
A incidência de HIV entre prositutas é 10 vezes maior que a média da população brasileira.
“A austeridade dos cínicos é ambição de autoridade.”
(Marquês de Maricá)
Programas para redução de danos em saúde pública têm por objetivo dissipar os riscos que determinadas práticas e situações significam para seus envolvidos. Não são uma solução, mas uma minimização de males maiores. Recentemente acessei um artigo intitulado “O preconceito no relato de profissionais do sexo: violência e estigmatização”,(http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=349 ), nele li uma clara indução a prostituição no seguinte trecho:
“Considerando o início da epidemia da AIDS, a categoria prostituta foi incluída no rol dos “grupos de risco”, o que contribuiu para a inserção das discussões sobre a AIDS na pauta dos movimentos de prostitutas, a fim de desconstruir, socialmente, o preconceito dirigido a essa categorial social, motivando, inclusive, ações políticas no sentido de legalizar a profissão e como forma de estratégia para a redução dos agravos que contribuíam para maior vulnerabilidade à AIDS (Guimarães & Merchán-Hamann, 2005).”
Desconstruir é o termo em voga na atual sociedade moderna politicamente correta. Desconstruir valores, criar novos, abolir mentalidades, “adaptar” tradições, banalizar o sexo. Todas as mentes brilhantes e iluminadas nas faculdades de ciências humanas espalhadas pelo Brasil, simplificam ao máximo a já pedante Teoria Crítica da Escola de Frankfurt em desdobramentos pueris e canalhas no intento de justificar suas propostas para o novo Brasil que “nós queremos”. Não entendem, os iluminados voltairianos, que a imposição por meio da “desconstrução” é uma afronta as liberdades individuais, as mesmas que o próprio Voltaire defendia arraigadamente.
Sabe-se que em 2005 o Brasil rejeitou uma doação de 48 milhões de dólares entregue pela USAIDS, agência americana de combate a AIDS, porque entre as exigências da mesma, estava o combate a prostituição, cuja boa justificativa para seua manutenção em um país, segundo Thomas Coates, diretor do programa de Saúde Global da Universidade da Califórnia, é: “Muita gente faz sexo por diversão ou por dinheiro”, ou seja: Ter opções é sempre bom, mesmo que as mesmas signifiquem expor uma parcela da população a um vírus que causa uma doença crônica e mortal. Tudo bem! Se a camisinha falhar para alguém que mantém relação íntima com 100 pessoas por mês, foi apenas por diversão, AIDS por diversão!
Certamente, é desumano não ser informado acerca das margens de falha do preservativo, (5 a 13% no caso do HIV, segundos os relatórios da OMS). Somos levados a crer que o mesmo é 100% eficaz contra tudo! O que é uma mentira covarde. Todavia, muito pior é assistir nossos filhos serem condicionados a uma vida sexual desregrada, por sabichões como Drauzios Varella e Jairos Bouer, que, com arredondamentos e maniqueísmos crassos, propagam uma filosofia para uma vida sexual “saudável” com a variável “N” parceiros, sem podermos fazer nada, afinal, são “autoridades” . Mas isso é a brisa que precede a tempestade: totalmente condenável é a indução a prostituição, propagandeada pelo Governo Federal de Seu Lula da Silva, como escolha profissional saudável, segura e necessária, e não como uma mazela das sociedades modernas, herança de um passado onde romanos se contorciam de dores advindas da sífilis, que acomete mulheres desesperançosas, expostas a violência e a uma miríade de DSTs, pobres incautas convertidas em vetor de pragas urbanas.
O caro leitor pode achar que eu estou sendo carola, ou postando um ponto de vista meramente pessoal, mas vocês se lembram das campanhas do governo mostrando mulheres casadas como principal alvo do HIV atualmente, que contraiam de seus maridos promíscuos e infiéis? Pois é, vieram com aquela historinha de fim de “grupo de risco” e etc, com o objetivo de “respeitar os direitos humanos de minorias excluídas”. O resultado não poderia ser mais óbvio: Aumento da incidência do HIV nos grupos de risco, que foram abolidos muito mais por uma postura política que científica. Devido a essa insanidade mesquinha e reptiliana, pessoas perderam a saúde, por uma questão de “direitos humanos”. Pois bem, o HIV continua seguindo forte ente profissionais do sexo, numa incidência 10 vezes maior que no restante da população, conforme pode ser visto nos dados abaixo, coletados do próprio site do Governo Federal:
“Sorologia para o HIV: A prevalência do HIV entre as profissionais do sexo foi de 6%. Estudo realizado em São Paulo, em 1996, mostrava um índice três vezes maior, 18%.
A prevalência do HIV entre profissionais do sexo é menor que o encontrado, por exemplo, entre presidiárias de Minas Gerais, em 1998 (15%). Também é menor que entre homossexuais (11%, São Paulo, 1997).
A taxa de prevalência entre profissionais do sexo no Brasil é menor que no Canadá (15%), China (10%) e Tailândia (19%) e está acima da Índia (5%) e Argentina (4%). A prevalência do HIV na população brasileira é de 0,65% e entre mulheres, 0,48%.”
FONTE: http://sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=45088
Portanto, o estudo mostra dados objetivos que evidenciam uma incidência de HIV entre prostitutas em 6%, enquanto na média da população brasileira a taxa gira em torno de 0,65%. Caro leitor, usando lógica primária ginasial, qual é o grupo de risco? O grupo das profissionais do sexo (termo politicamente correto para se referir à prostitutas), óbvio, tem uma incidência 10 vezes maior! Mas para o nosso ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e todos os lisonjeiros representantes das “ciências humanas”, isso não existe, não existe grupo de risco, não existe vetor de doenças. Cegueira, burrice ou crime contra a humanidade? Na dúvida, não titubeio: é um amálgama de todos.
O primeiro documento ainda apresenta uma conjetura para a estigmatização e esteriotipação das prostitutas que, como demonstrei com as estatísticas, é uma completa tosquice humanística, ou seja, o brasileiro tem motivos mais que suficientes para combater a prostituição, que denigre as mulheres e dissemina DSTs:
“De acordo com Gaspar (1985), os estigmas referentes à mulher Profissional do Sexo podem estar relacionados com uma perspectiva de comportamento desviante de uma representação da mulher, construída socialmente, centrada no tripé mãe-esposa-dona-de-casa.” (Fonte:http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=349 )
E qual a solução que o Governo Federal adotou? Combater a prostituição? Não. Homóloga-la. Prostituição agora é profissão regularizada pela CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) http://www.mtecbo.gov.br/busca/competencias.asp?codigo=5198 . Por mais descabido que seja, essa é a ideologia dos liberais de esquerda: “Pode transar sem medo, com quem e quantos quiser!”. Mas a Ciência não tarda, nem a natureza. Amanhã, quando estivermos todos contaminados, não haverá mais grupos de risco e as autoridades dirão: “Como mostramos no passado, não há grupo de risco”. Cinismo é realmente uma virtude que me faz falta…
Com 9 métodos contraceptivos disponíveis no mercado, e estou sendo científico, posso chegar a conclusão de que se poderia evitar a gravidez indesejada em 99%, pelo menos…O que sobra é responsabilidade. Se você faz sexo, assuma. Agora se vazou, problema seu…”Controle absoluto” da situação não lhe dá o direito de tapar os buracos com a vida alheia.
