Sognare Lucido

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AIDS e prostituição: O governo incentiva, mente e o HIV progride.

Janeiro 7, 2009 · 7 Comentários

A incidência de HIV entre prositutas é 10 vezes maior que a média da população brasileira

A incidência de HIV entre prositutas é 10 vezes maior que a média da população brasileira.

“A austeridade dos cínicos é ambição de autoridade.”
(Marquês de Maricá)

Programas para redução de danos em saúde pública têm por objetivo dissipar os riscos que determinadas práticas e situações significam para seus envolvidos. Não são uma solução, mas uma minimização  de males maiores. Recentemente acessei um artigo intitulado “O preconceito no relato de profissionais do sexo: violência e estigmatização”,(http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=349 ), nele li uma clara indução a prostituição no seguinte trecho:

“Considerando o início da epidemia da AIDS, a categoria prostituta foi incluída no rol dos “grupos de risco”, o que contribuiu para a inserção das discussões sobre a AIDS na pauta dos movimentos de prostitutas, a fim de desconstruir, socialmente, o preconceito dirigido a essa categorial social, motivando, inclusive, ações políticas no sentido de legalizar a profissão e como forma de estratégia para a redução dos agravos que contribuíam para maior vulnerabilidade à AIDS (Guimarães & Merchán-Hamann, 2005).”

Desconstruir é o termo em voga na atual sociedade moderna politicamente correta. Desconstruir valores, criar novos, abolir mentalidades, “adaptar” tradições, banalizar o sexo. Todas as mentes brilhantes e iluminadas nas faculdades de ciências humanas espalhadas pelo Brasil, simplificam ao máximo a já pedante Teoria Crítica da Escola de Frankfurt em desdobramentos pueris e canalhas no intento de justificar suas propostas para o novo Brasil que “nós queremos”. Não entendem, os iluminados voltairianos, que a imposição por meio da “desconstrução” é uma afronta as liberdades individuais, as mesmas que o próprio Voltaire defendia arraigadamente.

Sabe-se que em 2005 o Brasil rejeitou uma doação de 48 milhões de dólares entregue pela USAIDS, agência americana de combate a AIDS, porque entre as exigências da mesma, estava o combate a prostituição, cuja boa justificativa para seua manutenção em um país, segundo Thomas Coates, diretor do programa de Saúde Global da Universidade da Califórnia, é:  “Muita gente faz sexo por diversão ou por dinheiro”,  ou seja: Ter opções é sempre bom, mesmo que as mesmas signifiquem expor uma parcela da população a um vírus que causa uma doença crônica e mortal. Tudo bem! Se a camisinha falhar para alguém que mantém relação íntima com 100 pessoas por mês, foi apenas por diversão, AIDS por diversão!

Certamente, é desumano não ser informado acerca das margens de falha do preservativo, (5 a 13% no caso do HIV, segundos os relatórios da OMS). Somos levados a crer que o mesmo é 100% eficaz contra tudo! O que é uma mentira covarde. Todavia, muito pior  é assistir nossos filhos serem condicionados a uma vida sexual desregrada, por sabichões como Drauzios Varella e Jairos Bouer, que, com arredondamentos e maniqueísmos crassos, propagam uma filosofia para uma vida sexual “saudável” com a variável “N” parceiros, sem podermos fazer nada, afinal, são “autoridades” . Mas isso é a brisa que precede a tempestade: totalmente condenável é a indução a prostituição, propagandeada pelo Governo Federal de Seu Lula da Silva, como escolha profissional saudável, segura e necessária, e não como uma mazela das sociedades modernas, herança de um passado onde romanos se contorciam de dores advindas da sífilis,  que acomete mulheres desesperançosas, expostas a violência e a uma miríade de DSTs, pobres incautas convertidas em vetor de pragas urbanas.

O caro leitor pode achar que eu estou sendo carola, ou postando um ponto de vista meramente pessoal, mas vocês se lembram das campanhas do governo mostrando mulheres casadas como principal alvo do HIV atualmente, que contraiam de seus maridos promíscuos e infiéis? Pois é, vieram com aquela historinha de fim de “grupo de risco” e etc, com o objetivo de “respeitar os direitos humanos de minorias excluídas”. O resultado não poderia ser mais óbvio: Aumento da incidência do HIV nos grupos de risco, que foram abolidos muito mais por uma postura política que científica. Devido a essa insanidade mesquinha e reptiliana,  pessoas perderam a saúde, por uma questão de “direitos humanos”. Pois bem, o HIV continua seguindo forte ente profissionais do sexo, numa incidência 10 vezes maior que no restante da população, conforme pode ser visto nos dados abaixo, coletados do próprio site do Governo Federal:

“Sorologia para o HIV: A prevalência do HIV entre as profissionais do sexo foi de 6%. Estudo realizado em São Paulo, em 1996, mostrava um índice três vezes maior, 18%.

A prevalência do HIV entre profissionais do sexo é menor que o encontrado, por exemplo, entre presidiárias de Minas Gerais, em 1998 (15%). Também é menor que entre homossexuais (11%, São Paulo, 1997).

A taxa de prevalência entre profissionais do sexo no Brasil é menor que no Canadá (15%), China (10%) e Tailândia (19%) e está acima da Índia (5%) e Argentina (4%). A prevalência do HIV na população brasileira é de 0,65% e entre mulheres, 0,48%.”
FONTE: http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=45088

Portanto, o estudo mostra dados objetivos que evidenciam uma incidência de HIV entre prostitutas em 6%, enquanto na média da  população brasileira a taxa gira em torno de 0,65%. Caro leitor, usando lógica primária ginasial, qual é o grupo de risco? O grupo das profissionais do sexo (termo politicamente correto para se referir à prostitutas), óbvio, tem uma incidência 10 vezes maior! Mas para o nosso ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e todos os lisonjeiros representantes das “ciências humanas”, isso não existe, não existe grupo de risco, não existe vetor de doenças. Cegueira, burrice ou crime contra a humanidade? Na dúvida, não titubeio: é um amálgama de todos.

O primeiro documento ainda apresenta uma conjetura para a estigmatização e esteriotipação das prostitutas que, como demonstrei com as estatísticas, é uma completa tosquice humanística, ou seja, o brasileiro tem motivos mais que suficientes para combater a prostituição, que denigre as mulheres e dissemina DSTs:

“De acordo com Gaspar (1985), os estigmas referentes à mulher Profissional do Sexo podem estar relacionados com uma perspectiva de comportamento desviante de uma representação da mulher, construída socialmente, centrada no tripé mãe-esposa-dona-de-casa.” (Fonte:http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=349 )

E qual a solução que o Governo Federal adotou? Combater a prostituição? Não. Homóloga-la. Prostituição agora é profissão regularizada pela CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) http://www.mtecbo.gov.br/busca/competencias.asp?codigo=5198 . Por mais descabido que seja, essa é a ideologia dos liberais de esquerda: “Pode transar sem medo, com quem e quantos quiser!”. Mas a Ciência não tarda, nem a natureza. Amanhã, quando estivermos todos contaminados, não haverá mais grupos de risco e as autoridades dirão: “Como mostramos no passado, não há grupo de risco”. Cinismo é realmente uma virtude que me faz falta…

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LIMITES À PROPAGANDA: ESSA GENTE FINGE CUIDAR DO NOSSO CORPO PORQUE QUER ROUBAR A NOSSA ALMA

Julho 10, 2008 · 1 Comentário

Original de Reinaldo Azevedo, publicado em http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008_06_29_reinaldo_azevedo_arquivo.html

O governo quer limitar agora, conforme se noticiou aqui ontem à noite, a propaganda de alimentos que “engordam”. Prometi que falaria a respeito na madrugada. Acabei me ocupando de outros assuntos. Retomo a questão.

Há um excesso de intromissão do estado na vida do cidadão e na sua capacidade de escolha para que isso não caracterize um método. Entendam: há uma questão é geral, que é de princípio, que deveria provocar a nossa repulsa fosse qual fosse o governo: o ente estatal não pode tratar o indivíduo como um menor de idade, incapaz de saber o que é bom para si mesmo. Sendo o governo Lula em particular, a atenção deve ser redobrada. Há um núcleo no petismo que está empenhado em criar dificuldades financeiras para o que ele chama “mídia”.

O texto que segue a partir do parágrafo seguinte repete, com poucas alterações, o que escrevi a respeito no dia 4 de julho do ano passado, quando essa idéia veio à luz pela primeira vez. Como se vê, não é iniciativa nova. E também percebemos que eles jamais desistem de uma idéia. Vamos lá.

O método
Este texto identifica um método de ação do governo Lula: o chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, por exemplo, resolveu criar dificuldades para a emissora. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e do de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho.

Penitencio-me aqui. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.

Como sabem, o governo limitou o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invocou com a tal “Zeca-Feira”. Mais: afirmou que a publicidade glamouriza o consumo do produto… No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde…

É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. “Fazer o quê?”, pensei. “Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita”. Eu, o liberal tolo diante de um petista… Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.

A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, “com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio” e de “bebidas com baixo teor nutricional” (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.

Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.

Temporão quer propaganda de camisinha, não de biscoito
Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.

Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.

Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu… Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim…). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?

Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?

Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.

A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.

O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.

Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.

E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?

Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.
*
PS: Divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se.

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Aborto: O Activia do útero saudável!

Julho 2, 2008 · Deixe um comentário

//www.cagle.com/news/abortion/Com 9 métodos contraceptivos disponíveis no mercado, e estou sendo científico, posso chegar a conclusão de que se poderia evitar a gravidez indesejada em 99%, pelo menos…O que sobra é responsabilidade. Se você faz sexo, assuma. Agora se vazou, problema seu…”Controle absoluto” da situação não lhe dá o direito de tapar os buracos com a vida alheia.

A embriologia já disse: A vida começa na concepção. O resto é sofisma e discurso politicamente correto de democrata americano, justificando que crianças nascidas vivas, em abortos falhos, devam ser mortas com uma marretada. Ou talvez um filminho Hollywoodiano com uma atriz sofrendo o Diabo porque não pode criar seu bebê e, de quebra, levando uma estatueta.

O que vejo nessa tentativa pueril de livrar-se da responsabilidade, por parte dos pais e não somente da mulher, é uma covardia. Um medo doloroso de encarar a vida e uma simplificação estúpida das conseqüências biológicas e psicológicas do aborto, para a mulher e para o homem. Aborto é perfeito. Resolve tudo. É o Activia do útero saudável.

O aborto tem um custo biológico grande para a mulher, transtornos psicológicos enormes, e custo financeiro, que, em muito, superam uma boa camisinha. Culpar a mãe é errado mesmo…A culpa é do pai, da mãe, da mãe da mãe e da mídia e governos que comparam a sexualidade humana ao nível mais reles e baixo da animalidade coisificada.

Ainda existe uma verdade, da qual não se pode fugir: O feto é dos dois: 23 cromossomos masculinos e 23 femininos. Não é “coisa de mulher”. Embora, passe muito mais tempo nela, óbvio, ela não faz sozinha. Justificar o aborto com: “Ah, mas às vezes o método falha…” é de uma hipocrisia dantiana: As vezes a arma do policial dispara e mata um inocente, vamos perdoar o coitado então? Às vezes um acidente de trânsito ocorre, porque, “as vezes”, o motorista esqueceu e bebeu demais. Resultado: Vamos perdoar o coitado do motorista que estava “depré” e exagerou na branquinha?

Categorias: saúde

Pedofilia e ONU: tudo a ver!

Junho 29, 2008 · Deixe um comentário

A ONU e o governo globalista, patrocinam ONGs \"defensoras dos direitos humanos\". A começar pela pedofilia.

Tropas de paz da ONU estão sendo acusadas de pedofilia grave, do pior tipo, com penetração íntima e destruição das estruturas internas do sistema reprodutivo do corpo das crianças. Qual é a novidade? A boa nova é que ninguém está preocupado com isso, a ONU não punirá os responsáveis, como bem frisou. E, só interessa a mídia, quando temos instituições como a Igreja envolvidas. Porque assim sendo, podem associar a moral religiosa a depravação e parafilias. Esse pessoal não vale o que come nem o que defeca. E o que dizer de Hollywood? A fábrica de filmes americana é a grande distribuidora de pontos de “vista ao redor” do mundo. Filmes como Filadélfia, Saved, entre outros, conseguem grande atenção porque são “inovadores” no sentido de desmontar instituições religiosas. Gente intelectual, a maioria de esquerda, fecha os olhos quando a coisa cai pro lado deles.  Alguém espera que o Governo Brasileiro faça algo? Não devia. Não vai fazer. Nosso país é politicamente correto, e ser politicamente correto é ser homossexual (sem qualquer julgamento de valor, pois a sexualidade entre dois adultos é íntima e legitima), ser globalista, fechar os olhos para as barbaridades hediondas da ONU e dá nota máxima para os “rarissimos” milhares de filmes que acusam a Igreja de pedofilia.

ONG denuncia novos abusos de crianças por tropas de paz

Crianças que vivem em áreas atingidas por conflitos ou desastres continuam sofrendo abuso sexual por parte de funcionários de ONGs e membros de tropas de paz, sugere um relatório divulgado nesta terça-feira pela entidade britânica Save the Children.

Intitulado Noone to turn to – The under-reporting of child sexual exploitation and abuse by aid workers and peacekeepers (Ninguém a quem recorrer – A pouco denunciada exploração sexual infantil por funcionários de ONGs e tropas de paz), o documento é resultado de entrevistas feitas em 2007, com 341 crianças na Costa do Marfim, sul do Sudão e no Haiti.

O relatório diz que as vítimas dos abusos são crianças de ambos os sexos, com idade a partir dos seis anos.

Entre os abusos relatados pelas crianças entrevistadas estiveram estupro, prostituição infantil, escravidão sexual, pornografia, troca de sexo por comida, tráfico infantil para sexo e exposição a indecências.

O relatório não identifica as organizações envolvidas nos incidentes, mas afirma que “os que cometem os abusos podem ser encontrados em todo tipo de organização de paz e segurança, entre funcionários de todos os níveis e entre trabalhadores recrutados local e internacionalmente”.

O documento ressalta que as tropas de paz da ONU “são uma fonte particular do abuso em várias localidades, especialmente no Haiti e na Costa do Marfim.

Segundo a autora do documento, Carina Charky, a principal razão pela qual os abusadores não são identificados é o medo das crianças de represálias.

“Para fazer essa pesquisa tivemos que criar um nível de confiança grande com as crianças e prometemos que não levaríamos adiante os casos de abuso que elas identificaram”, afirmou Charky.

Impunidade

O documento ressalta que o aspecto mais chocante do abuso sexual é que a maioria dos casos não é denunciada e que os responsáveis seguem impunes.

Uma adolescente de 13 anos que vive na Costa do Marfim contou sua experiência à BBC. Ela conta que foi estuprada por um grupo de dez soldados de paz da ONU, que a deixaram no chão, sangrando, tremendo e vomitando.

Nenhuma ação foi tomada contra os soldados. Em um caso relatado no documento, uma adolescente de 15 anos no Haiti contou que durante um passeio em um parque, ela e as amigas encontraram dois funcionários de agências humanitárias.

“Eles nos chamaram, mostraram seus órgãos genitais e ofereceram cerca de dois dólares para que fizéssemos sexo oral. Eu não aceitei, mas algumas das minhas amigas aceitaram pelo dinheiro”, contou.

Segundo o documento, a maioria dos casos não é denunciada porque as pessoas temem em ficar em uma situação ainda pior.

“As pessoas não denunciam porque têm medo que as agências parem de trabalhar na região, e nós precisamos delas”, disse um adolescente no sul do Sudão.

Recomendações

O relatório da ONG recomenda a criação de mecanismos locais e internacionais para lidar com as denúncias de abuso.

Segundo a ONG, a comunidade internacional havia prometido uma política de tolerância zero em casos de abuso sexual contra crianças, mas a promessa não está sendo praticada nas áreas afetadas.

Em resposta às acusações do relatório, um porta-voz da ONU, Nick Birnback, afirmou que é impossível garantir que nenhum incidente irá acontecer em uma organização que tem mais de 200 mil funcionários servindo em diferentes regiões.

“O que podemos fazer é reforçar e propagar a mensagem acerca da política de tolerância zero, que significa zero complacência quando alegações confiáveis forem levantadas e quando acreditarmos que algum abuso tenha sido cometido”, afirmou Birnback.

O porta-voz declarou ainda que a ONU não tem autoridade para agir contra os responsáveis.

“Essa é uma das questões que estamos discutindo, mas isso não significa que não acompanhamos os casos de forma rígida quando temos qualquer tipo de alegação. No entanto, é responsabilidade dos países-membros garantir a punição”, afirmou.

A ONU declarou ainda que o relatório é bem-vindo e que a organização irá estudar seu conteúdo atentamente.

A missão de paz da ONU no Haiti é comandada por militares brasileiros.

Fonte: http://criancas.uol.com.br/novidades/bbc/ult4551u77.jhtm

Categorias: saúde

Re: Ativismo Gay e Liberação Sexual das Crianças.

Maio 31, 2008 · 2 Comentários

Esta é uma resposta a uma discussão sobre o número de assassinatos de homossexuais cometidos no Brasil, que ainda está aberta no Fórum http://www.e-cristianismo.com/. Felizmente nosso país é um local agradável para o convívio e a prática homossexual, são recordes na parada gay de São Paulo, vagas nas melhores Unversidades, funcionalismo público repleto de pessoas com diversas orientações sexuais, selo para ambiente comercial Pró-gay, casas noturnas bons empregos etc. É verdade que no passado não era assim, nosso povo era doente de homofobia. Mas insistir que nossa sociedade é doente de homofobia, e assassina, nos dias de hoje, é calúnia e difamação. Mas é isso que fazem as ONGs falsas, que não lutam pelo direito dos homossexuais de fato, e sim por uma posição politíca e uma agenda que as inclua em todos os ministérios, do turismo a saúde. Tudo está documentado. Com links para sites imparciais. Estou fazendo uso do meu direito democrático, (artigo 5º da constituição), porque embora seja a favor da causa, sou contrário as entidades politizadas e manipuladoras.

Quando argumentei que o número de homossexuais mortos no Brasil é infeiror, proporcionalmente, ao número de assassinatos nos outros segmentos, sendo 0,3% do total, um usuário argumentou com a seguinte expressão de deboche:

“Morri”

Morreu?

Então, eu vou lhe dar a estatística oficial e neutra. Gosto da verdade, e todos sabemos que é impossível colocar 3 milhões de pessoas na Paulista, matematicamente falando…Mas você nem contesta minhas fontes, apenas desqualifica-as. O próprio Luiz Mott, admitiu no CMI (Central De Mídia Independente), ser favorável a relação “de adultos e crianças” e considera retrograda nossa sociedade por não aceitá-la http://archives.lists.indymedia.org/cmi-mulheres/2004-April/001006.html.

Vou lhe dá uma estatística: Os movimentos gays falam que se matou 2.647 pessoas homossexuais desde 1980 no Brasil, http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/08/ult23u1777.jhtm, e isto sem considerar crimes homofóbicos ou não, foi o total de mortos mesmo, se levarmos em consideração os crimes homofóbicos temos bem menos. No Brasil se matou, desde a mesma data 800.000 pessoashttp://www.camara.gov.br/sileg/integras/398227.pdf, ora, se 14% da população brasileira é homossexual, http://www.ggb.org.br/moviment_glbt4.html segundo os próprios gays, faça os calcúlos de quantos homossexuais foram mortos no Brasil desde 1980: 0,3% do número total de assassinatos. Me parece que a vida deles vale mais que a nossa, crianças, velhos, mulheres, que a minha, ex-simpatizante da causa, . Mas já sei, o UOL é homofóbico, a Câmara é homofóbica, e o Grupo Gay da Bahia também, e o Jornal de Esquerda CMI, também… Ou então são mentirosos!

É lógico que torço pelos gays, pelo fim do preconceito, pela possibilidade de andar com amigos gays sem ser tachado de “pederasta”, pelo fim da homofobia, pelo casamento deles e pela adoção de crianças por parte deles, mas que seus movimentos mentem, deturpam e impoem sua cultura como algo que deve ser seguido por fim da força, isso é impossível de se negar, a não ser que você seja cego ou não queira enxergar! Claro, posso esperar outro argumento inteligente como “morri”.? Ou então, “Nossa, mas você está obssecado”, ou então uma exclusão do tópico, por incapacidade de outrem em debater civilizadamente. É com VERDADE e CORAGEM que se constrói vitórias, e não com mentiras.

Links de outras fontes, pró-gay:
Log público da Troca de Emails entre Mott e ativistas gays no CMI-
http://archives.lists.indymedia.org/cmi-mulheres/2004-April/001006.html
Assassinato de homossexuais
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/08/ult23u1777.jhtm
Assassinato total de Brasileiros.
http://www.camara.gov.br/sileg/integras/398227.pdf
Número de brasileiros Gays no Brasil.
http://www.ggb.org.br/moviment_glbt4.html

E encerrei meu E-mail. Gostaria que o casamento gay fosse aprovado, que pudessem adotar crianças. Mas impor uma lei anti-democrática,  sob o manto do “combate a homofobia”, é o cúmulo do descaramento e imposição ditatorial. As fontes estão todas aí, é díficil negar o óbvio: Que “morrer de morte matada” no Brasil, é “regalia” de todos e não de grupos especificos, como gays. Mulheres morrem porque são vulneráveis a ataques de bandidos, policiais pelos mesmo motivo visto que os combate, estudantes, porque são assaltados o tempo inteiro, aposentados no caixa do banco e, pasmém, gays porque são vítimas de crimes de homofobia. Todos somos vítimas. Bastou usar um relógio, ou andar com um notebook na pasta.

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Dr.Jairo Bouer: Mentira alienista para imbecil acreditar.

Maio 15, 2008 · 5 Comentários

Navegando pelo mundo da Net, deparei-me com o site do Dr.Jairo Bouer (http://doutorjairo.uol.com.br ), sexólogo, expoente máximo da geração “com camisinha vai até o braço!”. Um site ruim, sem referências médicas, sem prestígio e repleto de meias verdades e contradições severas. Em plena era da AIDS o sujeito, que é médico, dá a entender, intrinsicamente, que a camisinha é 100% segura, ao tempo em que com ela podemos ter “milhares” de parceiros e ainda assim nunca falhará, se for executado seu uso perfeito. Em que mundo o Sr. vive? Um mundo em que os seres humanos, especialmente os jovens, nunca erram? Ora! Os processadores dos melhores computadores falham, mesmo sendo fabricados em salas 1000 vezes mais limpas que uma de cirúrgia, porque a camisinha não falharia? Ela pode falhar, sim. Mas não significa que você não deve utilizá-la, afinal, sem ela, estará 100% exposto.

Vejamos as falácias bem estruturadas do Dr. Jairo. Na resposta a pergunta Posso mesmo confiar na camisinha para prevenir DSTs? o Dr. Jairo simplesmente afirma que sim, e culpa os grupos religiosos por dizerem que não, como se não fosse a OMS que tivesse tomado a primazia da Igreja… Dr. Jairo, nem todos os seus leitores são imbecis quanto o Sr. pressupõe, alguns lêem as fontes oficiais que tanto insistes em deturpar em nome do “amor livre”. Num estudo de 2005 a OMS (Organização Mundial da Saúde), afirma categoricamente que a camisinha é fundamental como método para prevenção parcial de doenças sexualmente transmissíveis. Inclusive mostrando que, para doenças como gonorréia e HPV, a taxa de eficiência é de 50 a 70%. O Sr. aceita o ônus da culpa, pelo seu descaso com a saúde alheia, caso alguém contraia gonorréia ou outra DST, para a qual a camisinha fornece tão somente “alguma proteção” ? Certamente que não, afinal, acima de você está Temporão, o “boi de piranha” para mentirosos de galocha a respeito de DSTs.

Em outra pergunta na mesma página, encontramos a indagação:É verdade que existem doenças sexualmente transmissíveis mesmo com o uso da camisinha?

Para esse questionamento a melhor resposta do  Dr. é que a camisinha protege contra todas as DSTs, menos as áreas expostas do corpo, contaminadas pelo HPV, e depois, para não falar a verdade, que a camisinha não é 100% confiável, faz uma “mêa-culpa”:“De qualquer jeito, a camisinha ainda é o modo mais confiável de manter uma vida sexual ativa saudável e protegida”. Ou seja, é o melhor porque sem ela você tem zero de proteção, porém com ela, não muito mais que 50% em alguns casos, como na transmissão do HPV e no contágio da gonorréia. O “cuidado” dele é uma tentativa de ocultar um racíocinio tão óbvio que até um babuíno conseguiria captar: O de que não dá pra confiar 100%, mas dá pra passar essa impressão “pras “vítimas” do meu ’siteco’.”.

O senhor é tão débil na vã tentativa de ser alienista e maniqueísta que simplesmente, na mesma página (http://doutorjairo.uol.com.br/tira-duvidas.asp?IdTipoItem=4), posta casos de pessoas vítimas de falhas da camisinha, perguntando o que fazer após o rompimento da mesma. Isso chama-se dissonância cognitiva. Falas uma coisa aqui e lá na frente outra oposta, porém queres por fim da força, contrariando todas as lógicas da razão humana, que todos acreditemos na primeira. Sinceramente, não aconselho as mães a levarem seus filhos e filhas para se consultarem com o fortuito médico… Ora, sabemos, por via das pesquisas do Instituto John Hopkins, que a camisinha tem eficácia de 75 a 90% no combate a gravidez. Portanto se acontecer de sua filha ficar grávida após uma consulta com o Dr. Bouer, há alguma possibilidade dela ter sido vítima do mantra “pode tudo, desde que use camisinha!”. Na verdade os país deveriam estar conscientes das possibilidade das falhas dos métodos, para assim, proteger melhor suas proles, com uma sexualidade saudável, permeada pelo uso responsável e constante do preservativo. E não pela abordagem simplista de um sujeito que mais parece a versão oposta das velhas carolas do passado. Por sorte dos adolescentes, o site do Dr. Jairo Bouer, que insiste em passar uma postura visivelmente postiça de  jovem com27 anos, é pouco  visitado para os parâmetros de “celebridade” que convém a este senhor de meia idade. Portanto, pessoal, o que dizem os organismos internacionais, é que sexo deve ser feito sempre de camisinha, porém sempre há um risco no contágio de doenças sexualmente transmissíveis. Risco menor, este, que pagamos para exercer nossa sexualidade plenamente. Mas ainda assim existente.  Dr. Jairo, tenho certeza de que o senhor é um homem culto, médico, que leu todos os estudos da OMS referentes ao tema, portanto deturpação e meias-verdades não ajudam em nada, a informação consciente, com as vantagens e falhas do método, sim. Porque, doutro modo, as pessoas não poderão tomar suas decisões completamente informadas.

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Preservativo:A prevenção deve ser feita, mas não é 100% eficaz.

Maio 12, 2008 · Deixe um comentário

Sou crítico ferrenho das campanhas anti-HIV e anti-DST do Governo Federal Brasileiro. Elas nos passam a impressão de que o uso do preservativo é suficiente para a total proteção do usuário contra infecções sexuais. Pelos seus critérios , o indivíduo pode tomar para si qualquer atitude ou postura sexual que, inda assim, estará seguro contra a AIDS e qualquer DST, ou mesmo uma gravidez indesejada.

Ora, prevenção é importante, devemos sempre utilizar preservativos, mas o uso constante de tal medida preventiva, não é por si só suficiente. É preciso diálogo com a(o) parceira(o) e pôr em prática uma conduta  bem ponderada que leve o indíviduo a diminuição do número de contatos sexuais com múltiplos agentes. A camisinha entraria aí, como um instrumento chave, indispensável para o combate das malditas DST’s, mas não como um escudo miraculoso da permissividade humana, algo que leve a nós todos a plena satisfação dos gozos venéreos, por mais besteais e desregrados que sejam.

E por que questionar a total eficácia do preservativo, ou ao menos, a percepção que se pretende passar dos mesmos através das campanhas governamentais? Porque os profissionais de saúde pública estão preocupados com estatísticas, tão somente. Para eles importa apenas que 70, ou ainda 90%, das pessoas estejam protegidas contra o HIV. Os outros 10% são cordeiros de sacríficio. Sangrados a alguma divindade pagã, em prol de uma maioria escolhida. É a exclusão da minoria, desfavorecida pela sorte. Algo bem típico do pensamento que suprime o indíviduo arbitrariamente de um benefício, pelo bem-estar da coletividade

Vou analisar as próprias estatísticas de Um artigo publicado pelo The Johns Hopkins School of Public Health cuja tradução está disponível no site http://www.bibliomed.com.br. Seu título é Preservativos: Reduzindo as Barreiras. Este documento, elaborado por uma instituição científica reconhecida, explica como os condoms são eficazes na prevenção de DSTs, porém, deixa frestras abertas, por onde nebulosas nuvens insistem em passar, não dissipando as dúvidas. Basicamente, o artigo confere credibilidade a prevenção, mas se esquiva em comentar as margens de erro desta mesma. O que ocorre é a parcial manipulação maniqueísta de uma informação importante, que, doravante pasteurizada, chega aos ouvidos do consumidor, incompleta
: Ou seja, “parcialmente eficaz” se transmuta em “totalmente eficaz”, (o que significa que, se você não utilizar o preservativo, estará sim, 100% exposto, in natura, de fato). A mentira, divulgada nos Meios de comunicação, consiste em passar total segurança sobre um método, que é sim, falível, em determinadas circunstâncias. Uma irresponsabilidade sem precendentes.

Analisando o artigo encontrei alguns dados:

Eficácia do preservativo no seu uso perfeito contra a Gravidez Indesejada:

3 em cada 100 mulheres engravidam, a “boa nova”, segundo o autor, é que essa taxa é bastante baixa, porém pílulas anticoncepcionais têm ineficácia menor que 1%.

Eficácia no seu uso típico contra a Gravidez Indesejada:

O uso típico é o uso do dia-à-dia, portanto é a natureza do que ocorre, de fato. Os estudos realizados
mostram uma ineficácia de 16%,  na Tailândia e 14% nos EUA.

Eficácia contra HIV

Segundo o estudo, a taxa de transmissão do HIV, entre casais soro-discordantes, é menor que 1%. Um estudo avaliou 256 casais nessa condição e concluiu que após 20 meses não houve infecção pelo HIV, entre os casais que usaram de forma consistente o preservativo. Porém, é de se esperar que sendo o ser humano falível por natureza, esse “uso ideal”, na prática, é díficil de se obter. Entretanto, concordo que “não usar” é pratica condenável.

Alguma proteção contra outras DSTs (longe dos 100%, como o Governo Federal nos leva a acreditar)

Nos casos da Clamídia e Gonorréia, a eficácia do preservativo é de 60 a 80%, portanto há uma margem de erro de 20 a 40%. Os programas de saúde pública simplesmente não avisam, ou omitem por elipse,  essas taxas de seus usuários, os médicos fazem o mesmo. O paciente, deveria estar ciente dos índices de falha de um método preventivo, qualquer que seja , como direito seu. Direito a informação, mas não parece ser do interesse da classe médica. É melhor, para o cidadão, permanecer manipulável.

A pior situação está correlacionada ao índice de falhas referente a HPV,  herpes, e trícomoniase. Para esta última as possibilidades de inéficacia chegam a 70%. Segundo o estudo.

Uso incorreto é responsável por 1/4 das gravidezes indesejadas.

Outra estatística gritante. O design de um bom produto deve levar em consideração o índice de falhas do usuário, assim, uma cadeira deve ser suficientemente resistente para suportar o peso de um usuário que opta por sentar-se em seu braço, por exemplo. Porém, esse mesmo estudo mostra que o uso inconsistente do preservativo, é responsável por 1/4 das gravidezes indesejadas nos EUA. A possibilidade de se usar corretamente a camisinha passa por uma via crucis de variáveis e regras que devem ser observadas, de tal modo, que errar na sua colocação, se torna pratica corriqueira. Como confirma o estudo ao afirmar que “As pessoas freqüentemente usam preservativos de forma inconstante ou incorreta”

Taxa de rompimento é baixa, mas não chega a zero: 1 a 13%.

Os estudos apontaram uma taxa de ruptura que varia de 1 a 13% na relação vaginal, mas a média ficou abaixo de 2%. No coito anal essa taxa variou de 1,6 a 7,3%. Mas uma vez, a população não é avisada sobre a possibilidade de haver falha no uso do método. As propagandas governamentais são claras: “Transe ‘até morrer’ com quem quer que seja, desde que use preservativo”.

Casais de longa data são menos propensos a falhas no uso da camisinha.

O estudo apontou uma baixa taxa de rompimentos em casais monogâmicos. Homens com suas namoradas tendem a utilizar o preservativo de maneira mais ineficaz. Enquanto os casados o fazem com mais perícia, devido a experiência na colocação adequada do mesmo.

Defeitos de fabricação ocorrem

Mesmo diante da vigilância pesada das autoridade públicas e de saúde, imprevistos ocorrem. Em 1998, autoridades sul-africanas devolveram milhões de preservativos importados que não foram adequadamente testados. Em 1992, um estudo mostrou que 29 de 89 amostras de preservativos testados apresentavam alguma falha em sua estrutura, o que permitiria a passagem do vírus HIV através de poros existentes em camisinhas defeituosas (http://www.vivatranquilo.com.br/saude/colaboradores/ministerio_saude/preservativos/mat2.htm). Fica claro que como todo e qualquer objeto manufaturado pelo homem, a camisinha não é 100% eficaz, e que portanto o consumidor deveria estar ciente de seus riscos, até para mover ações legais contra os fabricantes e o Ministério da Saúde, que leva-o a crer numa eficácia total do método através de campanhas publicitárias. Isso, entretanto, não deve ser usado como pretexto para a abstenção sexual, ou o sexo desprotegido, e sim para uma vida sexual mais regrada, onde há diálogo e redução do número de parceiros, fortalecida com a segurança, parcial, porém importante, dos famigerados condoms.

Conclusão

  • Eficácia do preservativo contra o HIV: Segundo o estudo, 99% no seu uso ideal (faltam dados referentes ao uso típico).
  • Eficácia do preservativo contra a gravidez: Uso Ideal 97%. Uso típico: 84% no pior caso (Tailândia) com falha de 14% nos EUA.
  • Taxa de ruptura: 1 a 13%.
  • Falha na prevenção contra outras DSTs:
    • Clamídia e Gonorréia: 20 a 40%.
    • HPV,  herpes, e trícomoniase: Até 70%.

  • Portanto, levando-se em consideração que o preservativo tem um eficácia superior a relação sexual desprotegida, ele deve sempre ser utilizado. O inconveniente, perigosissímo, reside no fato do governo omitir as taxas de falha intrínsecas e extrínsecas do método para a população. O consenso geral é de que o uso do preservativo por si só, resolve todos os problemas referentes a gravidez indesejada e transmissão de DSTs. O que não é verdade. Ele confere proteção parcial, bastante alta, contra gravidez, mas apresenta um índice de falhas não desprezível. Ainda com relação a outras DSTs, o preservativo confere alguma proteção, mas pode chegar a apenas 30% nos casos de clamídia e HPV. Portanto é uma conduta criminosa e irresponsável, esta adotada pelo Ministério da Saúde. Não alertar a população sobre o índice de falhas do preservativo, incentivando, inclusive,  meninas de 13 anos a manter relações sexuais precoces (Vide campanha do governo federal: “Bom de cama é quem usa camisinha.”). O preservativo, deve sim, ser proposto dentro de uma poítica “holística”, que inclui educação sexual, redução do número de parceiros, diálogo, e observação dos órgãos sexuais dos parceiros a procura de eventuais verrugas e ulcerações. Ainda que, isoladamente, essas políticas, segundo os próprios estudos, se mostrem falhas, no conjunto são efetivas, pois tendem a preencher os percentis, onde a camisinha deixa lacunas perigosas, (Vide Política do ABC, empregada em Uganda, http://www.usaid.gov/our_work/global_health/aids/News/abcfactsheet.html).

Fontes:
The ABC of The AIDS preventions, http://www.usaid.gov/our_work/global_health/aids/News/abcfactsheet.html, 11.05.2008, 8:35hs.

Preservativos: Eficácia, http://www.vivatranquilo.com.br/saude/colaboradores/ministerio_saude/preservativos/mat2.htm, 11.05.2008, 8:35hs.

Preservativos: Reduzindo as barreiras, Qual é a eficácia dos preservativos?,
http://www.bibliomed.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=12839&ReturnCatID=499

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Com camisinha pode tudo, inclusive morrer…

Dezembro 19, 2007 · 2 Comentários

Imagem disponvel em http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/preservativos/materias.php?local=0&id=2047

Há uma banalização da sexualidade ancorada no uso da camisinha. “usou camisinha, pode tudo!”. Estudos recentes do CDC, centro de controle de doenças, nos EUA, revelaram que o preservativo pode falhar em até 20% dos casos, a OMS, mais modesta, optou por 5%. A média dos estudos é de 10 a 12%.

Em geral culpa-se o usuário pelo mau uso. Oras! O projeto de um produto também deve prever mau uso, é a máxima do design e da engenharia. Seres humanos não são perfeitos.

Uma recente campanha, ainda em voga, do governo federal incentiva claramente os jovens a terem uma vida sexual, inclusive com soropositivos. É visível no cartaz um jovem de 21 anos soropositivo e uma pseudo-celebridade brasileira, fazendo apologia a uma sexualidade exacerbada. Gostaria de saber como ficaria a consciência desse rapaz, se soubesse que perpetrou sua condição para outras pessoas, certamente ele ficaria arrasado.

É óbvio que o Governo Federal não arcará com as consequências indesejáveis de sua própria campanha, como estouro de preservativos, esquecimento do mesmo, ou pior: Sabe-se que culturalmente, jovens bebem antes de transar, e tentar negar a bebida é como negar o próprio sexo, então sabendo-se disso, é lógico o aumento das possibilidades de haver falha no uso do preservativo. Mas o governo federal, e a corja de médicos do “pode tudo”, amplamente ancorados pela “ciência pasteurizada”, não levam em consideração a sociedade em que vivemos e suas características culturais. Lamentável…

É óbvio que o governo segue a cartilha da OMS, é óbvio que há deturpação, é óbvio que psicólogos aceitam comportamentos promíscuos…Na lei do “pode tudo” a camisinha evolui de método de controle de doenças eficaz, não nego, para perfeito e as pequenas margens de erro significam vidas destroçadas, irrelevantes para as autoridade de saúde pública. Afinal, 5% equivale aos cordeiros, a quem, arbitrariamente, foi legada a função de sacríficio em prol dos 95%.

Não estou negando que há a redução da infecção pelo HIV, com o uso adequado do preservativo, antes disso, recomendo enfaticamente que usem o preservativo, é empírico, ele funciona. Mas o que contesto é a permissividade que se propõe com esse método de controle, como se fosse perfeito, e o descuido com a margem de erro, que, eventualmente, significa vidas humanas perdidas.

Os médicos simplesmente estão desconsiderando que pessoas são falíveis,  e que tendo muitos parceiros, falhando no uso do preservativo, aqui e acolá, terão muito mais chances de contrair DST’s gravíssimas, como a própria AIDS.

Você, caro leitor, inclusive caro leitor cético, também, para quem a ciência é um dogma, pode está pensando que estou sendo anti-científico, porém tudo que falo é amparado pelos estudos dos próprios proponentes do “amor livre”. Senão vejamos este trecho do folheto do FDA, órgão do governo americano que regula medicamentos e alimentos:

”A maneira mais segura de evitar estas doenças (sexualmente transmissíveis) é não praticar o sexo (abstinência). Outra maneira é limitar o sexo a somente um parceiro que também se compromete a fazer o mesmo (monogamia). As camisinhas não são 100% seguras, mas se usadas devidamente, irão reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive AIDS.” (http://www.fda.gov/cdrh/consumer/condom-brochure.pdf)

Sou totalmente contrário a que se deixe de praticar sexo, não sou homofóbico, e por mim que cada uma ame como e por onde quiser. Não estou levando em consideração minhas convicções religiosas, o que estou querendo dizer é que há um risco e esse risco está sendo negado, e o pior, não está sendo divulgado. Quem pratica sexo sem preservativo, está 1oo% exposto, mas quem pratica sexo com preservativo não está 1oo% protegido. Isto é empírico, também. Portanto considero que vale a pena num relacionamento o diálogo, a monogamia, e não o casamento, celibato, abstenção, o que for, necessariamente, e a procura por uma vida sexual saudável permeada pelo uso racional da camisinha como proteção eficiente, inclusive para o controle de natalidade.

Em tempos, não sou favorável a conduta da Igreja Católica ou das denominações protestantes,  totalmente contrárias ao uso do preservativo, não acredito que o vírus passe pelo poro da camisinha, porque já foi provado que não passa. A discussão aqui é sobre a percentagem de falibilidade da camisinha e da interação da mesma com o seu usuário, e como essa percentagem está sendo desconsiderada pelas autoridades. Assim como sua propaganda está incentivando uma sexualidade exacerbada em jovens e mesmo pré-adolescentes.

É claro que em determinadas condições a discussão sobre uma sexualidade salutar não convém, como no caso das prostitutas e demais grupos de risco. Eles não vão reduzir parceiros, eles não vão abdicar de sua vida profissional atrelada ao sexo, então fica claro que devem, obrigatoriamente, usar preservativo, porque, mesmo que o mesmo não seja 100% eficaz, sem ele a taxa de disseminação de doenças será brutalmente maior.

E então, caro leitor. É “totalmente”, e friso essa palavra, responsável a propaganda permeada pelos veículos de comunicação e pelo Governo Federal, sobre os métodos para a prevenção da infecção pelo HIV? Gostaria de saber a sua opinião.

De antemão deixo minha opinião: Acredito no condom, como método eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmíssiveis, mas não isoladamente e sim dentro de uma política voltada para uma sexualidade saudável, onde há diálogo e redução do número de parceiros.

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