No Admirável Mundo Novo, você só pode concordar…

A celeuma da vez, no mundo dos quadrinhos, é sobre a contratação de Orson Scott Card (Escritor de “O Jogo do Exterminador”) pela DC Comics, como roteirista de duas histórias do Superman…

…Não obstante, veículos de comunicação, como o “imparcial” Omelete, já xingam o homem de homofóbico e falam como se a vasta maioria dos seus fãs fossem contrários a ele e pedissem sua demissão (na matéria de título “Fãs fazem campanha contra roteirista homofóbico em HQ do Superman”).

A questão dos direitos dos homossexuais passou de algo louvável, quando lutava pela igualdade de tratamento nos anos 70 e pelo fim da catalogação da condição homossexual como doença pela OMS, para uma campanha caricata de perseguição de opositores com o aval midiático costumeiro. E antes que venham me agredir (ou censurar-me), saibam que sempre fui a favor do tratamento igualitário dos homossexuais, mas a coisa que se pleiteia hoje extrapola o senso comum, e aloja-se no covil dos privilégios exclusivos e na censura pura e simples.

O estratagema é claro e muito bem arquitetado: Qualquer um que se oponha a causa, ou a detalhes quaisquer, do movimento GLBT (ou seja lá qual for a sigla atual) é taxado de “retrógrado, disseminador de ódio e apologista da violência“. São discursos pré-definidos que não se adequam e nem precisam se adequar. Eles são encaixados em qualquer contexto, como uma falácia metafórica que funciona muito bem porque tem veículos de disseminação condescendentes, como o site de quadrinhos e cultura de massa, Omelete (e praticamente toda a imprensa liberal e esquerdista).

Não obstante, por mais que eu rejeite as opiniões de Card sobre casamento gay, porque é um assunto cujo mérito cabe ao estado e não me importa se o camarada vai casar com uma garra de Pepsi Cola, e por isso fique César com o que lhe é devido, sempre considerei que não se nega nem a um cão o direito inalienável e constitucional de trabalhar. Não se nega isso nem a um criminoso confesso! Mas os militantes radicais creem que alguém que usa a liberdade de expressão para expor uma ideia que lhes é contrária, deve ser excluído do mercado de trabalho e, por consequência, da vida social, conforme fica claro na declaração da All Out, ONG americana que luta por direitos dos homossexuais (inclusive privilégios exclusivos): “À DC Comics: ao contratar Orson Scott Card, apesar de suas investidas homofóbicas, vocês estão lhe dando uma nova plataforma e apoiando o ódio. Garantam que sua marca seja símbolo de igualdade e demitam já Orson Scott Card.”

Se isso não for a definição própria do fascismo, por gestos e atitudes, não sei mais o que é autoritarismo e tirania. Ademais, sempre há o desvio de foco, as ramificações acessórias que declarações inócuas suscitam nos radicais. Sempre surgem aqueles militantes paranoicos com estatísticas hediondas envolvendo violência homofóbica, homicídio e perseguição desumana e cruel contra os gays. Ok, Isso de fato ocorre, lamentavelmente. Mas o que uma pessoa religiosa que deu sua opinião pessoal sobre o casamento gay, como Card, tem a ver com a onda de violência contra gays? Nada. Porém, citar e contextualizar isso numa discussão na área de comentários de algum site sempre dá massa tipográfica a coisa toda, o conteúdo do texto fica com ares intelectuais e passa a ideia de que os autoritários detratores de Card merecem uma dúvida razoável, quando não, todo o crédito, afinal são dóceis humanistas.

De se surpreender também, o fato de que uma petição da All Out pedindo a demissão de um roteirista que nunca escreveu literatura contra os homossexuais (e alguns dos seus detratores já mentem desavergonhadamente, ao afirmar que ele fez isso, com frequência, no passado), que contou com apenas 10.000 assinaturas (uma completa merreca no contexto americano e europeu ) tenha ganhado tamanha repercussão midiática! Muito estranho também o discurso pré-fabricado das celebridades intelectualóides, como Bill Maher e Marília Gabriela, ao afirmar que o movimento LGBT defende uma minoria excluída e sem direitos, quando o próprio tem acesso instantâneo aos maiores veículos de comunicação do mundo, apoio do meio acadêmico e artístico e de todo o Partido Democrata Americano,  além, claro, da simpatia irrestrita da máquina cinematográfica chamada Hollywood. Apoio suficientemente forte para demitir indivíduos pacíficos com opiniões contrárias e transformá-los em mendigos que sobrevivem de doação do Pay Pal (epa! mas eles também caçam seus desalentos via Pay Pal, como fizeram com o evangélico Julio Severo, de quem discordo até a alma, mas não nego-lhe o direito de ser fanático).Muito estranho também, o fato de que os militantes não se importam muito com os gays que vivem miseravelmente em Cuba e com os travestis que se prostituem para ganhar a vida, afinal, estas duas categorias do movimento não dão muito Ibope a causa…  Bom, mas é assim mesmo, nesse mundo politicamente correto, se você não fala Novilíngua, vira mendigo e desempregado sem direito a bolsa-família, a água ou oxigênio…

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