Novilíngua e a praga do politicamente correto

Em tempos de PT, petismo, petralhas, obamas, obamamanias e obamismo, vemos surgir sobre a égide da lucidez humana uma forma já antiga de censura, porém ressuscita com virulência ímpar na história da humanidade: A censura do pensamento humano através da remoção de palavras consideradas ofensivas pelos asseclas da Nova Ordem Mundial. Quem fomenta a censura é essa gente, muita chata, que abunda nos cursos de Ciências Humanas, e geralmente não faz nada além de criticar a sociedade e falar o tempo todo de auto-crítica alheia (embora não façam nenhuma).

Estamos aqui falando do Politicamente Correto (PC), praga contemporânea, fomentada no século XX e exportada com o globalismo, a partir do Partido Democrata Americano, ao resto do mundo no início do século XXI. A premissa básica dessa doença infantil gravíssima é excluir-se dos compromissos sociais mais sérios em relação a comportamentos humanísticos altruístas, e simplificar a participação a censura do linguajar próprio e dos outros (ditadura de minorias). Isso pode ser exemplificado no fato de que o indivíduo PC (politicamente correto), não luta contra a fome mundial, ele censura quem usa a palavra esfomeado, para impor o termo bonitinho “desnutrido”. Geralmente, é incapaz de doar um quilo de feijão numa arrecadação de alimentos, mas está sempre a postos para apontar o dedo inquisidor, as vezes por meio de coação jurídica, ao incauto que se atreva a falar as palavras “erradas”.

Por vezes, há um tentativa de exportar termos científicos, usuais no meio acadêmico, para substituir os populares, como acontece no caso em que se troca o típico “veado”, ou mesmo gay, pelo lisonjeiro “homoafetivo”. Em outras situações a substituição é no âmbito científico mesmo, quando ocorreu a troca do termo aidético pelo soropositivo. As justificativas vêm do fato de que estes termos geram preconceito e exclusão, precisando então serem amortizados, diluídos em expressões doces e estéreis, por exemplo, no caso em que o substantivo “deficiente” foi trocado pela locução adjetiva “pessoa com deficiência”. Não é preciso ser gênio para perceber que nos dois casos, há um grupo de imbecis, dispostos a levar os indivíduos portadores de HIV e deficiência a negação de sua própria limitação, situação e condição em pró de uma sociedade maquiada, onde as casas são feitas de chocolate e as ruas cobertas de marzipã.

Ora, é óbvio e lógico que pessoa com deficiência é deficiente (gramática elementar da 5ª série), mas os arautos do Novo Mundo querem não só impor um novo termo como levar a execração pública e até aos tribunais quem ousar usar o antigo deficiente. A situação chegou a tal ponto que hoje um paraplégico é um cadeirante! Termo ridículo ao extremo, cunhado pelos “humanistas” déspotas dos novos tempos. De minha parte, se fosse deficiente e me chamassem de cadeirante, mandaria o Zé Bonzinho a merda e pior!

Quem leu 1984 de George Orwell, sabe que isso é a versão real da novilíngua, o idioma fictício criado para impor restrições vocabulares a sociedade através da substituição de palavras inadequadas pelas “corretas”, coisa de um governo tirano e repressor. O objetivo do PC e da Novilíngua são os mesmos, na ficção e na realidade:  Controlar os pensamentos das pessoas, restringindo a capacidade de raciocínio e assim evitando-se que tenham ideias indesejáveis.

Outros sinal da praga do PC, é a dissonância cognitiva. Você ver algo, interpreta coerentemente e racionalmente, mas a sociedade lhe impõe um cabresto psicológico por meio de “autoridade científicas” e da unanimidade das mesmas, movidas por entidades da sociedade civil e pela mídia uniforme, então passa a pensar algo ilógico, para agradar as massas, é quando seu cérebro entra em parafuso, em curto circuito. Ora, a maioria das pessoas, inclusive os próprios homossexuais, sabem que paradas gay são espetáculos degradantes, onde indivíduos se drogam em plena avenida com trajes colantes sumários, em poses obscenas. Qualquer ser civilizado entende que ninguém, independente da opção sexual, tem o direito de fazer isso. Mas a militância gay transformou isso em protesto, ação humanitária contra a maldita sociedade homofóbica, e como têm acesso quase irrestrito aos meios de comunicação, transformaram sua causa em valor moral incontestável, digno de ser transmitido em livros de “Ciência” nas escolas. Desse modo, aceitamos que é correto e belo o ridículo e grosseiro, e somo tachados de nazi-fascistas quando rimo ou sentimos asco. Do mesmo modo, especialistas, nos anos 80 e 90, movidos por estudos sui generis, passaram a condenar cigarrinhos de chocolate, com a desculpa de que induziam crianças ao fumo, da mesma maneira, que proibiram revólveres de brinquedo porque, supostamente, induziam os pimpolhos a violência gratuita.

Veja que o PC parte de autoridades cientificas, movidas por interesses políticos com o intuito de reformar a sociedade em que vivemos e assim construir um “Mundo melhor”. Entretanto, a ciência que está por detrás dessas atitudes é péssima, e claramente politizada, alicerçada em interesses pessoais e coletivistas. Sabemos que uma das causas dessa gente é mudar a história, assim satanizam os europeus, a despeito de que os negros se escravizavam na África e os índios se matavam nas Américas em guerras incessantes, culpando-os por todas as mazelas da humanidade. As Cruzadas: praga maldita contra o pobre povo mulçumano, que apenas empalava seus adversários, enfiando estacas grossas de madeira no ânus dos mesmos, até a morte lenta e dolorosa. Assim também, adulteram a ciência médica em pró do sexo livre, ou seja, mesmo que haja uma margem de falha no uso do preservativo, algo em torno de 20%, ele é vendido como solução completamente eficaz para prevenção da gravidez indesejada e combate de DST’s e AIDS. Iludidas, as pessoas podem imolar-se numa danação carnal sem culpa na consciência. O preservativo passa então de proteção para salvo-conduto. Sangrar 10 ou 20% dos cordeiros de sacrifício pro deus HIV, é algo aceitável por um bem maior, no entender desses iluminados. O direito a livre informação é jogado na fossa, visto que ser contra a promiscuidade é uma forma de moralismo cruel: Jovens e adolescentes também têm direito a uma vida sexual plena com 20 ou 30 parceiros. Infectologistas sabem que, no uso típico, o condom apresenta 13% de falha na prevenção do HIV, mas ainda assim induzem parceiros soro discordantes a manter relacionamento sexual, mostrando os estudos mais otimistas, em que após 1 ano, a maioria dos casais não se contamina quando usa corretamente o preservativo, mas escondendo os piores casos e os estudos mais nefastos.

O feminismo, entretanto, segue sendo a veia mais estúpida e idiotizante do pensamento Politicamente Correto. Para as iluminadas moçoilas, as mulheres são iguais aos homens. Esquecem a biologia elementar, e adentram de cabeça num mergulho rumo a um lago raso, cujo fundo está repleto de rochas. Aliás, esta é outra característica do movimento PC: as pessoas são diferentes em virtudes, jamais em defeitos, e quando há diferença, é sempre positivamente para o lado da minoria. Assim, as mulheres são mais habilidosas que os homens em tarefas minuciosas, mas é crime hediondo, machismo brutal, admitir que os homens são mais fortes que a mulher, fisicamente. As mulheres são mais diplomáticas em relacionamentos, mas aí do porco chauvinista que ousar afirmar que homens são mais pragmáticos em tomadas de decisão. Estas diferenças ancoradas em defeitos e qualidades que se complementam, formam a própria identidade dos sexos, mas para as feministas só é coerente levar em consideração a Evolução, (que mostra claramente que no passado os homens eram mais pragmáticos, visto que na caça precisavam tomar decisões imediatas), quando beneficiam as mulheres, para todo o resto são iguais ou melhores. Obviamente é estúpido e idiota querer igualdade objetiva num mundo onde as diferenças significam imperícia, também. Negar o óbvio, é característica pusilânime do PC.

O pior são as estatísticas endossadas pela mídia: Somente 10% das mulheres entram em faculdades de Engenharia e Computação, adivinhem de quem é a culpa, segundo a imprensa: da maldita sociedade machista. Nunca acontece porque as mulheres, naturalmente, optam por ciências humanas e médicas. É sempre mais conveniente culpar o homem, essa pária, esse vingador insensível, por todos os males da sociedade. É como se no vestibular tivesse uma cláusula proibindo mulheres de participar das ciências exatas.

A característica mais visível do politicamente correto, é a sua absorção pela mídia e pela ciência de factóides, como algo correto e inquestionável, como se fosse crime discutir e questionar. Apenas se aceita, sem estudo aplicando metodologia científica, sem investigação jornalística dos fatos. Basta uma ONG, como o Greepeance, arrotar uma estatística falsa, e automaticamente a Globo aceita como correta, o New York Times publica, e pronto, se você discordar é fascista de direita, adepto de teorias da conspiração. Bastou Al Gore maquiar, grassa e grosseiramente, estudos sobre o Aquecimento Global, aumentando em 7 vezes os dados sobre o aumento do nível do mar, que ganhou um Oscar e foi aceito como verdade científica pela ONU, pelo meio acadêmico e por todas as escolas e meios de comunicação. No mundo politicamente correto é assim, defenda uma minoria, mesmo que seja com mentiras, manipule a realidade, e pregue um mundo melhor por meio da censura do linguajar, ameaçando severa punição para os que não aceitarem a sua “verdade”, que você será um sujeito engajado, merecedor da salvação. É isso que nossos filhos herdarão de nós: Uma sociedade demente e igualitária, na pior acepção da palavra, onde o mérito foi jogado no lixo, e questionar é sempre proibido. É o outro lado do conservadorismo de 50 anos atrás, proposto pelos mesmos que lutaram contra o sistema, o que mostra que apenas queriam trocar uma ditadura, pela sua própria forma de imposição anti-democrática.

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Um comentário

  1. Bem interessante teu post, como haveria de ser. Mesmo eu tendo uma ideologia bastante diferente da tue, eu concordo em muito do que falas e questionas aí.

    Justamente isso, que (in)conscientemente colocaste no título (acredito que fizeste de propósito) sobre a novilíngua, termo que não conhecia antes, e logicamente, ignorava 1984 e George Orwell. Na fraca busca por “Novilíngua”, achei um termo no qual pude me encaixar perfeitamente:

    Mesmo sendo de esquerda, tenho um duplipensar que faz ideas tão contraditórias conviverem em paz na minha mente. E não que seja alienação (claro que ninguém se assume alienado), mas esse duplipensar pelo menos no meu caso me permite que eu crie uma ideologia que não idolatre parte alguma, além de me convir bem, que convir a qualquer outra parte.

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