Porque a Antropologia Brasileira não é Ciência

A Antropologia brasileira não é Ciência, porque é um valhacouto de víboras apologetas de assassinato e relativistas culturais. Quando você ouvir que toda cultura é igual, saiba que trata-se de uma falácia para justificar o suposto “direito” que determinados povos têm para inflingir dor a seu semelhante. Desde que estes povos, claro, não sejam ocidentais, tudo estará certo. É o caso da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), que justifica o infantícidio praticado por determinadas tribos brasileiras, que têm o “saudável” hábito de enterrar vivas crianças nascidas deficientes e gêmeos, afirmando tratar-se de hábitos culturais dos silvícolas.

Como é uma instituição reconhecida, a ABA vale-se do seu prestígio para impedir que a lei  Muwaji, que visa punir este crime bárbaro,seja aprovada e faz um lobby feroz no congresso, possivelmente revestida pelo manto do cientificismo mais calhorda existente, numa tentativa pueril de manter intocável a cultura indígena. Ora, cultura evolui e se até os alemães perceberam que o nazismo era daninho, assim como os sul-africanos exorcizaram-se de vez do Apartheid, porque os indígenas não podem evoluir também e assim pararem com a prática nefasta e cruel de matar crianças nascidas?

Abaixo, dou uma resposta a “antropóloga” Marianna Holanda que defende a tese de que proibir os assassinatos de crianças é interferir na cultura indígena através de sua medonha dissertação de mestrado (apoiada pela UnB) Quem são os humanos dos direitos?. Percebam que para essa senhora o sofrimento de crianças enterradas vivas, toradas ao meio, pelo crime bárbaro de nascerem deficientes é mero capricho diante da manutenção da cultura dos povos indígenas. Pra essa gente (não sei o termo gente é apropriado) a vida das crianças não vale nada, e a dor e o sofrimento dos pais que fugiram das tribos no intento de preservar a integridade das crianças é mera bobagem.

O governo brasileiro já chegou ao ponto de mandar antropólogos (um tipo tão científico de profissão como astrologia ou alquímia) para a casa dos país das crianças com o intuito de levá-las de volta a tribo, para que lá, talvez sejam mortas e assim mantenham a profécia dos hábitos culturais de determinadas tribos. Por esses e outros  motivos é que considero que Antropologia é apenas um cabide de empregos públicos e proselistimo politiqueiro de esquerda. Abaixo o conteúdo da carta enviada. Recomendo a todos que assistam ao chocante documentário Quebrando o Silêncio (http://quebrandoosilencio.blog.br/clipping/), para descobrir o tipo de aberração que a ABA defende.

Caríssima Sra. Marianna Holanda

A respeito de sua dissertação: Quem são os humanos dos direitos?

Fico chocado em constatar que engenheiros sociais (determinados antropólogos, sociólogos, filósofos e tutti quanti), tenham monopolizado o diálogo acerca das reformas que se pretende implementar na sociedade brasileira, ditando sobre 99% da população,vá lá, relativamente humanizada e civilizada, seu próprio e “científico” conceito acadêmico.

Seus valores não são incontestáveis, e o argumento de uma associação de classe, como a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), é apelo a autoridade (Guia das Falácias, Stephen Downes), e portanto não constitui ciência, tampouco razão. Dito isto, a relativização de conceitos biologicamente inquestionáveis, como dor, sofrimento, angústia, medo e desespero, dentro de um espectro social, é brutal, cruel e eugênica (certamente, entrelaçada indiretamente com o Nazismo e seu Socialismo de cunho “nacionalista”). Assim sendo, considerar que o assassinato de crianças indigenas indesejáveis é “normal” no contexto de uma nação, ou norma “cultural” e “parte dos rituais” é a volta a barbárie. O equivalente poderia ser dito a respeito dos Árabes empaladores que tomaram Constantinopla, da inquisição e sua perseguição, do assassinato em massa cometido pelos maoístas dentro de seu próprio país (China) e do Apartheid (pode-se afirmar que a brutalidade humana é cultural em qualquer contexto quando se é relativista). Se tudo é relativo, se tudo é cultural, por que não a vida? Note bem que nem estou falando de aborto. Estou me referindo ao infantícidio praticado contra crianças nascidas e formadas.

“Diante do que chamamos juridicamente de infanticídio, não cabe falar em infanticídio indígena. O que há nessas aldeias são estratégias reprodutivas – e só um número muito reduzido de crianças acaba sendo submetido a elas”  Marianna Holanda (http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&catid=21:indigenas&Itemid=165)

“Esse é um dos pontos centrais do estudo: o que nós, brancos, entendemos como sendo vida e humano é diferente da percepção dos índios. Um bebê indígena, quando nasce, não é considerado uma pessoa – ele vai adquirindo pessoalidade ao longo da vida e das relações sociais que estabelece” Marianna Holanda(http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&catid=21:indigenas&Itemid=165)
Ou seja, no conceito de igualdade interpretado dissimuladamente pelos senhores , inquestionável no meio acadêmico das ciências humanas (mui sui generis. por assim dizer), alguns são mais iguais que outros, de modo que alguns podem matar seus filhos nascidos, porque é “cultural” enquanto outros não podem nem lhes dá umas palmadas nas nádegas (como questionam vocês acadêmicos em nossa sociedade ocidental “maldita”, “preconceituosa” e “colonizadora”) visto ser considerado “cruel” e caracterizado como “violência contra as crianças”.

Fico chocado que esta seja a visão acadêmica. Fico chocado com o total desprezo pelo sofrimento alheio e a total e hedionda indiferença com a morte de crianças indefesas. Pior! Muito Pior!! Perturba-me o fato de que não seja apenas indiferença, seja a defesa intransigente do infantícidio cultural. É a personificação maquiavélica e dantesca assumindo e travestindo-se de valores multiculturais tão heterogêneos que nem o chão em que pisamos é realmente chão e nem o choro das crinças enterradas vivas é realmente sofrimento. A senhora e sua professora, Sra. Rita Segato, personificam o que há de pior em discursos acadêmicos empolados e bárbaros. Personificam a maldade in loco, quando defendem a maldade alheia (no caso, os nem sempre bons selvagens de Rousseau). Choca-me que seus pontos de vista sejam defendidos pela ONU, pela Comissão de Direitos Humanos (http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&catid=21:indigenas&Itemid=165) e, às vezes, até pela UNICEF e que sejam propagados pela UnB (instituição que deveria se abster da discussão completamente)…O que prova que estas instituições, transbordam de relativistas do mesmo calibri, e portanto, diante do cidadão comum, não podem gozar de nenhuma credibilidade. Terrível perceber o respaldo que as senhoras recebem até da imprensa, que nos lobotomiza com valores “progressistas” impostos cotidianamente. Justo vocês acadêmicos, que se acham arautos da livre cosnciência.

A bárbarie que defendem é indiscutível, é a defesa da agressão máxima praticada contra crianças e seus pais, a defesa do assassinato, portanto nem pretendo iniciar uma discussão com a senhora, esta carta aberta é apenas a explanação de meu ponto de vista, comungado até pelos próprios indigenas. Sim! Deixem eles falar, que certamente destruírão suas péssimas e doentias teses com argumentos muito elaborados pela simplicidade do pranto que clama por vida. Como disse o indigena Tabata Kuikuro, fugindo da brutalidade de sua tribo com seus filhos nos braços:

“Olha prá eles, eles são gente, não são bicho, são meus filhos. Como é que eu poderia deixar matar?”
Felizmente, a lei  Muwaji encontra simpatia entre muitos e obras como o excelente documentário Quebrando o Silêncio (http://quebrandoosilencio.blog.br/) são um poderoso contraponto contra a indiferença e hipocrisia dos relativistas, odiosos da civilização ocidental e todas os seus genocídios (admito que seja outra praga de nossa civilização), mas  condescendentes com a maldade praticada pelas civilizações silvícolas. Agradeço a Deus, por compreender Voltaire, e saber que o mal é mal, independente da cultura que o pratica.

” Extrema gera a bárbarie extrema”

Pierre Drieu La Rochelle

Atenciosamente,

Bruno Maia
Desenhista Industrial
https://sognarelucido.wordpress.com

Fontes:

Estudo contesta criminalização do infanticídio indígena, http://www.direitoshumanos.etc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2483:estudo-contesta-criminalizacao-do-infanticidio-indigena&catid=21:indigenas&Itemid=165

Infanticídio: o direito da mulher indígena sob polêmica, http://www.amazonia.org.br/noticias/noticia.cfm?id=347765

Quebrando o Silêncio, http://quebrandoosilencio.blog.br/

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4 comentários

  1. Bruno;

    Seu interesse é honesto. Contudo, há muitas coisas que lhe escapam – ainda que tende a concordar com a falta de rigor na disposição relativista desengonçada manifestada pela antropologia cultural, muito manca quando lida com temas como violência e morte, sempre tendendo reduzir “cultura” a “simbolismo”, equívoco que você mesmo comete em nome de um evolucionismo que merece aparos e polimentos, pois ainda se reveste de alguma sorte de grosseria – digo, escrito em seu comentário à moda GROSSO MODO. Não foi uma ofensa, perceba.

    Não subscrevo suas conclusões, mas o que entendo é que nós, antropólogos temos que parar de nos proteger sob o guarda-chuva da “igualdade entre culturas” – que é contraditório, inclusive, com a premissa relativista. Culturas não são iguais e seu estatuto diante do Estado de direito é tudo, menos auto-referente ou óbvio. Não há garantias nas relações entre povos indígenas e Estado nacional, principalmente porque a ordem geopolítica não conforma “os índios”, dado que assim, como “índios” só existem quando há “brancos”. O tráfego entre fronteiras em alguns casos, e algumas formas de nomadismo fazem com que a incidência das leis tenham dificuldades em reconhecer sujeitos de direito, algo muito refletido para o caso de beduínos e tuaregs, mas nada formulado nas paragens de cá.

    Entendo que haja excessos na noção de “proteção das culturas indígenas” num país em que ser índio é tudo, menos uma boa idéia. De preguiçosos atávicos se transformaram em arrivistas espertalhões somente porque não se enquadram na forma do selvagem que nosso romantismo insiste em classifica-los – como sorte de um erro grosseiro. Os esforços de Rita Segato e companhia estão atentos a este problema. Mas somente a este. Por isso, a incompetência da antropologia nacional em debater este tema com a complexidade que merece é flagrante. Mas insisto, suas premissas tendem a tropeçar no mesmo ponto em que os trabalhos orientados por Rita Segato tropeçam. Cultura não é mero simbolismo – there ain´t such a thing.

    Espero que, contudo, esta seja a abertura para um debate aberto, respeitoso e mais rigoroso.

    Feliz ano novo.

  2. Cara Denise,

    “Somos diferentes e imprefeitos para o ideal ocidental ferozmente defendido por vc de humanidade. Só Deus é perfeito no mundo ideológico cristão. ”

    Colocando em risco a saúde e a integridade física das pessoas de tais tribos, não podemos aceitar a relativização da dor física e psicológica que mãe e filho sentem. Até porque, no Ocidente, a reformulação de nossa cultura, é praxe dos antropólogos. São dois pesos e duas medidas.

    “Também sou contra uma interferência abrupta que pode colocar em risco a saúde cultural desse povo. Estamos lidando com pessoas e não coisas como fazem um físico, um químico.”

    Sou a favor, totalmente. A cultura não pode se sustentar na destruição de vidas humanas. Como você mesma disse, não são coisas, são crianças deficientes. A interferência abrupta está poupando as castas intocáveis da Índia do escrutínio, o assassinato de crianças nas tribos, a violência contra mulher nos países islâmicos. É por isso que não considero antropologia uma ciência, ainda mais, humana.

  3. Sou antropóloga e o pouco que sei sobre essa questão é de que há profissionais da saúde atuando em terras indígenas no sentido de sensibilizar a sociedade a rever seus conceitos. Não se trata de um trabalho de imposição, mas de autoconhecimento. Mesmo porque, segundo dados, algumas índias não se sentem confortáveis em praticar este “crime”. Talvez porque possuam um senso de afeto positivo com relação à existência. Afinal, índio também é humano.

    Não podemos, contudo, afirmar que a ABA e a antropóloga careçam de cientificidade em seus trabalhos porque a cientista se fundamentou em um preceito metodológico básico da Antropologia que é captar a realidade cultural de um espaço físico qualquer. Ela não negou o que existe, o que é: uma concepção diferenciada de humano. Acho que ela não problematizou a questão de humanismo indígena, mas de humanidade indígena naquele grupo. Ela reforçou a existência da diversidade? Sim. Ela captou a existência de um pensamento diferenciado que se materializa em uma realidade cultural diferenciada? Sim. Então, isso é Antropologia. Acredito que eu penso diferente de vc e certamente agimos diferentes. Isso não me faz mais evoluído e nem menos que vc. Somos diferentes e imprefeitos para o ideal ocidental ferozmente defendido por vc de humanidade. Só Deus é perfeito no mundo ideológico cristão.

    É possível que as próprias índias desse contexto sejam autoras de uma mudança de comportamento e, portanto, cultural devido a um mal-estar de natureza afetiva e emocional com relação ao feto que gerou e à existência.

    Desconheço se ela ouviu as índias, o que seria muito interessante porque se não, isso prova que essa é uma cultura produto de um pensamento masculino.

    Também sou contra uma interferência abrupta que pode colocar em risco a saúde cultural desse povo. Estamos lidando com pessoas e não coisas como fazem um físico, um químico.

  4. Geralmente discordo dos posts deste blog, embora os considere interessantes e bem escritos, mas não pude deixar de comentar este. De fato, deparei-me com uma questão muito semelhante em uma discussão recente, e concordo completamente.

    Justamente por respeito, não podemos menosprezar uma cultura e tampouco colocá-la em um pedestal. Não importa se eles consideram certo do fundo de seus corações; antes de qualquer coisa, o Estado determina que essa prática é crime punível por lei, e assim deve(ria) ser.

    E se eu for adepto de uma religião aleatória cujo sacrifício humano é necessário? Absolutamente nada, porque as leis são claras. Não há diferença alguma desse exemplo para o dos índigenas.

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