Brasil, racismo e tolerância agressiva!

Nas duas últimas décadas, o tópico “racismo” veio à tona com força total. Configurado como crime pela lei Caó, racismo é ignorância e falta do estudo primário mais elementar exisitente. Falta de conhecimento sobre cultura, história e relações sociais. Deveríamos, portanto, sabendo que racismo é abjeto, nos municiarmos de todo cuidado ao apontar o dedo e acusar uma pessoa ou instituição de tal ato vil! Infelizmente, no Brasil, essa ponderação não é praxe. O inconsciente coletivo é alimentado pela histéria midiática e acadêmica continuamente e as denúncias aumentam em valorers exponenciais. Num processo de retro-alimentação, as mesmas mídia, ONGs, governos e universidades que estimulam o clima de luta-de-classes étnica, ao ver o resultado de tanta “motivação”, apontam como prova o aumento do número de denúncias as autoridades competentes, ou mesmo as próprias ONGs, que não têm comprometimento estatístico, senão o de inflacionar os números!

Primeiro veio o estímulo por meio da política de cotas, depois a fabricação de estatísticas associando a população negra a pobreza, e excluindo os mestiços e brancos de tal contingente (o que por si só, já constitui racismo), e a moda atual é acusar a indústria e o comércios de serem racistas: toda demissão de pessoa afro-descendente, é, per si, racismo. A premissa é óbvia e não cabe defesa, nem apresentação de provas. No crime de racismo, a acusação pressupõe a culpa, embutida pela sentença antes mesmo que o réu chegue a audiência com o juiz. Antes mesmo de qualquer depoimento ou inquérito, o infeliz acusado já passa pelo linchamento da imprensa e pela exclusão social.

Casos envolvendo empregados do comércio, ilustram bem isso. Ninguém mais é demitido por inaptidão para o exercício da função: é sempre assédio moral associado a racismo, com indenização de R$100.000,00. É verdade, estou exagerando, mas é apenas para ilustrar uma tendência nefasta que está a se firmar na indústria.

Sabemos, porém, que a psiqué humana é frágil e altamente sugestionável e, como citei anteriormente, com a motivação adequada de um ambiente histriônico, as pessoas começam a achar que todo puxão-de-orelha do chefe é racial, toda demissão é por questões de raça e todo infortúnio na vida é devido a isso. Não há margem para dúvidas, as denúncias aumentam e para a imprensa toda denúncia constitui, não material a ser apurado, mas o próprio crime em si, ainda que de todas as acusações, a minoria corresponda ao crime de fato.

O grande problema social das denunciações caluniosas, e estou excluindo os casos comprovados de racismo (que devem ser punidos), é que elas levam a um clima de vigilância e medo ocultos nas alamedas das empresas, nas salas dos escritórios e até nas casas do empregados. Enfim, num ambiente assim, meticulosamente monitorado pela patrulha ideológica, diminuem as contratações de pessoas afro-descendentes pelo temor que o comerciante/empresário terá de ser processado por qualquer coisa que o indignado empregado julgue como racismo. Isso aumenta o desemprego nesse extrato social, gerando exclusão social, e o governo acusará o meio empresarial do que ele próprio tramou!

Assim sendo, o que muitas ONGs estão maquinando nas entrelinhas de sua explosiva revolta está prejudicando a população negra ao invés de ajudá-la, ipsu facto. É preciso colocar os pingos nos “Is” também: se uma pessoa é admoestada pelos enfeites no cabelo, modo de se vestir, ou pela atitude, temos um caso de assédio moral, ou mesmo a simples cultura da empresa, que criou um padrão para indumentária e aparência. Sim, isso as vezes é imbecil, mas é a cultura da empresa! A IBM, por exemplo, tinha há bem pouco tempo padrões rigorosos em relação a aparência, as redes de fast food também. Mas isso não é racismo, é apenas um padrão comportamental e cultural! Do mesmo modo que eles proíbem os “dred look’s”, proíbem os cabelos hippies ou hipsters, moda entre os descolados da classe-média branca. Como disse, pode até ser preconceito (claro que é), mas não é racismo. São formas diferentes de discriminação, visto que racismo é algo muito mais grave.

Finalizando, o que estou dizendo, é que não se pode resolver todas as celeúmas pessoais com a carta coringa do complexo racial e que nem todas as denúncias de racismo configuram o crime. Para o crime ser tipificado, é preciso um inquérito, com provas, investigação e julgamento! A imprensa, quando transforma denúncia em crime (e esse é um padrão da imprensa brasileira em todos os assuntos), está cometendo crime de calúnia e difamação!

Deixo claro, que abomino o racismo, até porque sou mestiço e nordestino, mas tenho o cuidado no julgamento de meus detratores, que são pessoas deploráveis muitas vezes, mas não são racistas (pelo menos a maioria)! As pessoas devem ser julgadas pelos seus atos e atitudes e não pelo que pensamos ou queremos que sejam. Enfim, se você tem a consciência e firme convicção de que foi discriminado por motivos raciais, e falo isso também para os brancos, (visto que em alguns lugares do correctness o racismo “da moda” é discriminar os “euro-descendentes”), denuncie o agressor. Mas faça isso com convicção, porque denúnciação caluniosa é crime, punível com até 8 anos de detenção.

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