Sognare Lucido

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Apple está matando Linux no Desktop?

Janeiro 4, 2008 · 1 Comentário

Para Chris Howard, do applematters.com , sim. A Apple e seu MacOS X estão aniquilando as chances do Linux para o usuário final. Ele cita uma pesquisa do NetApplications, onde aponta que o OS X já detém 7,31% do mercado de PC’s enquanto o Linux amarga sua irrisória percentagem de 0,63%.

Segundo suas análises, não é díficil saber o porquê da minguada participação do Pingüim: A ausência do Microsoft Office, o fraco suporte, a falta da suíte da Adobe, o descaso com o usuário final.

Pessoalmente discordo do quesito suporte, alguém aqui, usuário de um produto Apple, está satisfeito com seu suporte? Nem sabemos onde pedir ajuda, quando o MacOS X dá pau, somos apresentados   ao mesmo terminal (muito mais espartano), do Linux, isso quando não aparece a bela tela do Kernel Panic do Mac…

Qualquer boa distribuição Linux roda bem na maioria do hardware oferecido pelo mercado, enquanto que o Mac só roda em hardware severamente homologado. As tentativas de hackers para converter o Mac OS X para PCs, e assim criar  os famigerados Hackintosh’s, são uma experiência aterradora para o usuário que adora o “Out of the box”, o que comprova como o suporte da Apple para hardware de terceiros é ruim.

Não obstante, a fonte do autor, conflita com outras, e não leva em consideração que as estatísticas falam sobre máquinas e não sobre SO’s, o que abre margem para uma série de variáveis, como a possibilidade de se instalar O próprio Linux nu Mac. Outra estatística mas acurada, da www.w3schools.com, mostra uma pequena diferença a favor do Mac de apenas 0,6%  em novembro de 2007 (3.3%-Linux, 3.9%-Mac), em muitas situações dessa pesquisa, o Linux até ganha do Mac (Julho de 2005, 3.5% para Linux contra 3.0% para Mac’s). E estudos recentes apontam que o Linux superará o Mac OS em breve.

Então, por trás de uma artigo, falacioso, que mescla verdade a mentira, sendo, ao meu ver um FUD, será que se esconde o medo da Apple do Linux? Pouco a Maçã fala do Linux, e Steve Jobs, em recente conferência, reduziu o mundo dos navegadores a Internet Explorer e Safari (míopia, visto que o Firefox está muito a frente deste último?). No site oficial da Apple, Linux praticamente é inexistente em parâmetros comparativos. O que o futuro dirá? Pessoalmente vejo muito mais a Microsoft “interoperando” do que a Apple. Para ela, fenômenos como o Ubuntu, parecem ser desconhecidos…

Fontes:
http://www.applematters.com/index.php/section/comments/apple-is-killing-linux-on-the-desktop/
http://www.w3schools.com/browsers/browsers_os.asp
http://marketshare.hitslink.com/report.aspx?qprid=8

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Novidades para a próxima versão do Inkscape!

Setembro 20, 2007 · 3 Comentários


Obra de arte fotorrealística de
Luciano Lourenço

O Inkscape é um software para criação de gráficos e ilustrações vetoriais, assim como o Corel Draw, ou o Illustrator da Adobe. A principal diferença dele para seus outros concorrentes é que ele é livre, distríbuido sem ônus para o usuário final, com direito a acesso ao código fonte. Outra característica bastante conveniente está em seu formato padrão de arquivo, o SVG, Scalable Vector Graphics, que permite a modificação do conteúdo gráfico a partir da edição de códigos em XML.

Atualmente o Inkscape conta com um menu de efeitos escrito em Python e Perl, recursos avançados para lidar com sombras, transparências e booleanas, além de um fantástico filtro de Blur, ao meu ver, muito superior ao do Corel Draw. Outro ponto forte são as ferramentas de curva, bézier, e o pincel caligráfico, ótimo para criar tipologia manuscrita ,ruídos para design gráfico e texturas.

Adicione a isso o fantástico recurso chamado Tile Clones, que cria cópias com variações a partir de um modelo pré-determinado, podendo ser usado para concepção de artes gráficas verdadeiramente surreais, e você dispõe de uma jóia rara para criação artística digital.

Já são tantos os recursos desse software, que me perco em meio a suas opções. E graças aos esforços do Summer of Code Project do Google, teremos para as próximas versões, ou já na próxima, os seguintes recursos:

  • Importação em PDF para que você possa criar e editar arquivos em PDF, assim como no Corel e Illustrator…
  • Aprimoramento das funções para trabalhos com textos elaborados, o que tornará o Inkscape atraente para diagramação e design gráfico também.
  • Recursos de perspectica isométrica e tridimensionais para quem necessita de gráficos com profundidade.
  • Efeitos em bitmaps, o que aproximará ainda mais o software de gigantes como o Corel Draw que já dispõe de tais funções.
  • Paint Bucket Tools, que consiste no refinamento do clássico balde de tinta, com opções onde você escolhe exatamente a área a ser preenchida.
  • Funções avançadas para desenhos com o pincel caligráfico. Será possível a criação de desenhos a bico de pena com hachuras hiper-realistas.
  • Mais recursos para quem trabalha com Nodes e Paths. Será possível utilizar uma linha como um guide para deformar uma forma sobre ela e assim obter efeitos que lembram articulações flexíveis.
    Pa

Particularmente, acho que o Inkscape é hoje a segunda opção para quem trabalha com curvas e bézier, só ficando atrás do Illustrator, porque só quem conhece o Corel, sabe como é complicado criar trabalhos figurativos com suas curvas, ora muito complexas, ora simples demais e com visual confuso. Mas essa é minha opinião.

Esperem pra ver a próxima versão do Inkscape será histórica…Pra quem quiser uma prévia realmente instável, aí vão os Links:

Fontes:http://en.wikipedia.org/wiki/Inkscape
http://en.wikipedia.org/wiki/Scalable_Vector_Graphics
http://www.inkscape.org

Downloads:http://www.inkscape.org/download/?lang=en

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II ENSL-II Encontro Nordestino de Software Livre e minhas considerações…

Setembro 19, 2007 · 1 Comentário

Sempre fui ligado nessa coisa de Software Livre. Como minha adolescência foi um desastre e minha juventude não compensou muito, precisava de um referencial na vida. E aí encontrei o Linux, e como já achava, em meados de 2000, o Windows um doente terminal sem sistema imunológico, acabei instalando no meu PC o Conectiva 3.0. Um pesadelo completo.

Depois veio o viés ideológico…Os Softwares Livres são distribuídos livremente e você pode, de posse do código, refazê-los e criar seu próprio Frankenstein com o monstro dos outros. Legal. Você pode dá uma cópia pro seu semelhante, que não é crime, pode ensinar informática com eles etc…Tudo muito bonitinho…Mais legal ainda.

Então os eventos se popularizaram, e como existem fanboys de tudo quanto é coisa espalhados pelo mundo, de StarWars a fãs de Porrinha, não podia deixar de existir os amantes do Linux, seu pinguim e de programas de computador livres.

A coisa cresceu tanto que surgiram, no Brasil, os FISLs, Fóruns Internacionais de Software Livre, que já registraram 9000 cabeças pensantes em público, só no ano de 2005. Aí veio a onda do fanatismo, gente que não levava desaforo pra casa e tomava GNU/Linux/SL como religião salvadora. Vieram as aparições na grande mídia, de figurinhas tarimbadas da comunidade, como o Carlos E. Morimoto, o Augusto Campos, o Marcelo Tosatti, Sérgio Amadeu, ]úlio Neves entre outros. Aparições estas, em programas como Jô Soares e revistas como Istoé e veja. Surgiu a “Kuruminmania” blá-blá-blá…

Confesso que fui um membro fanático dessa galerinha. Detestava a Microsoft e julgava as pessoas pelo S.O. que estava instalado em seu computador. Era uma forma de preencher meu vazio interior. Hoje a galera mais fanática cresceu, arrefeceu, e representa os mais maduros da comunidade, gente já no limiar dos vinte e poucos, vinte e tantos e trinta e poucos…

Não odeio mais a Microsoft, não ligo mais pra filosofia do Software Livre, não tenho minhas marcas, nem meus modelos e só uso Blender, Debian, Ubuntu e Gimp porque gosto e porque me ajuda…Se você quiser usar esses softwares, use, senão, problema seu…

A base operacional, o GNU/Linux (obra-prima do finlandês Linus Torvalds), não colou no desktop, devido a problemas técnicos, judiciais, de design, culturais e devido ao monopólio da Microsoft e seu forte lobby na área. Quando o apoio do governo brasileiro surgiu para que a população comprasse PCs com Linux, não houve uma boa recepção e a maioria dos cunsumidores formatou o disco rígido do computador para instalar o que é culturalmente aceito, ou seja Windows XP.

O movimento nacional caiu na real, e a maioria de nós sabe, que hoje, só usará Linux quem quiser, de fato.

A moral da história é que atualmente temos mais computadores e gadgets, como celulares que só não limpam seu bum-bum, com Linux e S.L do que antigamente (até 3 anos atrás), quando o movimento era mais forte. Ou seja: A ideologia baixou a cabeça e venceu a usabilidade e a necessidade.

Software não é arte, e os consumidores nunca o verão assim, exceto os graúdos compradores das traquitanas “cool” da Apple. Software é código que serve pra algo. Ver software como arte é um direito seu, mas não um dever do consumidor. Software não é ideologia, é produto, que pode suportar um ideal de amor ao semelhante, na medida que é compartilhado com os outros. Tomá-lo por si só, e achá-lo fantástico, mesmo que muitas vezes sem função para a sociedade, é puro egoísmo.

E com esse espírito que vou ao ENSL, com o intuito de ver palestras da área, como a de Nathan Wilson da DreamWorks, e não porque venero o produto, porém, sim, sua contribuição para a sociedade e para mim.

Fonte: http://www.ensl.org.br

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