Sognare Lucido

Contradições dos sábios esquerdistas

Março 3, 2009 · 6 Comentários

Fazendo coro a ficção de 1984, livro de George Orwell , os movimentos sociais modernos, inspirados no gramscismo e na Teoria Crítica, se refestelam em ataques histriônicos contra as ditaduras de direita (ver recente caso da Folha de São Paulo, onde em edital a datadura brasileira foi chamada de “ditabranda” http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/), em pró de um estado democrático supostamente alicerçado numa democrácia representativa. Contudo, o conceito parcial de liberdade individual  confunde-se, nesses casos específicos, com o politicamente correto, polarizando os direitos pessoais, de modo que se tornem privilégios de grupos específicos, ao ponto de se ramificarem em disparates ditatoriais. Uma ditadura de minorias.

Um exemplo prático pode ser assistido no filme “O último imperador” (Bernardo Bertolucci). Que conta a história real do último imperador Chinês, Pu Yi. Bom, A China foi invadida pelo Japão na Segunda Grande Guerra, depois foi “tombada” pelos comunistas, e no final o império já não existia, de modo que Pu Yi se transformou em um cidadão comum. Ocorre, lá pelo final do filme, que um dos mestres do imperador, que o educou na prisão, estava na rua, sendo vitimizado pela Juventude Comunista Chinesa, com aquelas baboseiras maoístas de humilhar quem quer que suspeite-se, seja racionário. E ele nem era…Mas a paranóia dos comunistas é tanta que sentem-se perseguidos por Deus, o Diabo, o capitalismo mau e pelos seu próprios asseclas, como na Mafia de O Poderoso Chefão, onde os mafiosos suspeitam uns dos outros e sentem-se traídos a todo momento, e assim partem para a “Pena Capital”, quando qualquer suspeita se evidencia.

Isso ocorre no Brasil, onde as esquerdas tratam a ditadura militar brasileira com a mesma relevância com que se referem ao Holocausto, enquanto fecham os olhos para os genocídios ucranianos, cubanos, cambojanos e russos, todos perpetrados por comunistas. É canalhice explícita comparar os crimes da esquerda com os da direita, e completa desonestidade fazer o mesmo com a Ditadura Militar Brasileira. Está última matou, segundo os cálculos elásticos e superestimados dos militantes esquerdistas, 400 pessoas. Fidel Castro matou 100,000. Che Guevara, 1000. Sim, comparar números é cruel, quem mata é assassino e pronto, mas afirmar que quem mata 400 em 30 anos é tão culpado quanto quem mata 100 milhões (The Black Book of the communism,http://pt.wikipedia.org/wiki/O_livro_negro_do_Comunismo), é uma completa inversão da realidade, um descaramento safado e cruel, simplesmente porque a memória de todas as vítimas da ditadura militar já foi resguardada ad nauseum na trama neuronal, até mesmo no DNA, dos brasileiros, dada a insistência dos professores em colocá-la em todos os livros de história. Entretanto, os 6 milhões de assassinados em Holodomor, o Holocausto Ucraniano perpetrado por Stálin na década de 30 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Holodomor), tão cruel quanto o maldito genocídio Nazista, não tem duas linhas em nenhum livro secundário. Por que?

Por que os crimes, desde assassinatos a tapas e petelecos, da direita vêm a tona e se transformam em atentados contra os direitos humanos, enquanto os hediondos genocídios comunistas não só são esquecidos, como até mesmo defendidos por mártires dos direitos humanos como Paulo Freire (em seu livro Pedagogia do Oprimido, Freire faz apologia ao assassinato no seguinte parágrafo: “A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.”)? No entanto tal autor, por mais que defenda e se omita dos genocídios comunistas, viveu de fazer apologia gratuita ao comunismo e seus mártires assassinos e é referência para 99% dos pedagogos brasileiros. Como dizer que o Brasil não é um país socialista, se seus referenciais são os maiores assassinos da história, conjuntamente com seus cúmplices, e se a Profª Maria Victória Benevides, e praticamente toda a USP, vivem de apologias ao terror comunista, ao lado de Emir Sader, Frei Beto e tantos outros? Como esquecer dos 4 seguranças assassinados cruelmente pelo MST, último dia 21, enquanto o Ministro da Justiça, Tarso Genro, covarde e hipocritamente, apenas considera o MST um movimento arrojado e justo, segundo sua entrevista no Jornal Nacional?

Finalizando, analisemos um movimento menos truculento, porém igualmente ditatorial: O movimento GLBT.  O interessante do movimento homossexual é a incoerência das posturas assumidas: Querem tolerância, mas não permitem que uma pessoa largue o homossexualismo. Dizem que não é doença, e supondo que não seja, por que uma opção tem de ser imposta pela sociedade politicamente correta que querem construir? Não são os artíficies, individualmente, que devem escolher se querem ou não partilhar do coito anal passivo ou ativo? Se expressam em 150 passeatas gays (apenas no Brasil), agridem valores religiosos com caricaturas de padres, pastores etc, mas não suportariam assistir a chacota dos mesmos com sua militância. Ainda, pregam o encarceiramento dos homofóbicos, mesmo sabendo que homofobia é uma fobia, e portanto um distúrbio psiquiátrico, para o qual, o indíviduo portador, deveria ser tratado, caso quisesse, e não preso. Como prender um doente, pela simples presença da molestia? Ora, mas que tipo de liberdade individual  é esta que se expande até o limite da livre consciência alheia? Por que amam os movimentos de esquerda, se nos países comunistas os Gays são tratados como doentes (como em Cuba)? Não há muita lógica nesses movimentos pseudo-liberais, porque a liberdade que tanto almejam é a exata polarização do conservadorismo tacanho de 50 anos atrás, de modo a mitigar qualquer posição contrária. Em suma,  é trocar uma imposição por outra.

E assim vivemos no novo mundo, no Admirável Mundo Novo, chaveando relés, trocando uma ditaduta militar, por uma militante, com o detalhe de que os fantasmas direitistas já foram exorcizados, enquanto os demônios esquerdistas continuam com sua danação revestida de pureza por todos os círculos do Inferno de Dante.

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6 respostas Até agora ↓

  • João Dalvi // Março 27, 2009 às 8:18 pm | Responder

    Desculpe amigo, mas você está mal informado, ou é mesmo desonesto(espero que seja desinformação), sobre muita coisa nessa história.
    Primeiro que a ditadura militar no Brasil, assim como a ditadura que vivemos hoje no Brasil, e o capitalismo em todo mundo, matou e mata, sim, muito mais gente que os comunistas.
    Acontece que os comunistas justiçavam os inimigos do povo, gente que não suportava ter que viver apenas com os frutos do próprio trabalho, e que, que NA PRÁTICA sabotavam e subvertiam a sociedade socialista. Houveram, claro, excessos, e isto realmente é impossível de não existir, mas não se deve tomar a excessão como regra para criminalizar o socialismo.
    Agora, meu caro, o capitalismo, sociedade BASEADA na exploração do homem pelo homem, já matou e mata BILHÕES de seres humanos de fome, de doenças curáveis, pela violência e barbárie criada pelo próprio sistema, por guerras(inevitáveis no capitalismo), e aos que lutam por uma sociedade justa, os matou em torturas, prisões etc.

    Quanto ao caso dos camponeses e os “pobrezinhos” “seguranças” mortos, você fala pelo que viu divulgado pelos monopólios dos meios de comunicação, pura mentira.
    Os homens mortos eram paramilitares, pistoleiros, que invadiram, em um bando de 5 pistoleiros, uma terra tomada pelos camponeses pobres em São Joaquim do Monte-PE. Os camponeses lá instalados reagiram à agressão dos bandidos armados, matando 4 do bando de 5 paramilitares, em legítima defesa de suas terras, e de suas famílias. Se duvida do que falo, pode ver as fotos dos bandidos na Internet, ou mesmo visitar a área e ir ter com os camponeses.
    Acontece que estes veículos venais desta imprensa vendida fazem uma grande campanha de criminalização da luta travada pelos camponeses no Brasil pelo direito sagrado da terra para nela trabalhar e viver. Os meios de comunicação escondem, propositalmente, a realidade de que os latifundiários hoje no brasil são quem montam grupos paramilitares de pistoleiros, jagunços etc e, contando com o total apoio do Estado Brasileiro, roubam terras, torturam e matam lideranças camponesas às dezenas, dentre outros crimes.
    A reação dos camponeses a estes crimes, cometidos há 500 anos impunemente, e a sua luta pela terra, pela destruição deste câncer que é o latifúndio, principal responsável pelo atraso e total subjugação da Nação Brasileira aos interesses estrangeiros, é justa, e é este o caminho que o povo brasileiro deve seguir: não aceitar mais que só morra gente do lado do povo pobre.

    Quanto à questão de GLS e esta coisa toda, toda esta imoralidade, ou melhor, toda esta propagação da moral burguesa, é fruto mesmo desta sociedade capitalista em que vivemos. Já que a defende com tanto vigor, porque estranha seus companheiros homossexuais desta forma?

    Quanto ao Brasil ser socialista, amigo, vá saber o que é socialismo antes de propagar asneiras.

    Espero que tenha gostado do comentário =D

    João Dalvi

  • bebeto_maya // Março 28, 2009 às 3:06 am | Responder

    Caro João

    É a tendência do comunista se revestir com o manto da razão, enquanto os outros são ignorantes. A vastíssima documentação pós-guerra, mostra o quanto esse regime foi cruel e genocida. Obviamente, comunistas desconfiam da “mídia”, que já é de esquerda, porém não o suficiente, e de todo mundo que mostre que esse regime é tão daninho quanto o Nazismo.

    Enquanto os comunistas mataram diretamente os ” inimigos do povo”, pequenos produtores rurais e criminosos de consciência (se é que isso pode existir), o capitalismo, sistema de trocas baseado na oferta e procura, transformou os países mais ricos do mundo, levando prosperidade para todos. A Dow Jones e a Nasdaq não andam armadas, os comunistas da África, como no Sudão e de Mianmar, sim, matam mesmo, com balas e políticas econômicas baseadas na democratização da miséria.

    Para mim está claro: Comunismo, como fica patente no documentário de Edvins Snore, The Soviet Story, é o mesmo que Nazismo, enquanto os nazistas matavam por questões biológicas, os comunistas faziam o mesmo por questões políticas. Procure o livro, “Mortos pelo Estado”, e descubra o quanto os comunistas praticaram de genocídio. Agora essa historinha de “capitalismo mau”, me lembra um sujeito que dizia que o capitalismo matou Elvis, afinal, não fosse ele, o cantor não teria comprado drogas lícitas nas farmácias. Ou seja, pura forçação de barra dizer que os capitalistas matam gente, quando na verdade é a tendência estadista, populista de esquerda, que atrasa o livre mercado, gerando miséria para todos.

  • Luis // Abril 12, 2009 às 11:00 pm | Responder

    Gente, o problema é o homem, e nao a sociedade ou o sistema. Claro que ele ajuda (ou atrapalha), mas, se por exemplo, num sistema que gera hectares e mais hectares de alimentos e que toneladas sao perdidas, só pode ser problema do ser humano.
    Lembrem-se:
    O PROBLEMA È O HOMEM

  • Diego // Maio 5, 2009 às 7:55 pm | Responder

    Gostaria de saber do autor qual foi a fonte que ele utilizou para encontra o número de 400 pessoas mortas na ditadura nacional. Acredito que ele tenha tido acesso aos arquivos da ditadura que ninguém teve peito ainda pra abrir.
    O sistema não é o responsável pela matança. Vietnã, Golfo…
    Sei não viu… o povo começa a falar as coisa baseados em livros e artigos na internet sem a menor pudor científico… é isso o que aconte!

  • bebeto_maya // Maio 5, 2009 às 11:55 pm | Responder

    Na ditadura não morreram 300, exagerei nos 400. Mas para a esquerda foram 424, segundo o livro Dos Filhos Deste Solo, de Nilmário Miranda :

    http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=201&Itemid=34

  • Rogério // Outubro 19, 2009 às 7:16 pm | Responder

    O pior é que tem vermelho posando de humanista em cima de uma pilha de cadáveres (100 milhões só no império do mal soviético). Sem liberdade para o indivíduo não há sociedade justa. E comunismo e liberdade são inversaemnte proporcionais, senão porque os povos do leste europeu respiraram aliviados com a queda do Pacto de Varsóvia???
    Dá muita raiva a desonestidade dos argumentos destes sociopatas disfarçados de mocinhos.

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