos. Se prontificando a ameaçar apenas aqueles que cutucam seu órgão mais fraco: o bolso. Como no caso do Dr. Genésio Pacheco da Veiga, descobridor da Vacina antibrucélica. Ele foi ameaçado de perda do registro médico, após ter criado um fármaco capaz de tratar eficientemente doenças crônicas reumáticas, colocando em risco os lucros de reumatologistas, que faturam alto com o tratamento de pacientes crônicos, para os quais, nunca têm ou disponibilizam uma cura. O Dr. Genésio, em sua defesa, afirmou que existiam processos contra médicos por estupro de pacientes sedados e consumo de maconha dentro de ambulância, e que os mesmos receberam apenas 2 meses de suspensão. Pediu, então, para ser tratado como estes criminosos, assim poderia viajar para Cancún com sua esposa e tiras férias…

Fontes:
https://secure.avaaz.org/po/petition/Regularizacao_da_vacina_que_e_capaz_de_curar_doencas_como_artrite_reumatoide_artrose_e_outras_do_aparelho_locomotor/?pv=19

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2014/09/medica-condenada-por-mandar-cortar-penis-de-ex-noivo-volta-trabalhar.html

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