reação a reação química

Eu a beijaria,
Derramaria minhas lágrimas
Sobre seus curtos cabelos negros,
E aconchegaria meu rosto dolorido,
Pelo pranto,
Entre seus seios,
Niveladamente fartos…

(se eu a quero bem?
não sei…
amar o próximo como
a mim mesmo,
não é muito,
acredite…)

Inanimado e inerte,
Assim mesmo,
Eu tomaria suas mãos de assalto,
E beijaria seus pequeninos dedos,
Dedilharia suas falanges,
Acomodaria meus olhos sobre
Os delicados contornos de
Seu rostinho angelical,
Feminil andrógeno,
Infantilmente postiço,
Divino…

Então,
Me iludiria,
Com sua encorpada delicadeza ferina,
E seu ardil pragmatismo realista,

Estagnaria o tempo,
E imporia silêncio na
Cacofonia urbana,
Para divagar na rispidez,
Das baixas oitavas,
Tão agudas,
De sua voz agridoce

Aqui, no meu castelinho de sonhos
Despedaçados,
Me pergunto:
Por que tudo nela me parece colorido,
Mesmo os tons cinzentos?

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