Sognare Lucido

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Sobre a Boçalidade dos Recifenses (ou sobre o que é Recife).

Julho 23, 2009 · 2 Comentários

Recife é uma cidade formada por uma sociedade de boçais. Isto é indiscutível. Está no âmago bairrista destas criaturas nascidas na “Veneza Brasileira” considerar-se superiores e especiais. Um paradoxo que remete a própria formação da sociedade litorânea cosmopolita, porém ao mesmo tempo açucareira, escravocrata e conservadora (na pior acepção do termo).

Analisando a formação de sua estrutura social, encontramos descendentes brancos diretos de portugueses, holandeses, as classes mais abastadas, convivendo desarmoniosamente com negros, pardos, descendentes de índios etc. Componentes das classes sociais mais miseráveis e excluídas.

Entretanto, a cultura segregacionista não está presente apenas em um sutil racismo existente em sua estrutura social, mas pelo fato de que, isolada pela BR232, Recife e sua região metropolitana mostra-se como um órgão autônomo, independente de todo o estado  Pernambucano, tanto historicamente como antropologicamente, o que atrai imigrantes de cidades circunvizinhas mais desavisados, na esperança de obter uma vida melhor.

A formação da sociedade pernambucana, sua empáfia, insolência e arrogância, oriunda lá na Casa Grande, quando senhores de engenho, representantes da sociedade açucareira e escravagista, entraram em conflito com comerciantes progressistas portugueses, era a Guerra dos Mascates. Antes disso, a Insurreição Pernambucana, que significou a expulsão do último suspiro de progresso humano naquela sociedade, debalde o egoísmo das classes dinheiralistas de Recife e Olinda (duas cidades idênticas em formação),  destroçou as aspirações progressistas da cidade até então conhecida como Mauritsstad.

Estes conflitos de interesse, atrelados ao catolicismo visceral e deturpado importado das culturas européias, desembocaram na Belle Époque no século XX, onde, estabilizada na sua forma provinciana e mesquinha, detentores das chaves celestiais, os recifenses se afrancesaram, aliando um glamour esfacelado e brega das terras napoleônicas, ao egocentrismo e afetação de superioridade de quem vive numa cidade portuária repleta de magníficas construções provenientes da arquitetura holandesa, mas não passa de um peão aspirando a majestade.

Ao mesmo tempo o conservadorismo, a manutenção da cultura patriarcal bitolada e burra, impregnava todos os eixos da sociedade pernambucana, transformando Recife e região, numa cidade atípica, repleta de gente besta e arrogante, num covil de víboras interesseiras gananciosas e insensíveis aos sofrimentos dos mais pobres, razão pela qual esta cidade é das mais sujas e miseráveis do Brasil.

Mas o que mudou em pleno século XXI? Nada. Estruturalmente, Recife continua mantendo a sua função de bucha, absorvendo elementos culturais estrangeiros e sulistas, e pervertendo-os na sua própria concepção de “chique” e “importante”. É o rock do sul, o mangue beat (pegando o rock Americano e Inglês), a novela das oito (cuja influência é mais forte aqui do que em qualquer outro lugar), o brega para os mais miseráveis e os velhos caboclos ponta-de-lança, versões urbanizadas da antiga e belíssima manifestação vinda do interior com seu Maracatu Rural. Manifestações visitadas e revisitadas por uma juventude mentalmente estreita que jura não ser igual aos seus pais, porque usa piercing e dredlooks (necessidade vazia de auto-afirmação).

Socialmente, não se misturam (preconceito de classe), e são hedonistas e interesseiros por natureza, o que se evidencia no aparente desprezo das classes letradas pela cultura de massa, como se o rock e o maracatu atômico que ouvem fossem melhores, culturalmente falando, (na verdade trata-se da mesmíssima música ruim que os pobres ouvem, vazia, sem harmonia, tampouco melodia, porém, bem embalada). As moças procuram os melhores partidos, o que nos seus elevados conceitos modernos, são sujeitos gentis como britadeiras, motorizados e ricos ou “bombadinhos”, como diz a gíria, e os rapazes o sexo fácil, que só o poder de sedução automobilística e financeira podem prover.

A auto-exclusão, e a infligida, é visível nas festas típicas, nas boates e nos eventos públicos: pessoas aparentemente antenadas com as últimas tendências, mantém uma estreiteza mental pedante e reducionista, ao ponto de não se misturarem com o que consideram impróprio, fraco e ralé, evidenciando grupinhos isolados de bem-apessoados, bonitos e importantes, e outros de excluídos pela má-sorte. Mas a diplomacia típica do recifense, é conhecida por esconder seus próprios preconceitos com bem aplicados sofismas, como “bons dias” e “boas noites”, que na verdade não significam outra coisa, senão o “dá o fora”. Isto geralmente é o que engana o turista, aquele nômade que vem passar apenas duas semanas por aqui, tempo insuficiente para conhecer a degradante sociedade em que vivemos.

Coincidentemente, achei munição para achincalhar esta cidade. Em seu artigo, “O provincianismo dos “cosmopolitas”, o jornalista Luiz Zanin termina seu texto com uma constatação que é síntese de tudo que escrevi:

“[..]estreiteza mental e colonizada que se escondem atrás desse falso cosmopolitismo”.

Por estes motivos, entre outros, é que somos campeões de violência contra a mulher,( pois as mulheres recifenses idealizam, deturpadamente, nos homens uma virilidade que nada mais é do que agressão, que se volta contra elas mesmas a curto prazo, sendo portanto, culpadas pelas más escolhas), campeões de homicídios, exclusão social, desemprego, desrespeito ao meio-ambiente e tantas e inumeráveis outras mazelas. Porque esta é a sociedade que fabricamos ao longo dos séculos. Mesmo as mentes mais elevadas, ou as que consideram a si próprias assim, estão infectadas, inconscientemente, com o micróbio da prepotência. Esta é uma sociedade de homicidas, vaidosos, arrogantes, insolentes, mesquinhos, prepotentes, estúpidos (e estúpidas, para ser politicamente correto ), covardes, violentos, desleais e, principalmente, de boçais.

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Obama, O abortista, é Gandhi, Odin, Alá e Deus!

Maio 19, 2009 · 1 Comentário

Obama discursa na universidade católica de South Bend, em Indiana. (Foto: Mandel Ngan/AFP)

Obama discursa na universidade católica de South Bend, em Indiana. (Foto: Mandel Ngan/AFP)

A Igreja Católica excomunga aqueles que apóiam o aborto. Isto é fato. Quem quiser se opor, que o faça. Contudo ter a ousadia, a covarde indecência de receber um prêmio e ainda sair-se com um discurso típico de um déspota na cerimônia, isto sim, é inaceitável. Mas foi o que aconteceu, quando Barack Hussein Obama recebeu o título de Doutor Honoris Causa na “católica” Universidade de Notre Dame, nos EUA.

Pior ainda foi a mea-culpa do Prof. Richard McBrien, docente de Teologia, afirmando que a Universidade não deixou de premiar outras pessoas por terem pontos de vista discrepantes em relação a Igreja. O que ele não disse, é que este ponto de vista do Obama é intolerável, pois leva a excomunhão. Não é somente inaceitável, mas também se destrinchou em financiamentos para instituições que praticam e incentivam o aborto. Pratica, para o fiel católico, considerada pior que o assassinato.

Analisando assim, o tal prof. McBrien, é pior que o próprio Obama, é o aceta de uma conduta que desmembra a própria Igreja de dentro para fora. O prof. McBrien sim, como padre católico, está excomungado. Visto que o Obama não o pode, pois não professa tal fé.

Mas não para por aí, como todo bom tiranete, Obama praticamente proibiu, com toda sua empáfia politicamente correta, piadas direcionadas aos abortistas e vice-versa:

“Cada lado continuará colocando seus argumentos ao público com paixão e convicção. Mas devemos poder fazer isso sem fazer piada daqueles que têm pontos de vista diferentes”

Seguiu-se com essa:
“Como permanecemos firmes em nossos princípios e lutamos pelo que consideramos certo, sem repreender os que têm convicções igualmente firmes no outro lado?”

Ou seja, a repreensão veio na forma da prisão de 5 manifestantes que protestavam contra o queridinho da mídia, (incluindo a abjeta Rede Globo), entre eles a do ex-presidenciável, Allan Keyes, que também protestava. Trocando em miúdos, o que Obama quis afirmar é que o pessoal do Pro-Life, merece ser repreendido, mesmo tendo perdido processos contra o aborto desde 1973, mesmo lutando contra financiamentos públicos para o assassinato de bebês. E a repreensão vem em forma de prisão!

Mas Obama é Deus, agora. Ele e o Partido Democrata não decidem mais quem vive ou morre, porém quem nasce. Pior: ele ainda é venerado, assim como uma deidade mítica, numa instituição religiosa!

Quando processado por falsidade ideológica, é vítima. Quando agride valores religiosos de outros, porque sabidamente a Igreja é contrária ao aborto e nada mais laico que abster-se de eventos religiosos, é corajoso. Quando fala, com disparates ditatoriais, emociona. Ganhou o título mesmo sendo a favor de uma lei que excomunga automaticamente qualquer fiel da doutrina. Título vindo de uma Universidade Católica!

Nada que venha de Obama é errado… defesa do aborto, censura da mídia, uma equipe de gente envolvida em sonegações de impostos, um irmão morrendo de fome no Quênia e outro acusado de estupro. Tudo é abafado pela mídia bajuladora. Obama é um Cristo, um Gandhi. Obama é Deus.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1129273-5602,00-OBAMA+PEDE+RESPEITO+A+DIFERENCA+DE+OPINIAO+EM+DISCURSO+POLEMICO.html

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