Boris Casoy: Tardou, mas “imbecilizou-se”!

Criticando a Retirada de comercial em circuito aberto de televisão, que incentivava o sexo com múltiplos parceiros, Boris Casoy exibe seu lado maniqueísta, endossando condutas pouco saudáveis…

Estava aqui assistindo o Jornal da Band, agora à pouco, as 00:20, horário de Recife. Sempre considerei a equipe jornalística da Band, razoável, dentro dos limites que podemos estabelecer para a imprensa brasileira em termos de esquerdismo, a oscilar entre socialismo puro e simples (Carta Capital e Caros Amigos) ao progressismo chique (sex liberation, feminismo etc ). Qual foi minha surpresa ao ouvir Boris Casoy argumentar que o Ministério da Saúde cancelou o Comercial  de prevenção ao contágio pelo HIV para o Carnaval de 2012 com a jocosa deixa: “O ministério da saúde sucumbiu ao moralismo barato e tirou do ar o comercial…”. Difícil imaginar que Casoy, homem forte e íntegro com portentosos serviços prestados a nação em diversos cargos de assessoria política antes de se fixar no telejornalismo, se rebaixaria aos maniqueísmos mais vulgares existente em terra brasilis, que são as propagandas de prevenção às DST’s.

Pelo que foi dito, entende-se que Casoy referiu-se a toda a publicidade anti-HIV propalada pela mídia. Mas não é bem isso, caro leitor. Já ouvimos e vimos propagandas que rebaixam a sexualidade humana ao seu nível mais animalesco, onde uma camisinha, capaz de parar  o HIV, bala de revólver e o próprio Trem Bala, é suficiente para os corpos se entregarem a toda sorte de danação com quem e o que for, em nome do clamor libidinoso… e nenhuma delas foi censurada. Ocorre, que este novo comercial passa dos limites, e Casoy vale-se da ignorância do público para passar a ideia de que a Sociedade é contra campanhas de prevenção, numa clara forma de vigarice intelectual. Esse comercial resume-se no bordão “Na empolgação, rola de tudo, só não rola sem camisinha”. Trata-se,  claramente, de apologia barata, para usar termo ao gosto de Casoy, ao sexo com desconhecidos e permeado por qualquer pratica. Claro, desde que tenha camisinha na jogada. Em outros países, compreende-se como incentivo a promiscuidade, termo abolido pelas “ciências” humanas e, muy cientificamente, pelos médicos brasileiros.

No vídeo um casal gay, que acabara de se conhecer, inicia uma troca de carícias que, presumi-se, terminará em coito anal. Do contrário, pra que a camisinha? Entendem agora o porque do vídeo ter sido tirado do ar? Parece bem lógico, mas em se tratando de uma doença sexualmente transmissível, quanto mais parceiros você tiver, maior será seu risco de contágio, e isso já foi provado cientificamente por cientistas ingleses em 2008. Não obstante, houve um aumento no contágio do HIV entre jovens homossexuais de 10,1%, segundo estudo do Governo Federal. Os arautos do sex lib, que não transam com ninguém por estarem brochas e gagás, dirão que trata-se do recrudescimento do “moralismo” religioso. Ah, corta essa! Moralismo religioso na cama de jovens que se conheceram no Carnaval? Por favor! Não passa, e não convém, a estes senhores da imprensa e demais da Academia, que a Camisinha reduz muito a incidência de HIV e deve ser usada sempre, mas não é infalível e tem seus limites. Chega uma hora, que de tanto tentar, ela acaba furando ou rompendo (eficácia de 87% no uso típico, OMS, 2004) e se o indivíduo tem múltiplos parceiros, temos aí uma combinação letal!

Essa turma progressista optou, ao lado de um Boris Casoy ou Drauzio Varella da vida, pela manutenção de um programa de prevenção focado no uso da camisinha e só! Com seus arredondamentos grosseiros e desconsiderando as margens de erro, citando estudos panfletários e varrendo para debaixo do tapete aqueles documentos revisados que apontam os perigos da filosofia  “com camisinha pode tudo”. Afinal, existem “coringas” no idioma que se prestam a todo sortilégio, um deles é chamar os opositores de “moralistas” ou “reacionários”. Em qualquer discussão, usar estas palavras encerra a debate e dá a vitória pelo grito a quem primeiro proferi-la.

PS.: Deixo claro, para os histéricos de plantão, que não estou falando da opção sexual de ninguém. Tenho consideração pelo ser humano que sofre e entendo que não são todos os homossexuais envoltos nessas patifarias do Governo Federal. Sinto profunda compaixão pelos transsexuais e travestis, classe do segmento GLBT, realmente discriminada e marginalizada. 

Fontes:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ministerio-da-saude-poe-no-ar-e-depois-retira-filme-com-caricias-homossexuais-para-falar-sobre-uso-de-camisinha/

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/filme-nao-combate-a-aids-coisa-nenhuma-faz-e-propaganda-de-um-estilo-de-vida-o-erro-e-mais-grave-do-que-parece/

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2 comentários

  1. O fato de Casoy agir como idiota não o torna eternamente culpado. Existe uma coisa chamada “redenção”. A culpa não é eterna! No Brasil a sana por justiça na verdade é um pretexto para vingança.

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