Sognare Lucido

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Cinema Brasileiro, Luta de Classes e Falta de Vergonha na Cara!

Agosto 17, 2008 · Deixe um comentário

Essa é a íntegra da carta que tentei enviar a Petrobras, baseando-me numa matéria do  Felipe Atxa para o Mídia Sem Máscara ( http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=5665 )

Caros patrocinadores,

Gostaria de ver mais critério no patrocínio a obras artísticas, tais como: peças de teatro, filmes, musicais, exposições de arte etc. Não raramente, o que encontramos é uma avidez desenfreada de diretores e produtores reclamando dos seus fracassos, culpando o governo, a classe média, a burguesia, Hollywood et caterva. Quando na maioria das vezes, a escassez de público é devido à incompetência própria do produtor, sendo a característica mais pusilânime do incompetente, a transferência da culpa e a manipulação do público através da mídia.

Abaixo, tomei referência das contribuições financeiras públicas a obras de qualidade discutível. As temáticas são sempre as mesmas: Luta de classes, miséria, violência policial, sexo, socialismo, non sense, existencialismo etc… Não tenho nada contra, mais o “questionamento da sociedade” parece nunca saturar o cérebro ambicioso desses produtores, querem sempre mais e mais e quanto mais fracassam, mais culpam o contribuinte que, não bastando contemplar loucuras com verbas públicas, ainda é bode expiatório dos delírios alheios.

  • “Gaijin – Ama-me Como Sou” 4.107.177,03 para produção, mais 3.575.407,45 no lançamento com um desempenho pífio, a diretora Tizuka Yamasaki ainda prepara outro lançamento.
  • “Antonia”- mais de 2 milhões…

Não vou citar Walter Salles, Fernando Meirelles, entre outros, que também vão as forra quando o assunto é dinheiro público para financiar suas obras. Porém, se Bruxa de Blair, foi feito com menos de USS50, 000 e Laranja Mecânica com menos de 2 milhões, e foram ambos sucessos estrondosos, não encontro outra justificativa para os nossos cineastas, senão a falta de zelo pelo seu público e total desrespeito para com o dinheiro público. Se seus filmes são um fracasso, é porque sem dúvida não agradam, e ninguém pode ser obrigado a “amar” o que não convém.

Atenciosamente,

Bruno Maia

Categorias: Design e arte

Novidades para a próxima versão do Inkscape!

Setembro 20, 2007 · 3 Comentários


Obra de arte fotorrealística de
Luciano Lourenço

O Inkscape é um software para criação de gráficos e ilustrações vetoriais, assim como o Corel Draw, ou o Illustrator da Adobe. A principal diferença dele para seus outros concorrentes é que ele é livre, distríbuido sem ônus para o usuário final, com direito a acesso ao código fonte. Outra característica bastante conveniente está em seu formato padrão de arquivo, o SVG, Scalable Vector Graphics, que permite a modificação do conteúdo gráfico a partir da edição de códigos em XML.

Atualmente o Inkscape conta com um menu de efeitos escrito em Python e Perl, recursos avançados para lidar com sombras, transparências e booleanas, além de um fantástico filtro de Blur, ao meu ver, muito superior ao do Corel Draw. Outro ponto forte são as ferramentas de curva, bézier, e o pincel caligráfico, ótimo para criar tipologia manuscrita ,ruídos para design gráfico e texturas.

Adicione a isso o fantástico recurso chamado Tile Clones, que cria cópias com variações a partir de um modelo pré-determinado, podendo ser usado para concepção de artes gráficas verdadeiramente surreais, e você dispõe de uma jóia rara para criação artística digital.

Já são tantos os recursos desse software, que me perco em meio a suas opções. E graças aos esforços do Summer of Code Project do Google, teremos para as próximas versões, ou já na próxima, os seguintes recursos:

  • Importação em PDF para que você possa criar e editar arquivos em PDF, assim como no Corel e Illustrator…
  • Aprimoramento das funções para trabalhos com textos elaborados, o que tornará o Inkscape atraente para diagramação e design gráfico também.
  • Recursos de perspectica isométrica e tridimensionais para quem necessita de gráficos com profundidade.
  • Efeitos em bitmaps, o que aproximará ainda mais o software de gigantes como o Corel Draw que já dispõe de tais funções.
  • Paint Bucket Tools, que consiste no refinamento do clássico balde de tinta, com opções onde você escolhe exatamente a área a ser preenchida.
  • Funções avançadas para desenhos com o pincel caligráfico. Será possível a criação de desenhos a bico de pena com hachuras hiper-realistas.
  • Mais recursos para quem trabalha com Nodes e Paths. Será possível utilizar uma linha como um guide para deformar uma forma sobre ela e assim obter efeitos que lembram articulações flexíveis.
    Pa

Particularmente, acho que o Inkscape é hoje a segunda opção para quem trabalha com curvas e bézier, só ficando atrás do Illustrator, porque só quem conhece o Corel, sabe como é complicado criar trabalhos figurativos com suas curvas, ora muito complexas, ora simples demais e com visual confuso. Mas essa é minha opinião.

Esperem pra ver a próxima versão do Inkscape será histórica…Pra quem quiser uma prévia realmente instável, aí vão os Links:

Fontes:http://en.wikipedia.org/wiki/Inkscape
http://en.wikipedia.org/wiki/Scalable_Vector_Graphics
http://www.inkscape.org

Downloads:http://www.inkscape.org/download/?lang=en

Categorias: Design e arte · Software Livre e LInux

Guto Lacaz- Designer muito além…

Setembro 18, 2007 · 1 Comentário

 

cartaz de lacaz para a ECO92

Vivemos tempos sinistros, li recentemente artigos científicos de qualidade duvidosa, onde se afirma claramente que designers não precisam desenhar, conhecer fotografia, conceber tipologias etc, enfim, segundo tais artigos, o  espectro de abrangência das funções de um designer seriam meramente técnicos, o resto, o computador faz…

Esse recíocinio vem de uma deturpação brutal da Bauhaus, da Escola da Forma de Ulm, e da escola Suiça, tendências e escolas que herdamos no design, na arquitetura e na arte,  devido principalmente as influências da ESDI, Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro. Que seguiam diretrizes funcionais desprovidas de estilo pessoal e de elementos culturais regionais. Era simples: Forma segue função, menos é mais…

Ora, ainda que esses dogmas estejam certos, e há os que os contestam severamente nos dias de hoje,  não significam que menos é igual “nada”. Nesse contexto gostaria de citar Guto Lacaz, designer, ilustrador, cenógrafo, nascido em 1948. Paulistano, formou-se em arquitetura, em 1974, pela Faculdade de Arquitetura de São José dos Campos. Na sua época, quase não se falava em design, e os profissionais ou vinham da ESDI, ou eram autodidatas com formação em outro setor. Ele conta que o arquiteto aprendia fotografia, desenho, desenho técnico, arte, música e mais uma série disciplinas para poder graduar-se. Bem além do que um profissional faz e aprende hoje em dia.

Atualmente é angustiante a parca noção de desenho, anatomia, arte, cultura, perspectiva e ilustração que um estudante de design e arquitetura precisa ter. Os professores, para facilitar o seu próprio trabalho, aderem ao coro, com “bordões” inúteis de que” design não precisa desenhar”, “designer não precisa fotografar, ilustrar”…etc.

É perigosíssima essa visão. Via de regra, boas agências dificilmente trocam um “designer desenhista” por outro empurrador de mouse em Corel e Photoshop. Ninguém quer mais um diagramador, um tipógrafo…Pra isso existem os micreiros, e Softwares, mesmo os livres, já diagramam as páginas. Como o designer pode reclamar do mercado, se ele próprio não consegue ir muito além do que seus professores pregam? Se não quer ler, estudar, desenhar, pintar, ilustrar…? Fica díficil.

Um mau professor é pior que professor algum, ele dissemina conceitos errados com ideologias tronchas e é o bater de asas de uma borboleta que causará um furacão no outro lado do mundo. E digo isso porque já fui vítima de professores deslumbrados com lixo, que pregavam conceitos duvidosos pra adolescentes de 16 anos.

Para aqueles que acham que um designer não deve ir além de diagramar textos em colunas e dá “umazinha” no AutoCAD e 3Dmax, fica a lição de Guto Lacaz, um designer ganhador de dois Prêmios Abril, referencial em tudo que faz, criativo e visionário, que está comemorando 30 anos de profissão.

Fonte:http://www.gutolacaz.com.br/

Categorias: Design e arte