Menos Sal: O Fascismo das Instituições Médicas

Aproveita, porque em Breve o Ministério da Saúde vai proíbir, também!
Aproveita, porque em breve o Ministério da Saúde vai proíbir, também!

Já não é suficiente a introdução compulsória de flúor na água de consumo, substância citotóxica potencialmente letal em doses mínimas, agora somos obrigados, por decreto institucional, a consumir menos sal. Vivemos num país onde as liberdades individuais valem cada vez menos, aliás, poucos sabem o que representa, de fato, liberdade. A sana compulsória do estado em sua infeliz, porém exitosa, tentativa de nos proteger de nós mesmos já chegou ao limite do insustentável e não se admirem se em breve os canalhas colocarem câmeras monitorando os móteis a fim de saber se você está usando camisinha ou está no bom e velho “bareback”, parafraseando o jargão gay.

Este nosso mundo insoso tem o aval das instituições médicas, como sempre. Médicos têm um problema ético muito sério, a cosmovisão de que somos animais irracionais que precisam de cuidados constantes, nos reduz a párias, mas eles não ligam muito para isso. Devido a forte lobby, o Ministério da Saúde resolveu fixar o teto do teor de sal em 645mg por porção em alimentos industrializados, abaixo, portanto, do máximo permitido atualmente, que é de 796mg. Parece bastante plausível, mas Carlos Alberto Machado, representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia acha pouco, ele quer que a redução esteja em cima dos teores médios:

“Em vez de propor uma redução a partir do teor médio de sódio presente nos produtos para chegar perto do valor mínimo que está no mercado, eles pactuaram a redução em cima do teto.”

O detalhe é que o teor médio é de 437mg, quase metade do máximo. Uma redução em cima do teor médio, reduz os alimentos industrializados a condição de dietéticos por natureza! Pior, seriamos obrigados a viver numa espécie de sociedade geriátrica, onde nos seria, aos moldes de um governo fascista orweliano, legado um sem fim de alimentos sem sabor, insípidos, indeglutíveis. Mas machado não está só neste lobby autoritário, compactuam com ele, Silvia Vignola, consultora do Idec (órgão que supostamente defende os direitos do consumidor), que se saiu com essa:

“Boa parte das empresas já seguem as metas propostas para o fim de 2012 e esses teores ainda são considerados altos. Na prática, não vai mudar muito”

Machado ainda complementa:

“Deveríamos ter sido chamados para acompanhar todo o processo e não apenas para validar um acordo já feito. Sugerimos que seja repactuado. Ou que pelo menos sejamos ouvidos nas próxima etapas”

Esquece que não somente eles deveriam ter sido chamados, mas representantes da sociedade inteira. Não diz respeito a SBC, SBN, aqui ou alhures, o que o povo pode ou não consumir em sua mesa. O direito sobre a saúde pertence ao indivíduo e se este opta por alguma prática nociva, como o consumor exagerado de sal, cabe a estas instituições apenas advertir através de campanhas e clamar a sociedade por hábitos mais saudáveis. A própria matéria publicada no Estadão já endossa o controle social por parte destas instituições, que na prática, existem para suplantar a democrácia, excluindo o eleitor do processo de elaboração das leis:

“Estudo apontam que o brasileiro consome, em média, cerca de 12 g de sal por dia. Neste ano, o Brasil firmou um termo de compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para baixar esse número para 5 g até 2012. Segundo Machado, estudos apontam que essa redução significaria queda de 6% a 14% na mortalidade por derrame, de 4% a 9% na mortalidade por enfarte e de 3% a 7% na mortalidade total.

Primeiro, o Brasil não tem que comprometer a soberania e as liberdades individuais, garantidas em constituição, em nome de organismo supra-nacional nenhum, seja ele a OMS ou a Opas. Segundo, a OMS não deve, não pode e não tem o direito de impor restrições dietéticas em minha mesa, ou na de quem quer que seja. Não somos, ou pelo menos não deveriamos ser, gado. Este tratamento, que recebe aval da imprensa e das instituições, é desumano, pois reduz a integridade humana a condição de títere do estado controlador.

Este tipo de atitude abre precedentes perigosos. Muitas práticas em medicina pública podem eliminar doenças, mas e o preço que pagaríamos por elas seria desolador, cito algumas:

  • Identificar e marcar soropositovos, para que ninguém se relacione com eles, isso reduziria drasticamente o contágio pelo HIV,
  • Proíbir todo e qualquer consumo de alimentos de origem animal,
  • Monitorar a atividade sexual do povo, para saber se estão fazendo sexo seguro, e puní-lo, caso não esteja
  • Criar um banco de dados com palavras proíbidas, em “respeito” a determinados grupos humanos.
  • Proíbir o consumo de alcool e de cigarro
  • Acabar com a venda de motos reduziria a zero acidentes como motocicletas.
  • Proíbir o açucar em doces, em pró do adoçante, praticamente eliminaria o problema da cárie.

Estas são algumas das atitudes que às intituições, movidas por interesses supra-nacionais, como os da ONU e OMS, poderiam tomar para “melhorar” nossa saúde a custo da perda de nossa humanidade e liberdade. Estamos dispostos a pagar qualquer preço? Até quando vamos deixar que associações médicas estalinistas definam o que podemos ou não fazer? Até quando as estatísticas de redução de mortalidade servirão para nos impor restrições, como se nossa vida particular e atitudes auto-destrutivas fossem proíbidas de serem tomadas como opção?

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,acordo-para-reduzir-o-teor-de-sodio-na-comida-e-engodo-dizem-medicos,795384,0.htm

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