Olavo de Carvalho e a Paralaxe Cognitiva

Entrevista de Olavo de Carvalo a Revista Atlântico: http://www.atlantico-online.net/blogue/2008/02/19/a-pedido-de-varias-familias-entrevista-a-olavo-de-carvalho/

Execelente a análise do socialismo utópico que transpõe a fartura que se deseja no tempo presente para uma época em que nunca ocorrerá, e assim engana a todos, com uma utopia burra ancorada no desespero de uma minoria, ou maioria excluída, ou muitas vezes fingida. A destruição da sociedade e de seus princípios básicos, o sequestro cultural de um povo, através a mentalidade revolucionária esquerdista, que não luta por nada e vive da revolução de “porra nenhuma” muitas vezes baseada na premissa de um mal social não comprovado ou ampliado a exaustão, são a tônica do discurso esquerdista. Apoiar-se nas chagas de um povo, para tomar o poder foi o norte de todos os regimes comunistas que grassaram no mundo, afinal, de outro modo não conseguiriam saciar sua sana de poder.

Tão logo tomam o poder colocam em voga suas estratégias destrutivas, antes ocultas nas fases catequisantes em que prometiam o céu, corroboram a essência religiosa e cultural de um povo dócil e carente de amor e destroem os preceitos morais de determinada sociedade, o Gramscismo, então, não poderia ser forma de destruição cultural mais eficiente dentro de uma sociedade neo-comunista. Pior! Criminaliza a cultura anterior. A democrácia transforma-se num travesti, em conflito com sua própria personalidade milenar.

Como tomar o poder de uma sociedade sem apoiar-se nos seus males sociais e prescrever bulas milagrosos com prognósticos perfeitos de cura total do mal? É impossível. E assim agem os movimentos revolucionários: Ludibriam a todos, vendem Marx, como gênio, Jesus como um mendigo judeu, judeus como algozes dos palestinos, ainda que Israel seja um estado mínimo diante da grandeza territorial dos mulçumanos, esvaziam a Igreja de seus preceitos, porém sem destruí-la, visto a mesma ser necessária para a manutenção das massas,  criam monopólios, grupos de poder manipuladores da opinião vigente (vide rede Globo, Folha  e Grupo Abril), transformam a sociedade numa massa misógena sem identidade e delegam aos poucos resistentes a pecha de machistas, racistas homofóbicos ou ignorantes.

O cúmulo de tudo, foi quando li numa Marie Claire da vida, o relato de um psicólogo que considerava preconceituoso, não o homem que é contra o homossexualismo (conduta sexual normal, desde que exercida sem incomodar os outros), porém mais: o indíviduo que não cede ao prazer homossexual, o prazer anal passivo. Ora, nossa identidade, seja homo ou hétero, é o que temos de mais precioso em carne, considerar ignorante o indíviduo que não “dá a bunda” é de uma brutalidade atroz, de uma agressão a estrutura psicológica masculina incomparável. Um psiquiatra, analista, psicológo, ou o diabo que o valha, ao propor uma sandice dessas, mostra não valer o papel do diploma que recebeu. É uma aberração ambulante.

A paralaxe cognitiva só explica o quanto a esquerda é dissonante, imcompreensível e paradoxal: Defende a todo custo a liberdade de um estudante estúpido cuspir na cara de um guarda, porém o direito do guarda em revidar com uma cacetete é relegado à condição de “violência policial”. A revolução de 68 foi portanto uma fraude, salvos determinados momentos. Não é preciso ser gênio para perceber que a revista Continente, ao celebrar os 40 anos desse embuste, com uma capa de um drogado debochando de um guarda, não passa de um veículozinho esquerdopata do pior tipo: Aquele anarquista, sem ideal, ideologia, sem revolução, sem nada. Vazio por excelência. Os senhores que defendem tanto esse tipo de anarquia, deveriam insistir para que o exército acabe com suas discrepâncias sociais, e passe a admitir enfermos, deficientes, idosos e, pasmém, até eu que fui dispensado por incapacidade de servir, em suas fileiras como sujeitos capazes de lutar contra uma eventual invasão territorial. Assim, deste modo, todos vocês, fãs do imbecil mó, Gore Vidal, veriam suas vidinhas forjadas na opinião das redações dos piores jornais brasileiros, que não são poucos senão a esmagadora maioria, ruir sistematicamente até a estrutura sub-atômica do pó de qualquer coisa.

Leiam Olavo de Carvalho, seja você de esquerda ou direita. Sua entrevista é, na falta de um adjetivo melhor, Soberba.

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2 comentários

  1. Bruno,
    Primeira vez no seu blog!
    Cheguei até aqui por uma citação ao Olavo de Carvalho e a Paralaxe Cognitiva, feita no blog do Reinalodo Azevedo.
    Me permita uma correção no texto, 4º parágrafo, onde se lê: “…que não sede ao prazer homossexual…”. O correto é CEDE, do verbo ceder, entregar, etc.
    O mundo virtual é “prá sempre”, e seu texto merece a correção.
    Continuarei a visitá-lo, para ler suas opiniões.
    Abraço,
    Donata.

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