Porque não ir ao psicólogo

Quando você pensa que o relativismo que impera na psicologia já a levou ao fundo do poço, em termos de credibilidade, aparece mais um cliché sendo repetido ad nausem, ou melhor, que já foi repetido ad nauseum: Culpar a civilização Judaico-cristã ocidental seja lá pelo que for, de crimes a qualquer coisa irrelevante. A psicoterapia, que se incumbia de tratar as mazelas da alma que afligem o indivíduo, hoje é apenas uma ciência política mequetrefe a serviço de uma agenda política frankfurtiniana qualquer. Me pergunto: como fica a psicologia forense, que deve ser pautada antes de tudo pelo pragmatismo da metodologia científica? Resposta: Não fica. Tudo é subjetivo.

A análise que faço hoje é do texto da psicologa Regina Navarro Lins. Autora de 11 livros sobre relacionamento sexual e amoroso, que dá palestras em todo o Brasil e participa do programa Amor e Sexo, na Rede Globo. Como você pode ver, é autoridade! E de autoridade no Brasil, não se discorda. A mídia corporativista se entrega aos deleites da orgia coronelista quando sua amante é autoridade. Mas nós sabemos que o argumento da autoridade é apenas mais uma falacia que se sobrepõe a verdade. Vejamos o texto.

O sexo oral é alvo de dois tipos de preconceito: imoralidade e falta de higiene. Na nossa cultura judaico-cristã qualquer prática que não leve à procriação sempre foi condenada, e os genitais são, para muita gente, considerados uma parte suja do corpo, por sua proximidade com os órgãos de excreção. Claro que nada disso tem fundamento. É sabido que a grande maioria do sexo que se pratica não é para a procriação, e com a higiene comum os órgãos sexuais podem ficar tão limpos e cheirosos como qualquer outra parte do corpo. Além disso, em condições normais, o pênis e a vulva contêm muito menos germes do que a boca.

Primeiro, higiene não é “preconceito” é conceito científico, inequivocamente provado pela Teoria Microbiológica da Doença de Louis Pasteur. Segundo, citar cultura judaico-cristã é sempre um cliché que beira o retardamento mental, mas tudo bem. O pior é que a sexualidade na cultura judaico-cristã não está ligada inteiramente a reprodução, basta ler o livro bíblico de Cantares. Até o apóstolo Paulo, fervoroso Cristão, dizia aos homens que é melhor casar-se que viver abrasado. Evidenciando aí uma postura que não tem qualquer relação com reprodução. Segundo, essa higiene para deixar os órgãos sexuais “cheirosos” pode provocar infecções, por destruir a flora bacteriana normal dos mesmos. E infecção não é nada cheirosa.

[…]Será que as mulheres não são asseadas? Um dos temas mais frequentes sobre a vagina e a vulva está relacionado com o asseio da mulher, ou se ela se lavou recentemente. O fato de tantos homens sentirem desejo de enfatizar esse ponto parece refletir a influência das antigas opiniões patriarcais sobre a sexualidade feminina (e sobre as mulheres) como algo sujo, sórdido, ou não muito bonito”.

Essa é outra bobajada altamente política que essa turma frankfurtiniana adora repetir e condenar. Asseio, adequado, sem exterminar a flora bacteriana saudável da intimidade feminina, é o mínimo que se espera. Duvido que alguma lésbica goste de vaginas sujas e que não enfatize este ponto. Ou as lésbicas são patriarcais também? Esse termo “patriarcais” é outro que sempre entra na boca dos psicólogos. É uma tendência para castração, considerar atitudes normais, saudáveis e masculinas, como patriarcais. Destarte, essa turma não saiba nada sobre patriarcalismo e sua importância na formação da sociedade, muito além da propagação de preconceitos.

As mulheres, além de todo o constrangimento por conta da repressão sexual, temem engasgar com o pênis na boca e, para decepção de seus parceiros, evitam engolir o esperma. Coisa que, indevidamente, é vista como falta de amor. Existem outras dificuldades na prática do sexo oral.

Repressão sexual? Um pênis na boca pode causar reflexo faríngeo, ou engasgo. O que pode haver de cultural nisso? Atentem para o termo “repressão sexual” que é outro coringa utilizado por essa turma para suas políticas do “liberô geral”. Muitas pessoas têm simplesmente ficado doentes devido a esta cultura do “liberô geral”. Esse psicólogos estão sendo cúmplices das patologias de seus pacientes, ao invés de ajudá-los a abandonar condutas, estimula-as.

Contudo, o mais complicado de resolver, e que gera sérios desentendimentos, deixando a mulher ressentida, é a atitude do homem em relação ao sexo oral. Não são poucos os homens que desejam que a mulher sugue seu pênis, mas evitam sempre que podem fazer o mesmo na vagina da parceira.

Essa parte é só baboseira com altíssima influência da agenda feminista. Se invertemos a assertiva, para culpabilizar a mulher, seria um texto sexista mas, deixando como está, culpando o homem, tudo ok. E é por essas e outras que, 10 vezes mais díficil que encontrar um médico que não seja um açougueiro, é encontrar um psicológo que não seja militante do Partido Liberal. Imagine o quanto uma pessoa doente, um suicida, um indivíduo autodestrutivo, podem precisar de um psicólogo! E o que encontram quando procuram? Uma colher de sal para atolar na boca.

Fontes:
http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/01/04/sexo-oral-ainda-e-tabu/
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1189/propedeutica_neurologica.htm

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7 comentários

  1. sra. elen se fez de desentendida e partiu para o ataque com ameaças, um comportamento típico apregoado pelo marxismo cultural denunciado no texto. é assim mesmo que ela pretende negar a associação? se for, não ajudou muito.

  2. Ainda não consegui identificar em qual base teórica o senhor se apoia para falar tanta coisa. Digo base teórica verdadeira, livros, conceitos, textos, que são fiéis para a nossa profissão, aceitas pelos Conselhos que nos regem, tanto os Estaduais como o Federal. “Achismos” não são dignos de alguma discussão. Penso que a faxina que deve ser feita é no que se publica nos meios de comunicação, nessas barbaridades que vemos.

    Posso pensar o que quiser sobre a Medicina, a Filosofia, a Pedagogia e tantas outras áreas do conhecimento,mas jamais poderei faltar com o respeito e criticar suas técnicas e teorias sem antes me certificar. Toda profissão devidamente reconhecida possui suas bases e diretrizes e segue um código de ética.

    Lhe faço uma pergunta: que formação o senhor possui para falar em Psicoterapia, Subjetividade, Psicologia Clínica, Psicologia Forense, e tantos outros termos que usa? Em que dados pode se basear para atingir desta maneira uma classe de profissionais?

    • Cara, Elen. Não estou atingindo uma classe de profissionais. Ocorre, como você sabe, que profissionais precisam de clientes. E clientes têm opinião. Faxina em meios de comunicação…hmm. Já ouvi isso antes, conhecia como Censura. Mas deve ter outro nome atualmente, como combate a “Intolerância”. Vou recolher os dados arquivados e postarei aqui.

  3. “A psicoterapia, que se incumbia de tratar as mazelas da alma que afligem o indivíduo, hoje é apenas uma ciência política mequetrefe a serviço de uma agenda política frankfurtiniana qualquer.” Ciência política mequetrefe??? A serviço de quem??? Cuidado meu caro, pois podem haver pessoas que tenham muito conhecimento de causa que possam ler seus escritos. É incabível eleger um profissional, para a partir deste, julgar uma profissão.

    “Esse psicólogos estão sendo cúmplices das patologias de seus pacientes, ao invés de ajudá-los a abandonar condutas, estimula-as.” Essa frase seria cômica, se não fosse trágica. Realmente, a tragédia da ignorância é lamentável. Ética e conduta profissional são fatos muito sérios, que neste caso, não deveriam ser julgadas sem o mínimo de conhecimento.

    • Realmente Elen, a tragédia da ignorância só não é mais lamentável que a tragédia da teoria da Gêneros que impregnou a psicologia. Hoje, um indivíduo, a despeito de toda a Evolução e genética, afirma que é um Alienigena de Zeta Retticuli e este é o gênero dele. Imagine uma área como psicologia, com mais de 50 escolas, onde psicológos dão pareceres legais com visão 99% subjetiva e politizada… O que ocorre é que 9 em 10 textos que leio sobre psicologia estão assim. Faça uma faxina na sua profissão antes de me criticar. Passar bem.

    • Complementando: Algumas áreas da psicologia clínica, como neurofeedback, são interessantes e muito positivas, porque não estão ideologizadas. Mas já há tendências para tratar “doenças” ou o que militantes, utilizando bandas gráficas bem alargadas, definem como tal. O que incluiria opiniões polêmicas.

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