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Che Guevara – mais mito que realidade

Setembro 5, 2008 · 3 Comentários

por Carlos I.S. Azambuja em 18 de agosto de 2005

Che Guevara e Fidel Castro

Che Guevara e Fidel Castro

Filho de uma família aristocrática argentina, Che Guevara, que cometeu o erro de confiar em Fidel Castro, levou a que toda uma geração de latino-americanos, que acreditou em seus escritos e em seus exemplos, fosse dizimada em seu nome.

“O revolucionário deve ser uma fria e seletiva máquina de matar”

(CHE GUEVARA, citado por JORGE CASTAÑEDA; jornal “La Época”, do Chile, 31 Jan 97)

O texto abaixo é dedicado àqueles homens e mulheres – a meus amigos, especialmente a uma grande amizade – que, um dia, certamente de boa fé, acreditaram ou continuam acreditando no mito Che Guevara (1928-1967) fabricado pela mídia e por uma esquerda que, afinal, revelou-se, em todo o mundo, um fracasso ao tentar impor às pessoas um presumível bem-estar em troca da liberdade. Sua morte e o desaparecimento de seu corpo, em 1967, na Bolívia, ajudaram a forjar essa legenda.

É surpreendente que os admiradores contemporâneos de Che Guevara, ainda agora, 38 anos depois de sua morte, continuem equivocados ou sendo enganados pelo mito.

É uma seleção do melhor de quatro matérias do escritor peruano Álvaro Vargas Llosa – filho de Mario Vargas Llosa – publicadas em julho e agosto de 2005 pelo jornal argentino El Clarin.

Filho de uma família aristocrática argentina, Che Guevara, que cometeu o erro de confiar em Fidel Castro, levou a que toda uma geração de latino-americanos, que acreditou em seus escritos e em seus exemplos, fosse dizimada em seu nome.

Embora diante do colapso político e ideológico de tudo que Che Guevara representava, por ironia da História, El Che, hoje, é uma marca essencialmente capitalista. Sua imagem com a onipresente foto com sua boina, tirada nos anos 60 por Alberto Korda, adorna jarros, chaveiros, gorros de beisebol, camisetas, lenços, jeans, etc. Há, inclusive, um sabão em pó cujo slogan é “Che lava más blanco”. Esses produtos são comercializados por grandes corporações e empresas. Como para dar força à ironia, o prédio em que nasceu Che Guevara, em Rosário, Argentina, até há pouco esteve ocupado pelo fundo de aposentadorias privadas AFJP Máxima, um dos filhos da privatização da seguridade social na Argentina.

Em 1997, no trigésimo aniversário de sua morte e ano em que foram descobertos seus restos mortais em Vallegrande, Bolívia, cinco biografias de sua vida chegaram às livrarias.

Durante a luta armada, em Cuba, contra Fulgencio Batista, logo ao entrar em Havana Che Guevara executou ou supervisionou as execuções, após julgamentos sumários, de dezenas de suspeitos “inimigos do povo” e de todos aqueles que se encontravam no lugar errado em momento errado.

Como indica seu diário de Sierra Maestra, Guevara eliminou Eutímio Guerra, suspeito de estar passando informações. Diz o diário: “Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola de calibre 32 na têmpora direita. Seus pertences passaram a meu poder”. Mais tarde, “justiçou” Aristídio, um camponês que manifestou o desejo de abandonar a guerrilha. Também não titubeou ao ordenar a morte de Echavarria, irmão de um de seus camaradas, acusado de crimes não especificados. “Tinha que pagar um preço”, diz o diário.

Jaime Costa Vasquez, um comandante do exército revolucionário, conhecido como “El Catalan”, ainda vivo, sustenta que muitas execuções atribuídas a Ramiro Valdés, que mais tarde viria a ser Ministro do Interior de Cuba, foram responsabilidade direta de Guevara porque Valdés, nas montanhas, estava sob suas ordens. “Ante la duda, mátalo”, eram as instruções de Che.

Ainda segundo ”El Catalan”, nas vésperas da vitória, Che ordenou a execução de duas dezenas de pessoas na província de Santa Clara, onde havia chegado sua coluna como parte do ataque final ao governo. Alguns foram fuzilados em um hotel – como escreveu Marcelo Fernández Sayas, outro ex-revolucionário que se transformou em jornalista -. Entre os executados havia camponeses que se haviam unido ao exército de Batista apenas para escapar do desemprego.

Porém, a “fria máquina de matar” somente manifestou todo o seu alcance depois da queda do regime, quando Fidel Castro o designou responsável pelo cárcere de La Cabana. De uma forma que recorda Laurenti Beria, chefe da NKVD, Guevara foi responsável, durante o primeiro semestre de 1959, por um dos períodos mais obscuros da revolução.

Segundo Jose Vilasuso, advogado e professor da Universidade Interamericana de Bayamón, em Porto Rico, que pertenceu ao corpo responsável pelos processos judiciais sumários em La Cabana, “minha função era legalizar profissionalmente as causas e passá-las ao ministério fiscal, sem julgamento algum. Se fuzilava de segunda à sexta. As execuções eram realizadas de madrugada, pouco depois que a sentença fosse prolatada e confirmada de forma automática pelo corpo de apelação. A noite mais sinistra que recordo 7 homens foram executados”.

Javier Arzuaga, capelão que ministrava consolo aos sentenciados à morte e que presenciou dezenas de execuções, que hoje vive em Porto Rico, deu seu testemunho: “Em La Cabana estavam 800 homens em um espaço em que não cabiam mais de 300. Eram militares do exército de Batista, policiais, jornalistas, empresários e comerciantes. O Juiz não era necessariamente um homem de leis e sim um membro do exército rebelde, como todos aqueles que serviam de juízes. Quase todas as apelações eram presididas por Che Guevara e não recordo de nenhum caso cuja sentença tenha sido revogada (…) Até o mês de maio, quando fui embora, assisti a 55 fuzilamentos. Um dos comandantes dos pelotões de fuzilamento era o americano Herman Marks, que parecia gozar quando gritava ‘Pelotão! Atención! Apunten! Fuego!’ (…) Quando me despedi, Che Guevara me disse: ‘Se nos encararmos de novo, seremos inimigos frente a frente’”.

Entre janeiro e fins de junho de 1959, quando Che Guevara deixou de chefiar La Cabana, cerca de 400 pessoas foram lá executadas. Os telegramas secretos enviados pelo embaixador dos eUA à Casa Branca falam de “mais de 500”. Segundo Jorge Castañeda – um dos biógrafos de Che Guevara – ex-Ministro das Relações Exteriores do México, falou de 700 vítimas. Felix Rodríguez, um conhecido agente da CIA que participou da perseguição e prisão de Che Guevara na Bolívia, disse que após sua captura o interrogou sobre as “cerca de 2.000 execuções que havia sido responsável em sua vida”. Che, sem questionar a cifra, respondeu que “todos eram agentes da CIA”.

Uma outra faceta pouco conhecida porém central, de Che Guevara, era seu impulso em despojar as pessoas de suas propriedades. Em suas memórias o líder egípcio Gamal Abdel Nasser registra que Che Guevara lhe perguntou quantas pessoas haviam abandonado o país por causa das reformas. Quando Nasser lhe respondeu que ninguém havia ido embora, Che replicou, furioso, que a forma de medir a profundidade das mudanças era através do número de pessoas “que sentem que não há lugar para eles na nova sociedade”. Esse instinto predatório alcançou seu ponto mais alto em 1965, quando Che começou a falar, como se fosse Deus, do “Homem Novo” que ele e sua revolução criariam.

Essa sua obsessão pelo controle coletivista fez com que, logo no início de 1959, ele e Fidel Castro se tornassem responsáveis pelo projeto do Estado policial cubano. Ramiro Valdés, subordinado a Che durante a guerra de guerrilhas, foi nomeado chefe do G-2, uma organização planejada segundo o modelo da Cheka. Angel Ciutah, um veterano da guerra civil espanhola, que havia estado muito próximo de Ramón Mercader, o assassino de Trotsky, e que mais tarde tornou-se amigo de Che, desempenhou um papel-chave na organização do G-2, juntamente com Luis Alberto Lavandeira que havia desempenhado o cargo de supervisor em La Cabana. Che Guevara, por sua vez, apoderou-se do cargo de chefe do G-6, o organismo encarregado de doutrinar ideologicamente as Forças Armadas.

Em 1961, quando da invasão da Baía dos Porcos por exilados cubanos respaldados pelos EUA, se converteu na ocasião perfeita para consolidar o novo Estado policial, com a prisão de milhares de cubanos e uma nova série de execuções. Segundo Guevara disse ao embaixador soviético Sergei Kudrivisey, “os contra-revolucionários jamais voltariam a levantar a cabeça”. “Contra-revolucionário” foi o termo utilizado por Guevara para designar os que se afastavam do “dogma”. O sinônimo comunista de “hereje”.

Em seu início, a revolução mobilizou voluntários para construir escolas e trabalhar em portos, canaviais e fábricas. Existem fotos de Che como estivador, colhedor de cana e operário têxtil. Todavia, em pouco tempo esse trabalho voluntário tornou-se um pouco menos voluntário e logo o primeiro campo de trabalhos forçados, réplica dos Gulags soviéticos, foi organizado em Cuba, em Guanahacabibes, em fins de 1960. Che explicou a função que exercia o campo de Guanahacabibes: “À Guanahacabibes são mandadas as pessoas que não devem ir para a prisão. As pessoas que tenham cometido faltas à moral revolucionária (…) É um trabalho duro, não um trabalho bestial”.

Esse campo foi o precursor do posterior confinamento sistemático que começou em 1965 na província de Camaguey, de dissidentes, homossexuais, católicos, testemunhas de Jeová, sacerdotes afro-cubanos, sob o estandarte das Unidades Militares de Ajuda à Produção.

O seu período à frente do Banco Nacional de Cuba, durante o qual imprimiu papel-moeda assinados por “Che”, foi assim resumido por Ernesto Betancourt, seu segundo nesse cargo: “Encontrei no Che uma ignorância absoluta a respeito dos princípios mais elementares da economia”. A percepção de Che sobre a economia mundial foi celebremente expressada por ele durante uma conferência hemisférica realizada em 1961 em Punta Del Leste, ao predizer um crescimento de 10% em Cuba “sem nenhum temor” e, para 1980, uma renda per-capita maior do que a dos EUA hoje”. A verdade é que em 1997, quando do trigésimo aniversário de sua morte os cubanos viviam com uma dieta de 2 quilos de arroz e meio quilo de feijão, por mês, 120 gramas de carne duas vezes ao ano, 120 gramas de pasta de soja por semana e 4 ovos por mês. Isso porque, com a reforma agrária, as terras expropriadas não foram para os camponeses, mas para os burocratas do partido único.

Em 1963, foram abandonadas todas as esperanças de industrializar Cuba e a revolução aceitou ser abastecedora de açúcar do bloco soviético em troca do petróleo para cobrir suas necessidades e revender a outros países. E durante as três décadas seguintes, Cuba sobreviveria graças a um subsídio soviético que oscilava entre 65 e 100 milhões de dólares anuais.

Mais: imediatamente após o triunfo da revolução em Cuba, Che organizou grupos guerrilheiros na Nicarágua, República Dominicana, Panamá e Haiti. Todos foram desmantelados pelos exércitos desses países. Em 1964 enviou à morte o jornalista revolucionário argentino Jorge Masseti, fundador da Prensa Latina, convencendo-o de que deveria lançar um ataque contra seu país-natal desde a Bolívia. Também desastrosa foi a expedição de Che Guevara ao Congo em 1965, país que foi forçado a abandonar clandestinamente.

Mais tarde, na Bolívia, Che, pela última vez, foi novamente derrotado. Em seu diário, Che escreve uma melancólica frase: “As massas camponesas não nos ajudam em nada”.

Che, sem dúvida, era audaz e rápido em organizar a vida sobre uma base militar nos territórios sob seu controle, porém não era nenhum general Giap. Seu livro “Guerra de Guerrilhas” ensina que as forças populares podem derrotar qualquer exército e que não se faz necessário aguardar as chamadas condições objetivas, porque um foco insurrecional constituído por um pequeno grupo de guerrilheiros, apartados do partido, podem criar essas condições e, ainda, que a luta se desenvolverá prioritariamente nas zonas rurais. Essa foi, em resumo, a Teoria do Foco Guerrilheiro.

A verdade é que, na América Latina todos os foquistas foram reduzidos a cinzas.

Apesar de tudo isso, Frei Beto, no II Fórum Social Mundial, agora, no Século XXI, disse, em um discurso, que “A sociedade do futuro, mais livre, mais igualitária e mais solidária se define em uma só palavra: socialismo”. Pediu uma salva de palmas para Karl Marx e completou que “o homem novo deve ser filho do casamento de Ernesto Che Guevara e Santa Teresa de Jesus”.

Fonte: http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=3979

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Quem tem medo de ser conservador?

Setembro 3, 2008 · 2 Comentários

Brilhante artigo escrito por  Lefebvre de Saboya denunciando o tipo de discriminação que nós, liberais de direita, sofremos. Infelizmente não temos nenhuma ONG para nos defender e somos chamados de fascistas, racistas e o Diabo a quatro o tempo inteiro.

A direita de hoje, acuada, é vítima do preconceito e enfrenta discriminação.

“A direita é a verdadeira minoria discriminada, e pior, sem nenhuma ONG pra defender”. É assim que a publicitária Paula (nome fictício) vê a rotina da direita brasileira. Depois de décadas enfrentando forte hostilidade, o pensamento de direita (ou liberal, ou conservador) no Brasil se vê em uma situação singular na história das sociedades democráticas: precisa lutar contra o preconceito e a intolerância, dos outros.

Seja na vida profissional, na acadêmica e até mesmo na pessoal, ser de direta é aprender a pisar em ovos. “Já perdi amigos, já quebrei muitos pratos com ex-colegas de trabalho. Hoje, dependendo de quem está por perto, e se sei de antemão como pensam, evito falar em política”, diz Paula, lembrando-se dos casos desagradáveis provocados por diferenças políticas.

O universitário D.V., que também pediu para não ter seu nome divulgado, tirou satisfação com um professor de esquerda na sua faculdade: “Ele insinuou que George W. Bush estava por trás dos atentados de 11 de Setembro, o que não faz o menor sentido”. A discussão terminou na coordenação do curso, mas os dois acabaram se entendendo. “Esses professores estão tão acostumados a dizer qualquer disparate impunemente que, quando confrontados, reagem surpresos”, afirma D.V..

Ao contrário de outras democracias pelo mundo, a direita brasileira foi expulsa do debate da sociedade. A má-interpretação da ideologia conservadora, o desconhecimento das definições políticas e a falta de estudo seriam os fatores responsáveis para esse paradoxo, que não tem semelhança em nenhum outro país onde a democracia já é uma tradição.

“O termo ‘direita’ é quase sempre interpretado como sendo um tipo de desinteresse pelo social, uma tendência oligárquica egoísta”, explica o advogado Douglas Donin, “o país cresceu sem ter contato com um modelo verdadeiramente liberal, cresceram sempre à sombra de um estado paternalista, onipresente. Eles não trabalham com a hipótese de haver bem, justiça e oportunidade que não seja dada pelo Estado”.

A solução para o problema passa pela educação, de acordo com Paula: “A direita corre o risco de permanecer eternamente nessa posição se os valores que defendemos não forem inseridos didaticamente na sociedade brasileira”.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/quem-tem-medo-de-ser-conservador

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Abortistas, aborteiros ou o que se queira!

Agosto 31, 2008 · 2 Comentários

O politicamente correto é uma aberração mesmo, não acham? Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz é um defensor da vida, porém foi processado pela Primeira Turma Recursal de Brasília por chamar abortista de, pasmém, “abortista”. Interessante o fato dos defensores do aborto saberem que sua causa atualmente é criminosa, e processarem alguém por adjetivar, ou melhor, substantivar, os praticantes do ato em menção à referida causa.

Bem, esse episódio ocorreu já há algum tempo, em 2005 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/051208jb.htm), porém o que quero mostrar é como os defensores de tais praticas, os mesmos hipócritas que defendem os “direitos humanos” e “reprodutivos” das mulheres são, além de tudo, mentirosos. E como fazer isso? Simples: comparando os dados apresentados numa recente entrevista a Revista Veja, de  Marco Aurélio de Mello, ministro do Supremo, com os dados da ex-senadora Heloisa Helena, comunista roxa, porém com algo de bom no restinho (ela é contra o aborto), segundo o ministro, que de tão cínico deveria ganhar o troféu óleo de peroba do ano:

“Temos 1 milhão de abortos clandestinos por ano no Brasil. Isso implica um risco enorme de vida para a mulher. Na maioria das vezes, o aborto é feito em condições inexistentes de assepsia, sem um apoio médico de primeira grandeza. Há uma hipocrisia aí. O aborto é punido por normas penais, mas é feito de forma escamoteada. Nosso sistema é laico.”

Aí é que vai a deixa da ex-senadora, brilhante, inda que peque no restante de sua causa política:

“Segundo ela, números do banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus) mostram que, das quase 400 mil mortes de mulheres no Brasil, 64.723 foram por neoplasias; 46.369 por doenças respiratórias; cerca de 18 mil por doenças parasitárias; 20 mil por violência externa; e 1.672 por causas ligadas à gravidez, parto e puerpério (período que se segue ao parto). Ela informou que, desse total, 46 mulheres morreram por aborto provocado.[...]” (http://praxiscrista.blogspot.com/2008/07/ex-senadora-helosa-helena-se-manifesta.html)

Leram bem? Pois é, 46 mulheres morreram em decorrência do aborto provocado. De “1 milhão de abortos” dados defendidos pela Catholics for a Free Choice, uma ONG que de católica não tem nada, e fornecido pela instituição defensora da causa (mui sui generis), Planned Parenthood Foundation, atualmente colecionadora de processos em massa nos Estados Unidos, essas foram as mulheres vítimas dos abortos clandestinos. Longe de mim, querer quantificar o valor da vida humana, esse número, irrisório por demais diante de 1.000.000 de assassinatos, poderia ser erradicado com assistência médica e medidas contraceptivas destinadas a mulheres em situação de risco. Não sou contra a camisinha, embora concorde que, por falhar eventualmente, ela não seja salvo conduto para se praticar sexo promíscuo, tal método, em essência, é uma louvável barreira contra o HIV e como método contraceptivo.

De resto, só posso concordar com o ministro ao afirmar que “há uma hipocrisia aí”, certamente cabível a sua pessoa muito mais que a nós, povo brasileiro. Aliás, é pra isso que elegemos governantes, para nos chamarem de retrogrados, hipocritas, homofóbicos, racistas e o diabo. É para isso que elegemos essa gente, para que defendam minorias, enquanto a maioria passa fome e vive de salário mínimo.

Fontes:

Ex-senadora Heloísa Helena se manifesta contra o aborto, http://praxiscrista.blogspot.com/2008/07/ex-senadora-helosa-helena-se-manifesta.html
Blog do Reinaldo Azevedo, http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/
Cabeça de Abortista, http://www.olavodecarvalho.org/semana/051124jb.htm

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Não gosta do Brasil? Gosta de comunismo? Vai pra Cuba, pô!

Agosto 16, 2008 · Deixe um comentário

Esse texto anônimo venezuelano, é uma tradução do grande filósofo Olavo de Carvalho, extraído de http://www.olavodecarvalho.org/convidados/cuba.htm. O autor, umas das poucas vozes lúcidas da oposição realmente direitista, sem emulações dos programas da esquerda, nos brinda com essa iguaria. Vejam um pouco do que é viver em Cuba. A Panacéia revela-se uma Caixa de Pandora:

Duas ou três coisas que é bom saber sobre Cuba

Este texto anônimo, de origem venezuelana, está circulando pela internet. – O. de C.

Você sabia que em Cuba o talão de racionamento está calculado para 1.800 calorias por pessoa e que muitos produtos mencionados no talão só existem em fantasia, enquanto outros aparecem e desaparecem conforme as colheitas?

Você sabia que quatro anos atrás o talão de racionamento era de 1.600 calorias, que houve uma epidemia de doenças mentais e de crianças nascidas defeituosas, que Fidel lançou a culpa disso sobre uma suposta guerra biológica empreendida pela CIA, que a Organização Mundial da Saúde descobriu que era um problema de avitaminose causada pelo racionamento de vitaminas e proteínas, que a OMS então enviou pastilhas multivitamínicas para socorrer a população cubana e obrigou o governo a subir a ração para 1.800 calorias?

Você sabia que em Cuba não se consegue obter, porque não constam do talão de racionamento, nem papel higiênico, nem sabonete, nem toalhas sanitárias, nem leite para adultos, entre outras coisas?

Você sabia que em Cuba está proibido o acesso dos cidadãos à internet, que dá cadeia ler coisas proibidas pelo regime, ouvir rádios e ver estações de TV estrangeiras, que é delito opinar contra o regime, que os Comitês de Defesa da Revolução, que funcionam em cada quarteirão, mantêm um registro das atividades de todos os moradores e que quem conste como suspeito de não apoiar o regime está encrencado?

Você sabia que em Cuba os encanamentos estão obsoletos e estragados e mais de 50 por cento das casas não recebem água diretamente? Que a água, onde chega, é somente por algumas horas, e que, onde não chega, os caminhões-pipa só vêm uma vez por semana?

Você sabia que em Cuba a eletricidade só funciona algumas horas por dia, que os apagões são diários, estragando os poucos equipamentos elétricos que restam na ilha?

Você sabia que Fidel justifica sua revolução por seus supostos êxitos na saúde e na educação, mas que em matéria de saúde Cuba está no quinto lugar na escala latino americana segundo as estatísticas mais recentes da OMS (abaixo, por exemplo, do Chile, da Argentina e do Uruguai)? Você sabia que em educação Cuba está abaixo do Chile, da Argentina, do Uruguai e da Costa Rica, segundo a Unesco?

Você sabia que no convênio Cuba-EUA, firmado por causa da multiplicação de balseiros fugitivos, os EUA recebem anualmente 22 mil cubanos, só em imigração legal, enquanto na lista da Seção de Interessados, em Havana, constam mais de 700 mil aspirantes a ir embora para Miami, embora todos os fichados como emigrantes virtuais sofram as piores represálias, sejam condenados a trabalhos forçados e seus filhos sejam obrigados a freqüentar escolas especiais de “reeducação revolucionária”? Você sabia que, apesar de todos os riscos, quem tenha acesso a uma embarcação e a uma bússola se lança ao “mar da felicidade”, fugindo daquele inferno?

Você sabia que Fidel usa como desculpa de seu tremendo fracasso o suposto bloqueio do imperialismo internacional, ao mesmo tempo que seu chanceler Perez Roque se gaba de que Cuba tem relações comerciais com 115 países e de que recebe créditos preferenciais do Banco da União Européia?

Você sabia que o que realmente se passa é que Cuba não tem nada para vender, nem com que pagar o que compra, que suas indústrias são muito atrasadas em tecnologia, improdutivas e sem competivividade, com uma burocracia excessiva e um enorme desemprego, dirigidas por líderes políticos e personagens fiéis à revolução e não por uma gerência profissional?

Você sabia que as jineteras, prostitutas cubanas, são o mais moderno exemplo da mais nova moral revolucionária?

Por último:

Você sabia que Cuba é o último reduto de um sistema que foi expulso a pontapés pelos povos da Europa Oriental, que os habitantes desses países consideram que aquilo foi um pesadelo que não querem recordar, e que os Partidos Comunistas, envergonhados e desprezados, mudaram de nome para enganar com nova máscara?

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“Onde você guarda o seu racismo?” é calunia e difamação contra à população brasileira.

Agosto 9, 2008 · Deixe um comentário

O mote “Onde você guarda o seu racismo?” começa errado, porque higieniza a totalidade da população, majoritariamente afrodescendente, através do crime praticado pela minoria racista de fato. Ora, eu não guardo racismo, assim sendo não tenho que responder essa pergunda. É uma pergunta capiciosa, ao meu ver. Pior, é caluniosa, pois me julgam racista, sem que sequer me conheçam. A mim, a você e a quem quer que seja.

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Lula é comunista, sim!

Julho 22, 2008 · 4 Comentários

Mas é óbvio que Lula é comunista. Meu Deus, somente um imbecil não percebe que a partir de 1990, com a queda do muro de Berlim, o comunismo polarizou-se para o Gramscismo, ou seja, como é impossível derrotar o capitalismo na sua essência, porque negociar é inerente a condição humana, o comunismo fortalece o capitalismo e extrai dele todos os impostos necessários para a “revolução”, assim vive do repasse de verbas para instituições comunistas terroristas e corruptas, como MST, UNE, FARC etc. Exatamente como ocorre na China.

Desse modo, a extrema esquerda, cega de loucura, considera que quem é de esquerda moderada, é de direita na verdade, enquanto eles, são a esquerda de fato. É a estratégia da tesoura de Lênin: Temos  partidos de extrema esquerda (PSTU, PCdoB, PSOL) e outros moderados (PT, PSDB), chamamos os moderados de “direita” e o pessoal jura que existe divergência política no país.

As provas de que Lula é de esquerda são claras. O Foro de São Paulo e as declarações de Raul Reyes provam isso que digo, Raul Reyes disse que Lula “salvou a esquerda latino-americana”. Recentemente em sua viagem ao Vietnã, Lula afirmou que a ministra Dilma era super-fã do Gen. Giap, e foi além, afirmou que ela era militante de extrema-esquerda. Vocês querem mais alguma prova? Vou dar. Lula é amigo intímo de Hugo Chávez e Fidel Castro, a ponto de mandar engenheiros brasileiros a Cuba para aprender  técnicas com los hermanos, Lula presidiu o Foro de São Paulo, por um looongo tempo, e negou até a última consequência a existência do mesmo.

O que vejo, é uma esquerda revoltada, porque queria no Brasil um regime leninista ou cubano, e está recebendo uma esquerda comunista “moderada” de presente. Quanto mais você dá para os sociopatas do MST, mas eles querem, quanto mais você dá dinheiro para ONGs, mas elas querem…E o PSDB?? O PSDB é a centro esquerda que não está nem aí pra esse negócio. Ele é mais ditatorial que o comunismo de Lula…Ou alguém esqueceu do Sen. Azeredo e seu projeto de lei que visa instaurar a censura prévia da Internet?

Quanto ao PC do B, não preciso dizer o que ele fez na China e na extinta União Soviética: Matou 100 milhões de pessoas. Nem Hitler conseguiu essa marca. O Comunismo deveria ser tão proíbido no Brasil, quanto o Nazismo. E disso não tenho nenhuma dúvida. Agora muito cuidado com a máquina de desinformação comunista, porque ela corta na própria carne. Pare eles Rockfeller e a Fundação Ford, são instituições imperialistas e blá-blá-blá. Mas o que os sociopatas comunistas não dizem é que essas instituições apóiam os democratas americanos, que são a esquerda dos EUA. Ou seja, são comunistas moderados e não há nada pior para um comunista de extrema esquerda que um companheiro moderado, para quem sobra o rótulo de “direitista”.

A quem interessar possa, o Brasil ocupa a péssima 87º posição no Ranking dos países em que há o Melhor ambiente para se exercer a profissão de  Jornalista, isso segundo o Repórteres Sem Fronteira, uma ONG internacional francesa. É isso aí, você ainda acredita em democracia nesse país?

FONTE: http://www.rsf.org/

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A essencial intolerância do pensamento politicamente correto

Julho 20, 2008 · 1 Comentário

Nesta entrevista, reproduzida na íntegra, com o grande pensador Vladimir Volkoff concebida a Marc Vittelio, jornalista do Happy Magazine (http://www.harrymagazine.com/200403/la_esencial_intolerancia_del.htm) , traduzida para o Mídia Sem Máscara (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=1930) encontramos as raízes do movimento intitulado “Politicamente Correto”, ou PC. Tal movimento parte do pressuposto de que somos totalmente iguais, quando na verdade, a diferença é aquilo que nos torna fortes o suficiente para prosseguir nas lutas cotidianas, e, em meio as diferenças, encontramos fraqueza e fortaleza.

Infelizmente o movimento do PC anda com força total em terras brasilis, possivelmente ancorada na cartilha do bom mocismo petista, seguidor da segunda revolução comunista, pós-queda do Muro de Berlim, o Gramscismo. Aquele que visa instituir o socialismo (AKA comunismo light), através do esvaziamento das estruturas capitalistas e da deturpação da Carta do Direitos Humanos (Magna Carta) para servir a uma estrutura de poder totalitário e estadista. Excelente entrevista.


Entrevista de Vladimir Volkoff a Marc Vittelio.

Vladimir Volkoff (foto) é doutor em filosofia, professor de inglês, militar durante a guerra da Argélia, funcionário do Ministério da Defesa e, mais tarde, professor de línguas e literatura francesa e russa nos Estados Unidos. Foi o primeiro escritor que dedicou seriamente seus estudos na França à manipulação informativa. Parente de Tchaikovsky, é um dos escritores melhor situados na hora de explicar o conceito que conhecemos como “politicamente correto”, tema de seu último livro publicado pela Editions du Rocher: “La désinformation par l’image”. Nos encontramos com este autor que transpira humor e cultura por todos os seus poros e que nos prodigalizou alguns conselhos para combater esse veneno que ataca nossa sociedade.

- Qual é a sua definição do “politicamente correto”?

- O politicamente correto tal e como o conhecemos atualmente, representa a entropia do pensamento político. Como tal, é de impossível definição posto que carece de um verdadeiro conteúdo. Seu fundamento básico é aquele do “vale tudo”. Nele encontramos restos de um cristianismo degradado, de um socialismo reivindicativo, de um economicismo marxista e de um freudismo em permanente rebelião contra a moral do ego. Se compararmos a demolição do comunismo com uma explosão atômica, diríamos que o politicamente correto constitui a núvem radioativa que acompanha a hecatombe.

- Em que consiste o “politicamente correto”?

- O politicamente correto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correto representa o bem e o politicamente incorreto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos demais, a menos que as opções do outro não sejam politicamente incorretas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de caráter étnico, histórico, social, moral e inclusive sexual, e inclusive nos avatares humanos. O politicamente correto não atende à igualdade de oportunidade alguma no ponto de partida, senão, ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada.

- Quem o inventou?

- Ninguém inventou o politicamente correto: ele nasceu como conseqüência da decadência do espírito crítico da identidade coletiva, quer seja esta social, nacional, religiosa ou étnica.

- Quem o pratica?

- O politicamente correto é de uso comum entre os intelectuais desarraigados, porém como é contagioso, é normal que outras pessoas estejam contaminadas sem que por isso estejam conscientes disso.

- Como podemos nos desintoxicar?

- A desintoxicação é difícil, na medida em que vivemos em um mundo no qual os meios (e a palavra mídia é, em si mesma, um barbarismo politicamente correto) adquiriram uma importância desmesurada e são precisamente estes os encarregados do contágio massivo. O primeiro remédio consiste em tomar consciência de que o politicamente correto existe e que circula sobretudo através de nosso vocabulário. O segundo, seria tomar consciência de que o “eu” forma parte de um “nós” e de que este “nós” deve proteger o “eu” contra o “se diz…” politicamente correto. O terceiro remédio consiste em pôr em prática a consciência de renúncia à toda terminologia politicamente correta e às ideologias sobre às quais se apoia. Por exemplo, há que dizer “aborto” em lugar de “interrupção da gravidez”, “surdo” em lugar de “deficiente auditivo”, “velhice” em lugar de “terceira idade”, “sem-vergonha” em lugar de “inadaptado”. Um “docente” nunca chegará a ser um “mestre”.

- Quais são os estragos produzidos pelo “politicamente correto”?

- Consistem fundamentalmente em confundir o bem e o mal, sob o pretexto de que tudo é matéria opinativa.

- À parte a nação, quais são os alvos prediletos do “politicamente correto”?

- Os alvos prediletos são a família, as tradições e, sobretudo, a crença nisto, posto que para o politicamente correto só há uma verdade e o resto é falso.

- O senhor tem a impressão de que a França é um dos países mais atingidos pelo “politicamente correto”?

- O politicamente correto é supranacional como todas as enfermidades. Se estamos em condições de afirmar que nasceu em determinadas universidades americanas, não é menos certo que expandiu-se rapidamente por todo o mundo. Talvez nos países de tradição cristã-ortodoxa se resista mais e melhor a esta epidemia, provavelmente devido à propaganda comunista, talvez à própria fé religiosa. Vimos recentemente com os casos da Sérvia e da Rússia.

– Como detectar uma pessoa “politicamente correta”?

- Uma pessoa politicamente correta se considera a si mesma tolerante, porém não pratica a tolerância…

– Como evitar a contaminação?

- É verdade que o politicamente correto nos espreita e se apresenta sempre com argumentos inocentes e de fácil assimilação. Trata-se de rechaçar sua inocência e repudiar essa facilidade de assimilação. É necessário, do mesmo modo, prevenir-se contra o mimetismo de falar como os demais. Repito ainda o risco de parecer pesado, o vocabulário politicamente correto é o principal veículo de contágio. Em qualquer caso, há que afirmar que o politicamente correto é uma fé débil e que, como tal, não resiste a uma enérgica aplicação do espírito crítico. Não temos que ser submissos aos sentimentos e opiniões generalizadas: o espírito contraditório mais obtuso vale sempre mais do que a livre aceitação do pasto midiático.

– Segundo o sr., quais podem ser as conseqüências a curto e médio prazo do triunfo do “politicamente correto”?

- O politicamente correto prepara o terreno de forma ideal para as operações de desinformação e para a expansão da mundialização. Quando todo o mundo acreditar que as verdades podem ser objetos de truque, de que não existem nem verdades nem mentiras, o mundo estará preparado para receber a mesma propaganda, de participar da mesma pseudo-opinião pública fabricada para consumo universal. E esta pseudo-opinião pública aceitará qualquer ação, inclusive as mais brutais que indefectivelmente irão em benefício dos manipuladores.

- Obras de Vladimir Volkoff sobre a manipulação da informação: “Le montage”, “La désinformation, arme de guerre”, “Petite histoire de la désinformation”, “Désinformation, flagrant délit”, “Manuel du politiquement correct” e “La désinformation par l’image”.

(Publicado por harrymagazine.com)

Tradução: Graça Salgueiro

Categorias: Comportamento

LIMITES À PROPAGANDA: ESSA GENTE FINGE CUIDAR DO NOSSO CORPO PORQUE QUER ROUBAR A NOSSA ALMA

Julho 10, 2008 · 1 Comentário

Original de Reinaldo Azevedo, publicado em http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008_06_29_reinaldo_azevedo_arquivo.html

O governo quer limitar agora, conforme se noticiou aqui ontem à noite, a propaganda de alimentos que “engordam”. Prometi que falaria a respeito na madrugada. Acabei me ocupando de outros assuntos. Retomo a questão.

Há um excesso de intromissão do estado na vida do cidadão e na sua capacidade de escolha para que isso não caracterize um método. Entendam: há uma questão é geral, que é de princípio, que deveria provocar a nossa repulsa fosse qual fosse o governo: o ente estatal não pode tratar o indivíduo como um menor de idade, incapaz de saber o que é bom para si mesmo. Sendo o governo Lula em particular, a atenção deve ser redobrada. Há um núcleo no petismo que está empenhado em criar dificuldades financeiras para o que ele chama “mídia”.

O texto que segue a partir do parágrafo seguinte repete, com poucas alterações, o que escrevi a respeito no dia 4 de julho do ano passado, quando essa idéia veio à luz pela primeira vez. Como se vê, não é iniciativa nova. E também percebemos que eles jamais desistem de uma idéia. Vamos lá.

O método
Este texto identifica um método de ação do governo Lula: o chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, por exemplo, resolveu criar dificuldades para a emissora. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e do de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho.

Penitencio-me aqui. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.

Como sabem, o governo limitou o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invocou com a tal “Zeca-Feira”. Mais: afirmou que a publicidade glamouriza o consumo do produto… No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde…

É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. “Fazer o quê?”, pensei. “Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita”. Eu, o liberal tolo diante de um petista… Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.

A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, “com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio” e de “bebidas com baixo teor nutricional” (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.

Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.

Temporão quer propaganda de camisinha, não de biscoito
Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.

Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.

Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu… Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim…). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?

Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?

Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.

A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.

O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.

Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.

E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?

Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.
*
PS: Divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se.

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Direitos humanos: De oprimidos a opressores!

Junho 25, 2008 · 1 Comentário

No Brasil, direitos humanos são, via de regra, justificativa para que oprimidos, respaldados por suas respectivas organizações representativas, pratiquem toda sorte de barbaridade valendo-se do argumento da auto-vitimização, que cria um escudo psicológico, visando transformar em monstro quem quer que conteste atitudes extremistas suas. Assim sendo, quando um bandido estupra sua filha, lhe assalta, ou pior, mata um ente querido seu, a culpa sempre recaí sobre a vítima: Homem branco, opressor, morreu porque o assassino foi vítima da sociedade e estava externando um sentimento de ódio reprimido.Tadinho…

Os traficantes matam muito mais gente que a polícia, exército e demais, porém destes, ninguém ousa falar…Medo. Nos países cristãos os homossexuais têm tantos direitos, que chegam a queimar bandeiras do vaticano e ameaçar de cadeia quem quer que se oponha a eles…Arrogância. Por aqui, grupos raciais têm cotas, nos EUA, assistencialismo…Vantagens, diminuição da desigualdade. A mulher trabalha e tem autonomia…Direitos.

Agora no Oriente Médio, matam os coitados dos gays, das mulheres e dos cristãos, mas pouco se fala…Covardia e oportunismo.

Em tempo: Soube que o estudante de direito Leandro Teles Rocha, parente de um homossexual, mulato, como eu, e judeu, está sendo acusado por grupos extremistas de esquerda, (Grupo Dignidade) de, pasmém, racismo, homofobia e nazismo! Quem vai entender a mente desses sociopatas? Parece-me que foi feita uma queixa a Polícia Federal e o coitado está sofrendo transtornos psicológicos. Óbvio.

Mas esse tipo de coisa não dá manchete, nem filme de Hollywood. O valor do mulato, do Nordestino, do Judeu, do homem branco, em tempos politicamente corretos, é nulo, zero, necas. A esquerda Gramsciana adora pôr pecha em todos que se opoem a ela: É nazista, fascista, homofóbico e a p.q.p.

O Nordeste está às favas. Falta verba, saúde e a miséria é tanta, que não tem um dia em que, ao sair de casa, meus olhos não vertam lágrimas em comoção a indigência das crianças miseráveis limpando para-brisas nas avenidas do Grande Recife. E o que faz Lula? Doa nosso dinheiro para as ONGs coitadistas, graúdas e hipócritas, que vivem de torrar dinheiro público, contratando advogados para enfiar na cadeia quem quer que pense diferente delas. Se eu tenho pena dessa gente e se luto pela sua causa? Não, nenhuma. No passado, fui militante, andava com eles, entregava jornalzinho e fazia essa porra toda. Até que percebi que o dinheiro era muito, e que, assim sendo, muito melhor seria doá-lo aos pobres, de fato. Muito melhor que lutar para prender um Julio Severo da vida, seria dá agua e alimento para um travesti, que vez ou outra, encontrava na orla Olindense e Recifense e, comovido, entregava um sanduíche, dava uns conselhos bobos que minha pouca idade permitia. As ONGs são apenas máquinas ideológicas de processar opositores, e essas máquinas, prefiro que fiquem quebradas.

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Calúnia grave do Sr. Hélio no site e-cristianismo.com, contra minha pessoa

Junho 7, 2008 · Deixe um comentário

A acusação leviana e criminosa do Sr. Hélio no Fórum http://www.e-cristianismo.com, merece uma resposta pública: ele me acusou desavergonhadamente de crime de ódio, uma grave calúnia. Após isso utilizou um subterfúgio perverso: Trancou o post e encerrou a discussão no meu direito de resposta, ganhando por fim da força o debate. Foi uma acusação grave, gravissíma. Porque nos meus posts, ciritiquei severamente a atitude stalinista de alguns grupos GBLT ligados ao governo, ou não. Coisas amenas, como queimar bandeiras do vaticano e pichar banheiros públicos com cruzes profanas, além de proibir qualquer cidadão de tecer uma suave crítica a algumas condutas condenáveis de alguns desses indivíduos, como sexo em público, semi-nudez pública, coitadismo, auto-vitimização, manipulação estatística, imposição de valores nas escolas etc. Nenhuma lei pode dá status a esse tipo de manifstação. O que a lei pode fazer é simples, lógico e eficiente: Proibir o preconceito, não a crítica, contra a liberdade sexual do indíviduo. Proibir o preconceito e regulamentar o casamento gay, porque não é da conta de ninguém o que você pratica na sua intimidade. Claro, analisem a etimologia da palavra intimidade (coisa íntima, reservada).  Devido a um argumento sofisticado e sútil como o meu, fui acusado de crime de ódio respaldado com a modinha lullista da hora: homofobia.

POST do Hélio com link para a discussão:

http://www.e-cristianismo.com/forum/viewtopic.php?p=43973#p43973
Assunto: Ativismo Gay e Liberação Sexual das Crianças

Histérico amigo,

Não preciso ler seu guia primário de estatística, pois já fiz Estatística Aplicada no meu curso de Administração na FGV/SP com os melhores professores do país, e os melhores livros do ramo no mundo, ensinos esses que são seguidamente vividos e testados em minha carreira profissional. Não preciso recorrer a cartilhas de falácias, pois a Teoria da Argumentação (de Ronald Dworkin) e a Nova Retórica (de Chaïm Perelman), entre outros, foram a base da minha dissertação de Mestrado em Teoria Geral do Direito. Então, já que o amigo insiste na questão da qualificação, que busque pelo menos uma apropriada aos temas (de pós-graduação, no mínimo) antes de ousar debater comigo.

O seu ódio contra gays é tão óbvio que você me acusa de levantar bandeiras homossexuais que eu não só não apóio, como em nenhum momento as defendi aqui. O que critiquei na sua posição é muito simples: enquanto você não comparar estatísticas de homossexuais e heterossexuais assassinados EM RAZÃO de sua opção sexual, as suas baboseiras preconceituosas não merecem nem o título de argumentação. São o que são: delírios de uma noite mal dormida. Uma dica: estamos falando de “crimes de ódio”, procure no Google por essa expressão, para pelo menos ter condições de começar a ler a sua cartilha de estatística.

Portanto, guarde as suas contradições e os seus chiliques (com CH) para você mesmo.

Tópico trancado por já ter extrapolado do seu propósito inicial. Se o Vanzo ainda quiser responder a crítica que lhe foi dirigida, favor entrar em contato para reabrir.

Caro Sr. Hélio

“Xilique” entre aspas enaltece um contexo específico, é uma deturpação intencional da etimologia da palavra. Com relação a sua formação acadêmica, o [b]argumento da autoridade[/b] não se encaixa em nenhum discurso, é uma falácia mesmo. Como tens excelente formação, chego a conclusão que querias me ludibriar com argumentos primários, não por ser ignorante, mas por blefe. Muito digno de vossa parte, manter o tópico aberto para o Sr. Vanzo, e apenas para ele, é um merecido direito de resposta, não? Leia [b]“Is Democracy Possible Here?”[/b] do supracitado autor, pena que não tenhamos um Dworkin aqui, os marxistas o “matariam” . Mas, como bem citaste, já extrapolou, mesmo. Estou cansado.

Me acusar de ódio é uma projeção, uma transferência, de algo que sentes mas não admites, uma típica conduta passivo-agressiva, visto que não esbocei ódio, apenas revolta (revolta “ser” diferente de ódio), e sou agressivo no meu discurso (retórica agressiva “ser” diferente de ódio). No final das contas, sua calúnia foi brutal, me acusou de crime de ódio e trancou o tópico, o que não faz diferença, mesmo… É o caro preço que pago por ter opinião e confrontar a autoridade.

Finalizo com uma estatística:

ASSASSINATO DE MULHERES
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=424CID001

Como podes dizer que não estou comparando assassinato de homo com héteros, se essas mulheres morrem, justamente por serem heterossexuais? Se fossem lésbicas não seriam assassinadas por [b]parceirOs[/b] violentos e ciumentos. E isso é só para citar, se procurar acha muito mais. Ou somente homens podem ser heterossexuais?

Atenciosamente,
bebeto_maya,

P.S. Para não “descer do salto”, não xingo este sujeito, mas ele bem que merece. Foi uma acusação gravíssima; digna de processo jurídico. Mas não perderei meu tempo: Meu telhado não é de vidro, podem arremesar as pedras. Não sofro de coitadismo, sou mestiço, pobre, magricela e nordestino. Porém não ando por aí culpando a “sociedade”, nem chamando-a de racista xenófoba ou coisa que o valha.

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