Cinema Brasileiro, Luta de Classes e Falta de Vergonha na Cara!

Essa é a íntegra da carta que tentei enviar a Petrobras, baseando-me numa matéria do  Felipe Atxa para o Mídia Sem Máscara ( http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5665 )

Caros patrocinadores,

Gostaria de ver mais critério no patrocínio a obras artísticas, tais como: peças de teatro, filmes, musicais, exposições de arte etc. Não raramente, o que encontramos é uma avidez desenfreada de diretores e produtores reclamando dos seus fracassos, culpando o governo, a classe média, a burguesia, Hollywood et caterva. Quando na maioria das vezes, a escassez de público é devido à incompetência própria do produtor, sendo a característica mais pusilânime do incompetente, a transferência da culpa e a manipulação do público através da mídia.

Abaixo, tomei referência das contribuições financeiras públicas a obras de qualidade discutível. As temáticas são sempre as mesmas: Luta de classes, miséria, violência policial, sexo, socialismo, non sense, existencialismo etc… Não tenho nada contra, mais o “questionamento da sociedade” parece nunca saturar o cérebro ambicioso desses produtores, querem sempre mais e mais e quanto mais fracassam, mais culpam o contribuinte que, não bastando contemplar loucuras com verbas públicas, ainda é bode expiatório dos delírios alheios.

  • “Gaijin – Ama-me Como Sou” 4.107.177,03 para produção, mais 3.575.407,45 no lançamento com um desempenho pífio, a diretora Tizuka Yamasaki ainda prepara outro lançamento.
  • “Antonia”- mais de 2 milhões…

Não vou citar Walter Salles, Fernando Meirelles, entre outros, que também vão as forra quando o assunto é dinheiro público para financiar suas obras. Porém, se Bruxa de Blair, foi feito com menos de USS50, 000 e Laranja Mecânica com menos de 2 milhões, e foram ambos sucessos estrondosos, não encontro outra justificativa para os nossos cineastas, senão a falta de zelo pelo seu público e total desrespeito para com o dinheiro público. Se seus filmes são um fracasso, é porque sem dúvida não agradam, e ninguém pode ser obrigado a “amar” o que não convém.

Atenciosamente,

Bruno Maia

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