Pediatras maltratam ou são maltratados?

Assisti, há pouco, um vídeo que aponta um dado estarrecedor e, de certo modo, bastante hipócrita: Mais de 60% dos pediatras já sofreram violência. Digo estarrecedor, porque das formas de violência apontadas pela Associação Brasileira de Pediatria, 60% encontram-se naquelas de caráter altamente subjetivo, como violência psicológica, revolta, raiva, luta por direitos por parte dos pacientes, denuncias na internet etc. Isso em um país onde a empáfia da comunidade médica chega aos píncaros da loucura: gostam de serem chamados de “doutor” a torto e a direita (sem que tenham doutorado), odeiam pacientes que lhes apontem os erros (não têm humildade para reconhecê-los), enganam os pacientes em procedimentos cirúrgicos de risco para sorver trocados de planos de saúde, fogem do atendimento público quando deixam de atender pacientes críticos por pura má vontade, rasgam receitas para proteger uns aos outros, fogem quando os procedimentos não dão certo, mandando um colega dá a alta ao paciente. Dentre tantas outras aberrações que a imprensa e as associações corporativistas tentam varrer para debaixo do tapete

Sim! É o velho e covarde corporativismo da classe médica justificando o fato de que os pediatras e médicos preferem pescar no Rio Amazonas do que atender os pobres do SUS. E isso só não é mais cruel que as estatísticas: Segundo a OMS(2005) a medicina Brasileira é 125ª pior do mundo. Ainda Segundo o British Journal of Medicine, depois de infartos e câncer, médicos são a terceira causa de morte de seus pacientes: procedimentos errados, negligência, erro médico, falta de caráter, ocultação de informação, piadas jocosas… Deve ser por isso que estes “docinhos de coco” não são tratados a pão de ló nos prontos-socorros de hospitais públicos e privados.

Eu mesmo, tenho uma história longa para contar: Foi operado sem assinar consentimento esclarecido e recebi alta do cupincha do médico, fiquei com sequela e o cirurgião saiu impune e atualmente preciso de uma outra cirurgia para corrigir a carnificina do urologista que me mutilou. Durante minha jornada pelo serviço privado de saúde, ouvi piadas como “Se você tiver com câncer, tá fudido!”. Num ultrassom o médico mandou-me “levantar o pau” (deve ser o termo técnico que ele aprendeu na faculdade), outro mandou-me “tocar punheta” pra curar a doença. Outro demorou 2 meses pra me atender. E por aí vai.

Agora, com uma medicina (e demais áreas, como fisioterapia e enfermagem ) oferecida ao público, de qualidade tão ruim, resta aos bons profissionais o compromisso de enxotar esses açougueiros dos quadros de saúde. Mas não fazem: preferem a via do bom e velho corporativismo e o choramingo hipócrita de quem está sendo perseguido, mesmo armado de bisturi e intenções nada dúbias. E ainda vêm falar mal dos cubanos….

Fonte: http://tvuol.uol.com.br/video/mais-da-metade-dos-pediatras-de-sp-sofreram-violencia-em-unidades-de-saude-04024C193366C4895326?types=A

 

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